terça-feira, 22 de setembro de 2026

Estátuas no caminho



Zanzertein,

Depois da batalha contra o Elemental do Veneno, Sir Finley aproveitou os restos das criaturas e dos cogumelos para extrair suas essências venenosas, guardando tudo para usar em futuros combates. Seguimos pelas ruínas até encontrar algo ainda mais estranho: uma substância negra, semelhante a um redemoinho, escorrendo de uma árvore e exalando um forte cheiro de enxofre.

Beleg disparou uma flecha contra aquilo, mas ela simplesmente atravessou a escuridão. Kobta tentou descobrir uma possível fraqueza, mas percebeu que aquilo não era uma criatura. Quando me aproximei, a substância tentou sugar minha própria energia vital, causando uma forte dor. Por sorte, um pássaro que sobrevoava o local acabou sendo atingido pela escuridão e se desintegrou instantaneamente. Não precisamos de mais explicações: desviamos do caminho.

O problema é que encontramos outras poças semelhantes quilômetros adiante. E depois mais algumas. Aquele pântano estava literalmente espalhado de manchas de escuridão capazes de matar qualquer coisa que se aproximasse.

Seguimos com cuidado, enquanto Kobta usava seu truque de invisibilidade para reconhecer o terreno. Beleg avistou uma estátua segurando uma lança e destruiu-a com suas flechas. Sir Finley, sempre pensando no próximo combate, aplicou Peçonha Concentrada nas minhas manoplas e nas balas de Kobta.

Pouco depois, figuras encapuzadas surgiram. Kobta abriu fogo contra uma delas, mas o inimigo rebateu o disparo com uma cimitarra, utilizando uma técnica que chamou de Barreira de Lâminas. Beleg respondeu imediatamente com um Tiro de Sentinela, acertando o encapuzado e empurrando-o para trás. Kobta atingiu outro com seus disparos, enquanto eu avancei usando meus poderes da Tormenta, **Velocidade** e **Punho de Mitral**. Curiosamente, o veneno aplicado por Finley parecia causar mais estrago do que meus próprios socos.

Beleg acertou outro encapuzado e o lançou diretamente no lodo negro. A criatura foi consumida instantaneamente pela escuridão. Finley então preparou seu chicote com mais veneno e, quando outro inimigo se aproximou, uma única chicotada o deixou bastante ferido. Kobta completou o serviço com seus disparos, empurrando-o para dentro da poça negra.

Avancei voando com Kobta para reconhecer o caminho e foi então que uma Górgona invisível surgiu diante de nós. Kobta reagiu primeiro e seus disparos a lançaram para longe. Quando finalmente conseguimos enxergá-la, sentimos seu poder de petrificação tentando nos dominar, mas resistimos.

Beleg, voando e carregando Sir Finley, finalmente entendeu a origem das inúmeras estátuas que encontrávamos pelo caminho.

Enquanto Beleg e Kobta mantinham a Górgona sob uma chuva de disparos, eu e Finley eliminamos o último encapuzado. Depois, concentramos nossos ataques na criatura. Flechas e balas a mantiveram afastada até que, finalmente, a Górgona tombou desfalecida.

O caminho estava novamente livre, mas aquele lugar continuava ficando cada vez mais estranho. Entre o lodo negro, as estátuas petrificadas e aquelas criaturas encapuzadas, começávamos a perceber que as Ruínas de Tyrondir escondiam algo muito mais perigoso do que apenas monstros.

Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA. 

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