quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Golem de Pedra


Para Zanzertein,

Kobta finalmente encontrou a entrada da masmorra escondida entre as ruínas, e entramos. Não demorou para que os primeiros Andarilhos do Pântano viessem nos recepcionar. As criaturas exalavam uma aura corrosiva, mas eu já havia preparado a Cobra Nova com Resistência a Energia, reduzindo os efeitos daquele ácido.

Beleg foi o primeiro a reagir. O Tenor cantou em suas mãos e uma flecha atravessou um dos Andarilhos com violência. A criatura, porém, avançou contra ele e atingiu seu braço com força suficiente para deixá-lo gravemente ferido. Outro tentou me atacar, mas Kobta ergueu seu Escudo da Fé e absorveu parte do impacto. Quando um terceiro avançou sobre Sir Finley, Kobta respondeu com um Tiro de Sentinela, lançando o monstro contra uma parede, que se despedaçou com o impacto. Finley aproveitou a oportunidade para envenenar as armas de Kobta.

Enquanto explorávamos a masmorra, Kobta avistou uma enorme estátua adiante, posicionada de maneira ameaçadora. Ainda não sabíamos o que era aquilo.

Os Andarilhos continuavam surgindo, mas Beleg transformou o corredor em um campo de execução. Uma flecha do Tenor atravessou um deles e o destruiu completamente. Outra flecha, outra criatura morta. Eu entrei na luta com meus poderes da Tormenta: Desprezar Realidade, Empunhadura Rubra, Visco Rubro, Velocidade em Massa e Concentração em Combate. Reforcei meus golpes com Punho de Mitral e destruí mais um dos monstros já enfraquecido pelas flechas de Beleg.

Mais criaturas apareceram. Kobta as arremessava contra as paredes com seus tiros, enquanto Sir Finley lutava mesmo depois de receber um golpe que quase o derrubou. O ladino levantou-se e respondeu com seu chicote, usando seu ataque furtivo para enfraquecer um dos Andarilhos. Em seguida, espalhou Peçonha Irritante pelas flechas de Beleg.

Foi então que decidimos descobrir o que aquela estátua realmente era.

Kobta disparou contra ela, fazendo-a recuar alguns metros. Aproveitei o momento para envolver Sir Finley com minha secreção cicatrizante, cobrindo seus ferimentos com o muco amarelado que rapidamente fechou suas lesões. Depois, invoquei Armamento da Natureza, abri minhas asas de barata e voei diretamente contra a estátua.

Agarrei a criatura.

Ela tentou resistir, mas eu a prendi com meus múltiplos membros e comecei a golpeá-la. Seus ataques mágicos pouco adiantavam contra mim. Outros Andarilhos tentaram me alcançar, mas Kobta os repeliu com seus disparos, enquanto Beleg interceptava aqueles que avançavam contra Finley.

Kobta recarregou suas pistolas e preparou um disparo especial. Finley continuou golpeando e envenenando os Andarilhos, enquanto Beleg fazia o Tenor cantar novamente, destruindo mais um inimigo com suas flechas.

Então tirei minha manopla, saquei minha orbe cristalina e deixei a Transformação de Guerra tomar conta do meu corpo.

Foi nesse momento que descobrimos a verdade.

Aquela não era uma estátua.

Era um Golem de Pedra.

E ele era muito mais forte do que parecia.

O monstro me atingiu com violência. No primeiro golpe, usei Desprezar Realidade para negar o impacto. No segundo, porém, sua força foi suficiente para destruir completamente a proteção que minha Transformação de Guerra me concedia. Mesmo assim, continuei de pé.

Sir Finley preparou sua Essência de Sombra e a aplicou ao meu Punho de Mitral. Depois, lançou esporos de cogumelo sobre o golem, usando sua habilidade de veneno persistente para afetá-lo apesar de sua resistência. A criatura ficou mais lenta.

E então o corredor se encheu de Andarilhos.

Vieram dezenas deles.

Não importava.

Kobta transformou suas pistolas energéticas em uma tempestade de projéteis. Beleg disparava flechas do Tenor sem dar aos monstros sequer tempo para respirar. Sir Finley fazia seu chicote cantar, espalhando veneno a cada golpe. As criaturas caíam umas sobre as outras, enquanto sangue e pedaços de carne se espalhavam pelo chão da masmorra.

Eu, porém, tinha apenas um alvo.

O Golem.

Reuni tudo o que ainda possuía: minha magia, minha força e a fúria da Tormenta. Avancei contra ele e descarreguei uma sequência brutal de golpes. Meus múltiplos braços golpearam a pedra repetidamente, cada impacto abrindo novas rachaduras.

Primeiro, uma fissura atravessou seu peito.

Depois outra.

Então a estrutura inteira começou a tremer.

Continuei golpeando até que o corpo do Golem finalmente não suportou mais. A pedra se rompeu em uma explosão violenta, espalhando centenas de fragmentos pelo corredor.

Quando a poeira baixou, encontramos aquilo que havíamos atravessado toda aquela maldita masmorra para buscar.

A rocha negra, o Fragmento do Coração Negro, estava diante de nós.

Depois de venenos, monstros, escuridão, Andarilhos e um Golem de Pedra, finalmente havíamos encontrado o que procurávamos.

Missão cumprida.




Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA. 

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Estátuas no caminho



Zanzertein,

Depois da batalha contra o Elemental do Veneno, Sir Finley aproveitou os restos das criaturas e dos cogumelos para extrair suas essências venenosas, guardando tudo para usar em futuros combates. Seguimos pelas ruínas até encontrar algo ainda mais estranho: uma substância negra, semelhante a um redemoinho, escorrendo de uma árvore e exalando um forte cheiro de enxofre.

Beleg disparou uma flecha contra aquilo, mas ela simplesmente atravessou a escuridão. Kobta tentou descobrir uma possível fraqueza, mas percebeu que aquilo não era uma criatura. Quando me aproximei, a substância tentou sugar minha própria energia vital, causando uma forte dor. Por sorte, um pássaro que sobrevoava o local acabou sendo atingido pela escuridão e se desintegrou instantaneamente. Não precisamos de mais explicações: desviamos do caminho.

O problema é que encontramos outras poças semelhantes quilômetros adiante. E depois mais algumas. Aquele pântano estava literalmente espalhado de manchas de escuridão capazes de matar qualquer coisa que se aproximasse.

Seguimos com cuidado, enquanto Kobta usava seu truque de invisibilidade para reconhecer o terreno. Beleg avistou uma estátua segurando uma lança e destruiu-a com suas flechas. Sir Finley, sempre pensando no próximo combate, aplicou Peçonha Concentrada nas minhas manoplas e nas balas de Kobta.

Pouco depois, figuras encapuzadas surgiram. Kobta abriu fogo contra uma delas, mas o inimigo rebateu o disparo com uma cimitarra, utilizando uma técnica que chamou de Barreira de Lâminas. Beleg respondeu imediatamente com um Tiro de Sentinela, acertando o encapuzado e empurrando-o para trás. Kobta atingiu outro com seus disparos, enquanto eu avancei usando meus poderes da Tormenta, Velocidade e Punho de Mitral. Curiosamente, o veneno aplicado por Finley parecia causar mais estrago do que meus próprios socos.

Beleg acertou outro encapuzado e o lançou diretamente no lodo negro. A criatura foi consumida instantaneamente pela escuridão. Finley então preparou seu chicote com mais veneno e, quando outro inimigo se aproximou, uma única chicotada o deixou bastante ferido. Kobta completou o serviço com seus disparos, empurrando-o para dentro da poça negra.

Avancei voando com Kobta para reconhecer o caminho e foi então que uma Górgona invisível surgiu diante de nós. Kobta reagiu primeiro e seus disparos a lançaram para longe. Quando finalmente conseguimos enxergá-la, sentimos seu poder de petrificação tentando nos dominar, mas resistimos.

Beleg, voando e carregando Sir Finley, finalmente entendeu a origem das inúmeras estátuas que encontrávamos pelo caminho.

Enquanto Beleg e Kobta mantinham a Górgona sob uma chuva de disparos, eu e Finley eliminamos o último encapuzado. Depois, concentramos nossos ataques na criatura. Flechas e balas a mantiveram afastada até que, finalmente, a Górgona tombou desfalecida.

O caminho estava novamente livre, mas aquele lugar continuava ficando cada vez mais estranho. Entre o lodo negro, as estátuas petrificadas e aquelas criaturas encapuzadas, começávamos a perceber que as Ruínas de Tyrondir escondiam algo muito mais perigoso do que apenas monstros.

Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Carta de Gyodai para Zanzertein

 


Zanzertein,

Viajamos na nuvem voadora até as Ruínas de Tyrondir, onde uma colossal cratera denuncia o local da queda da Flecha de Fogo. Seguimos por um pântano repleto de árvores secas, cogumelos venenosos e vinhas traiçoeiras, enquanto o cheiro de enxofre tomava o ar.

Avancei como batedor e, após escapar de algumas vinhas, lancei Velocidade em Massa, deixando toda a Cobra Nova mais rápida. Um colugmelo gigante ainda tentou me envenenar com seus esporos, mas resisti, apesar de ficar mais lento. Logo encontramos os repugnantes Andarilhos do Pântano. Kobta destruiu um deles com seus disparos e, usando minhas asas de barata, carreguei-o para reconhecer o terreno.

Sir Finley preparou sua Peçonha Irritante, certeza que arrancaria de Sir Milton um olhar emocionado ao perceber como seu antigo discípulo havia se tornado habilidoso. Então Beleg sacou pela primeira vez o lendário Tenor. A serpente na extremidade do arco emitiu um chiado ameaçador, e sua aura parecia digna de um artefato divino. Seus primeiros disparos destruíram completamente dois Andarilhos.

Mais adiante, novos cogumelos nos atingiram com esporos, deixando-nos novamente lentos. Esmaguei um Andarilho com meus punhos da Tormenta, enquanto Sir Finley disparou sua bazuca contra outro, deixando apenas as pernas. Kobta terminou o último com uma sequência de disparos energéticos que abriu enormes feridas em seu corpo.

Foi então que Kobta percebeu algo terrível: o sangue verde, ácido e venenoso dos mortos começou a se juntar, formando uma criatura. Um Elemental do Veneno, semelhante às criaturas encontradas em Venomia, surgiu diante de nós.

A criatura nos engolfou. Tentei desprezar a realidade, mas seu veneno era tão poderoso que começou a corroer minha carapaça. Kobta conseguiu reduzir os efeitos com seu truque de Escudo da Fé. Mesmo feridos, reagimos. Usei o Devorador Carmesim para golpear o elemental, enquanto Kobta disparava sem parar. Beleg voou com sua Capa de Arsenal e transformou o Tenor em uma chuva de flechas contra a criatura. Sir Finley analisou o inimigo com a lembrança de Sir Milton e realizou seu ataque assassino, aplicando veneno até mesmo em uma criatura feita daquela mesma substância.

O elemental ainda conseguiu nos atingir novamente, atravessando nossas defesas e causando ferimentos graves. Mas a Cobra Nova não recua diante de um pouco de veneno.

Reunimos nossas forças para o ataque final. Meus punhos esmagaram a criatura, Beleg disparou várias flechas do Tenor, Sir Finley aplicou sua peçonha e Kobta descarregou suas pistolas energéticas. Finalmente, o elemental perdeu sua forma e desabou no chão, transformando-se em uma enorme poça de veneno.

O caminho estava novamente livre.

E, pelo que já havíamos encontrado, eu tinha a impressão de que as Ruínas de Tyrondir ainda guardavam coisas muito piores.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA.