Para Zanzertein,
Kobta finalmente encontrou a entrada da masmorra escondida entre as ruínas, e entramos. Não demorou para que os primeiros Andarilhos do Pântano viessem nos recepcionar. As criaturas exalavam uma aura corrosiva, mas eu já havia preparado a Cobra Nova com Resistência a Energia, reduzindo os efeitos daquele ácido.
Beleg foi o primeiro a reagir. O Tenor cantou em suas mãos e uma flecha atravessou um dos Andarilhos com violência. A criatura, porém, avançou contra ele e atingiu seu braço com força suficiente para deixá-lo gravemente ferido. Outro tentou me atacar, mas Kobta ergueu seu Escudo da Fé e absorveu parte do impacto. Quando um terceiro avançou sobre Sir Finley, Kobta respondeu com um Tiro de Sentinela, lançando o monstro contra uma parede, que se despedaçou com o impacto. Finley aproveitou a oportunidade para envenenar as armas de Kobta.
Enquanto explorávamos a masmorra, Kobta avistou uma enorme estátua adiante, posicionada de maneira ameaçadora. Ainda não sabíamos o que era aquilo.
Os Andarilhos continuavam surgindo, mas Beleg transformou o corredor em um campo de execução. Uma flecha do Tenor atravessou um deles e o destruiu completamente. Outra flecha, outra criatura morta. Eu entrei na luta com meus poderes da Tormenta: Desprezar Realidade, Empunhadura Rubra, Visco Rubro, Velocidade em Massa e Concentração em Combate. Reforcei meus golpes com Punho de Mitral e destruí mais um dos monstros já enfraquecido pelas flechas de Beleg.
Mais criaturas apareceram. Kobta as arremessava contra as paredes com seus tiros, enquanto Sir Finley lutava mesmo depois de receber um golpe que quase o derrubou. O ladino levantou-se e respondeu com seu chicote, usando seu ataque furtivo para enfraquecer um dos Andarilhos. Em seguida, espalhou Peçonha Irritante pelas flechas de Beleg.
Foi então que decidimos descobrir o que aquela estátua realmente era.
Kobta disparou contra ela, fazendo-a recuar alguns metros. Aproveitei o momento para envolver Sir Finley com minha secreção cicatrizante, cobrindo seus ferimentos com o muco amarelado que rapidamente fechou suas lesões. Depois, invoquei Armamento da Natureza, abri minhas asas de barata e voei diretamente contra a estátua.
Agarrei a criatura.
Ela tentou resistir, mas eu a prendi com meus múltiplos membros e comecei a golpeá-la. Seus ataques mágicos pouco adiantavam contra mim. Outros Andarilhos tentaram me alcançar, mas Kobta os repeliu com seus disparos, enquanto Beleg interceptava aqueles que avançavam contra Finley.
Kobta recarregou suas pistolas e preparou um disparo especial. Finley continuou golpeando e envenenando os Andarilhos, enquanto Beleg fazia o Tenor cantar novamente, destruindo mais um inimigo com suas flechas.
Então tirei minha manopla, saquei minha orbe cristalina e deixei a Transformação de Guerra tomar conta do meu corpo.
Foi nesse momento que descobrimos a verdade.
Aquela não era uma estátua.
Era um Golem de Pedra.
E ele era muito mais forte do que parecia.
O monstro me atingiu com violência. No primeiro golpe, usei Desprezar Realidade para negar o impacto. No segundo, porém, sua força foi suficiente para destruir completamente a proteção que minha Transformação de Guerra me concedia. Mesmo assim, continuei de pé.
Sir Finley preparou sua Essência de Sombra e a aplicou ao meu Punho de Mitral. Depois, lançou esporos de cogumelo sobre o golem, usando sua habilidade de veneno persistente para afetá-lo apesar de sua resistência. A criatura ficou mais lenta.
E então o corredor se encheu de Andarilhos.
Vieram dezenas deles.
Não importava.
Kobta transformou suas pistolas energéticas em uma tempestade de projéteis. Beleg disparava flechas do Tenor sem dar aos monstros sequer tempo para respirar. Sir Finley fazia seu chicote cantar, espalhando veneno a cada golpe. As criaturas caíam umas sobre as outras, enquanto sangue e pedaços de carne se espalhavam pelo chão da masmorra.
Eu, porém, tinha apenas um alvo.
O Golem.
Reuni tudo o que ainda possuía: minha magia, minha força e a fúria da Tormenta. Avancei contra ele e descarreguei uma sequência brutal de golpes. Meus múltiplos braços golpearam a pedra repetidamente, cada impacto abrindo novas rachaduras.
Primeiro, uma fissura atravessou seu peito.
Depois outra.
Então a estrutura inteira começou a tremer.
Continuei golpeando até que o corpo do Golem finalmente não suportou mais. A pedra se rompeu em uma explosão violenta, espalhando centenas de fragmentos pelo corredor.
Quando a poeira baixou, encontramos aquilo que havíamos atravessado toda aquela maldita masmorra para buscar.
A rocha negra, o Fragmento do Coração Negro, estava diante de nós.
Depois de venenos, monstros, escuridão, Andarilhos e um Golem de Pedra, finalmente havíamos encontrado o que procurávamos.
Missão cumprida.
Texto por Roberto Oliveira.
Revisão por Leandro Carvalho.
Imagens geradas por IA.




