terça-feira, 17 de março de 2026

Esgotos

 


A investigação continuava a apertar o cerco ao redor do mistério que apodrecia sob Korm.


A Costureira e o Último Bilhete

Aric e Jalin encontraram Isolda Passosilente, uma costureira idosa de mãos gastas pelo trabalho e pelos anos. A casa era simples, mas arrumada com cuidado — como se cada objeto ali fosse uma tentativa de manter viva a memória do filho.

Seu filho, Jorik Passosilente, havia morrido duas semanas antes.

Ela contou que ele denunciara extorsões feitas por guardas corruptos. Desde então, problemas começaram a surgir.

Com voz trêmula, entregou duas coisas aos aventureiros.

Um bilhete escrito por Jorik.

E um medalhão estranho.

Segundo ela, aquele medalhão pertencia a alguém que entrara nos esgotos pouco antes da morte de seu filho.

— Há algo errado perto das entradas dos esgotos… — disse ela. — Jorik sabia.


O Mendigo que Observa

Enquanto isso, Zanzertein, Bolgg e Anastácia conversavam com os mendigos da cidade. Entre eles estava Zezin, conhecido como o mendigo letrado.

Zezin lembrava-se bem de Valdrik, o Corcunda.

Valdrik bebia cerveja nas redondezas e dormia perto do posto da guarda.

Um dia, comentou que tinha visto algo estranho: um dos guardas entrando nos esgotos durante a noite.

Antes de desaparecer, Valdrik falou de outra coisa inquietante.

Ele havia visto uma aranha de gelo nas galerias subterrâneas.

Depois disso, decidiu investigar.

Nunca mais foi visto.


O Medalhão dos Cultistas

Reunidos novamente, Zanzertein ergueu o Olho de Sszzas.

O artefato pulsou com poder antigo enquanto ele invocava a magia.

“Que o passado se curve à curiosidade do presente.”

A magia Lendas e Histórias revelou a verdade escondida no medalhão.

Ele era um distintivo de cultistas.

Mais do que isso, revelou um padrão recorrente nos esgotos: quatro símbolos marcavam caminhos e salas importantes.

Sol.

Nuvem.

Lua.

Montanha.

Um sistema de navegação… ou um código ritualístico.


O Plano de Infiltração

Aric teve a ideia.

Falsificar o medalhão.

Se conseguissem se passar por cultistas, poderiam penetrar nas profundezas dos esgotos sem levantar suspeitas.

Após descanso e preparação, o grupo estava pronto.

Zanzertein novamente empunhou o Olho de Sszzas.

“Que até o inerte se levante para proteger o destino.”

Dois postes da rua se ergueram do chão.

A magia Animar Objetos os transformou em guardiões combatentes que marchariam ao lado de Aric e Jalin.


A Descida aos Esgotos

A entrada dos esgotos estava trancada.

Mas o molho de chaves de Honório resolveu o problema.

O portão abriu.

O cheiro de umidade e decadência escapou das profundezas.

Pouco depois de entrarem, um homem surgiu das sombras.


— O que vocês estão xeretando aqui?

Aric simplesmente ergueu o medalhão.

— Estamos adiantados.


O homem empalideceu.

Pediu desculpas imediatamente.

E deixou que passassem.


Conselhos de Guerra

Mais adiante, Zanzertein invocou sabedoria extraplanar.

Ele abriu sua mente para além do mundo.

“Que os generais do infinito sussurrem estratégia.”

A magia Contato Extraplanar chamou a atenção de Lamashtu, Senhora dos Exércitos, que ofereceu conselhos sobre combate e posicionamento.


O Labirinto dos Símbolos

A primeira bifurcação apareceu.

Um caminho marcado com rio.

Outro com lua.

Seguiram pela lua.

Na sala seguinte, duas criaturas emergiram da escuridão.

Aranhas de gelo.


O Combate nas Galerias

Uma delas avançou sobre Aric.

O poste animado lançou-se entre os dois, recebendo o impacto brutal das patas congelantes.

O guardião de madeira caiu despedaçado.

A segunda aranha atacou Jalin. O sátiro se esquivou de parte dos golpes, rebatendo uma das patas com seus chifres para evitar ser agarrado.

O frio irradiado pelas criaturas era intenso.

A pele dos aventureiros começou a congelar superficialmente.

Aquilo não poderia durar muito.

Zanzertein reagiu imediatamente.

“Que os elementos reconheçam seus mestres.”

Resistência a Energia envolveu os heróis.

Logo em seguida, sua magia reforçou o ritmo do combate.

“Que o tempo acelere para os preparados.”

Velocidade.

E então:

“A mente firme jamais hesita.”

Concentração de Combate.


O Contra-Ataque

Jalin ergueu sua postura teatral.

“Que a bravura seja música!”

Sua apresentação impactante incendiou o espírito do grupo.

Ele sacou sua pistola de adamante com elegância e disparou uma rajada devastadora contra as aranhas.

Aric avançou logo em seguida.

Sua espada executora de adamante — maciça, lancinante e harmonizada — descreveu um arco mortal.

Um golpe devastador partiu a carapaça da aranha ferida.

Movendo-se com velocidade sobrenatural, Aric concluiu o ataque e destruiu completamente a criatura que tentava agarrar Jalin.


A Reconstrução do Guardião

Zanzertein apontou para o poste destruído.

“Nem tudo que cai permanece quebrado.”

A magia Transmutar Objetos restaurou o guardião combatente, devolvendo-lhe vigor e utilidade.


O Caminho do Ritual

Mais adiante, outra bifurcação:

Montanha ou Nuvem.

Escolheram Nuvem.

Outra bifurcação surgiu logo depois.

Sol ou Lua.

Mais uma vez, seguiram o caminho da Lua.

O corredor desembocou em um grande salão subterrâneo.

Ali estavam vários cultistas da Tormenta.

E mais aranhas de gelo guardando o local.

Os aventureiros haviam encontrado o coração do culto.

E a batalha estava prestes a começar.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagem gerada pelo Bing IA.

quarta-feira, 4 de março de 2026

A cidade revida



O grupo se divide.

A vila parece calma à luz do dia… mas sob a superfície, tudo apodrece.

Aric e Jalin procuram Honório, sargento da milícia local. A conversa exige insistência, jogo de palavras e paciência. Depois de muita argumentação, conseguem um encontro reservado.

Honório fecha a porta. O minotauro parece menor sem a armadura completa.

Ele confessa:

Magnus investigava algo nos esgotos.

Descobriu demais.

Pagou por isso.

Há ressentimento em sua voz — Magnus o chamou de covarde por não se envolver nas investigações. Talvez ele tenha sido.

Com mãos pesadas, entrega um molho de chaves.

— Pode ser útil.

Pede sigilo absoluto. Se essa conversa vazar, ele morre.

Antes da despedida, ergue o símbolo de Khalmyr e concede uma bênção formal.

Cassidy, que aguardava do lado de fora, aproxima-se discretamente de Jalin:

— Nos esgotos… há algo. Um culto. Aharadak.

O nome ecoa como uma ferida aberta.

******************

Enquanto isso, Anastácia, Bolgg e Zanzertein visitam o ferreiro.

Algumas moedas compram mais do que serviços — compram confiança.

O homem revela:

Magnus saiu mais cedo do trabalho.

Forjou um kit de ladinagem para um amigo.

Infiltrou-se nos esgotos.

Não voltou.

Ele também entrega a lista dos desaparecidos:

Jorik Passosilente, jovem denunciante de extorsão.

Greta Pedracantada, comerciante que viu guardas roubando joias.

Valdrik, o Corcunda, mendigo que testemunhou guardas entrando nos esgotos à noite.

******************

Padrões começam a se formar.

O Dia Seguinte — A Cidade Revida

Aric e Jalin seguem para investigar Isolda, mãe de Jorik.

No caminho, gnolls armados os interceptam.

Ao mesmo tempo, Anastácia, Bolgg e Zanzertein distribuem comida aos mendigos — um gesto simples… interrompido por humanos de olhar rubro.

Simbiontes.

A emboscada é coordenada.

Zanzertein reage primeiro.

Ergue a mão e invade mentes hostis.

“Que o delírio revele a verdade que escondem.”

Sussurros Insanos rasgam a sanidade dos humanos. Mas as criaturas carregam a Tormenta em suas veias — e o contra-ataque mental atinge o próprio mago. Sua mente arde, sangue escorre pelo nariz… ele se fere, mas mantém o foco, sustentado por sua disciplina arcana.

Aric inicia sua preparação marcial.

Canção inspiradora.

Firula energizada por Surto Heróico.

Prestidigitação convertida em campo de força.

Ele aguarda o momento exato.

Anastácia estende os braços.

“Das profundezas esquecidas, ergam-se.”

Tentáculos negros irrompem do chão, agarrando dois humanos simbiontes.

******************

Um gnoll dispara contra Jalin.

“Nem toda bala encontra destino!”

O campo de força absorve parte do impacto.

Outro gnoll ataca Aric — tiros cortam o ar, mas o guerreiro se esquiva com precisão quase artística.

Um terceiro gnoll dispara novamente contra Jalin. Desta vez, seu morto-vivo servo se lança na frente.

O projétil atravessa carne já condenada.

O aliado cai… definitivamente.

Jalin bebe uma poção de velocidade. Depois outra, curando seus ferimentos. Em seguida, ergue sua magia.

“Se a batalha é palco, que eu seja multidão!”

Imagem Espelhada.

Cinco cópias ilusórias o cercam.

Bolgg avança como tempestade encarnada e executa um humano simbionte com brutalidade decisiva.

Zanzertein aponta para o bárbaro.

“Que o impossível se torne maior.”

Bolgg cresce. Enorme. Veloz. Furioso.

******************

Aric finalmente se move.

Seu golpe em arco atravessa três gnolls ao mesmo tempo — sangue espalha-se como pincelada violenta.

Surto Heróico.

Outro arco devastador.

Os gnolls cambaleiam.

Anastácia estala os dedos.

“O ar apodrece. A carne recorda a morte.”

Miasma Mefítico.

Profanar acelerado.

Trevas corroem carne e alma.

Cercado, Mas Inquebrável

Os gnolls abandonam pistolas e sacam machadinhas. Cercam Aric.

As lâminas atingem… imagens ilusórias se despedaçam.

Um golpe quase perfura seu olho.

Outro morto-vivo se joga na frente.

Sacrifício.

Aric ativa seu escudo arcano e mantém a linha.

Jalin ergue a mão:

“Um pensamento pode cortar mais fundo que aço!”

Adaga Mental atinge um gnoll — atordoado.

Um disparo de pistola finaliza o impacto.

******************

Bolgg arranca o braço de um humano simbionte em golpe único.

Zanzertein conjura uma bola de fogo.

“Que as chamas purifiquem o que é aberrante!”

A explosão consome dois inimigos — mas eles se esquivam parcialmente.

Aric encerra o combate.

Golpe em arco.

Outro.

Outro.

Três gnolls tombam sob a lâmina de adamante.

Os simbiontes restantes balbuciam, atacam a si mesmos em confusão… até que Bolgg os corta ao meio.

Silêncio.

Apenas respiração pesada.

Anastácia e Zanzertein unem forças uma última vez, canalizando o Miasma Mefítico nas criaturas caídas — drenando o resquício de energia profana e fortalecendo seu próprio poder arcano.

A cidade agora sabe.

Algo nos esgotos não apenas cultua Aharadak.

Está recrutando.

Está armando.

Está reagindo.

E sábado à meia-noite se aproxima.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Bing. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Ervas, livros e picanhas




A Biblioteca da Apotecária

Deixando a taverna para trás, o grupo seguiu até a loja onde trabalhava a irmã da vítima. O interior tinha cheiro de pergaminhos antigos e ervas secas. Um sátiro e dois elfos foram recebidos com frieza imediata.

— Se vieram perguntar sobre meu irmão, perderam seu tempo.

Anastácia apenas inclinou a cabeça, serena como um epitáfio.

— Vim pelo conhecimento.

Ela percorreu as estantes como quem caminha entre tumbas, depositando moedas sobre a mesa antes de mergulhar na leitura.

Quando revelaram a morte de Magnus, a máscara profissional de Mallory quebrou. O choque a atingiu como lâmina invisível. A apotecária desabou em prantos, voz perdida entre soluços que pareciam arrancar pedaços de sua própria alma.

Ainda tremendo, conduziu-os ao quarto do irmão.

Ali, Zanzertein ergueu o Olho de Sszzas. O artefato pulsou, e o ar se dobrou como páginas sendo folheadas por mãos invisíveis.

“Que a memória do mundo fale através de mim.”

A magia de Lendas e Histórias desceu como poeira dourada. Visões fragmentadas revelaram segredos esquecidos.

No quarto de Magnus o grupo encontrou o diário da vítima, marcado por quatro símbolos recorrentes: Sol, Nuvem, Lua e Montanha.


Emboscada na Taverna

Ao retornarem, a atmosfera na taverna estava diferente — pesada, elétrica, como ar antes da tempestade.  

Um minotauro adentra o salão l, mas ele não estava sozinho. Outros de sua espécie o acompanhavam, olhos rubros pulsando sob a pele — corpos dominados por simbiontes que se moviam como sombras vivas sob a carne.

O ataque foi imediato.

Zanzertein reagiu primeiro, a voz cortando o caos:

“Que o tempo obedeça à urgência dos vivos!”

A Velocidade irrompeu sobre os aliados. Em seguida, sua trama celére se entrelaçou ao combate:

“A mente firme é lâmina que não se quebra.”

A concentração de seus companheiros tornou-se inabalável.

Aric girou a lâmina com teatralidade estudada, paródia marcial transformada em foco letal. Jalin ergueu a postura e lançou uma apresentação vibrante, sua presença aquecendo os corações do grupo.

“A alegria também luta.”

A inspiração floresceu entre os aliados.

O Confronto, Os minotauros avançaram.

Um deles investiu contra Anastácia com brutalidade cega. Ela não recuou. Não havia medo onde a morte já era familiar.

Outro inimigo entrou no alcance de Aric — e encontrou a execução perfeita. Sua espada descreveu um arco inevitável, ferindo mortalmente o agressor que falhou ao revidar.

Jalin aparou um gládio com o próprio chifre, metal rangendo contra queratina sagrada. Quando o minotauro se desequilibrou, o sátiro respondeu com precisão fulminante, abrindo carne e orgulho.

Outro golpe atingiu Jalin, arrancando sangue. Ainda assim, ele permaneceu de pé, o sorriso cansado sustentando a linha de frente.

Um minotauro encarou Zanzertein — e o medo tentou cravar raízes no universalista. O pavor o tocou… mas não o dominou.

Anastácia abriu seu manto de sombras, presença incorpórea como noite sem lua.

“O abismo reconhece os que caminham nele.”

O terror que tentou impor não encontrou eco — os simbiontes não temiam.

Zanzertein então envolveu o campo em névoa densa, reposicionando-se com frieza estratégica.


A Maré Vira,

Aric tornou-se tempestade de aço.

Um golpe atravessou peito e espinha, derrubando um minotauro instantaneamente. Outro movimento rasgou carne e órgãos em explosão grotesca. Um terceiro corte encerrou outra vida antes que o corpo compreendesse a própria morte.

Jalin sacou sua pistola de adamante. O disparo perfurou profundamente um inimigo. Recarregou com fluidez e atirou novamente, precisão guiada por pura determinação.

Quando atacado por chifrada brutal, ergueu sua defesa instintiva.

“Nem o medo atravessa meu ritmo!”

O campo de força absorveu o impacto.

Anastácia estendeu a mão para um dos agressores e sussurrou com autoridade sepulcral:

“Que a ruína encontre seu nome.”

Um Rogar Maldição esmagou a criatura, que tombou incapaz de se erguer.

Aric avançou sobre o caído e concluiu o inevitável.

O silêncio retornou… interrompido apenas pelo som mundano de funcionários limpando o sangue do chão.

Eles mesmos comentaram, inquietos: aquilo não era normal.


Revelações de Elrik Vinhoamargo

Zanzertein conversou com Elrik Vinhoamargo, o taverneiro ranzinza que parecia saber mais do que demonstrava.

Entre resmungos e olhares cautelosos, ele revelou:

Magnus e Honório discutiam com frequência — mas também bebiam juntos em outras noites.

A guarda vinha “requisitando” bebidas sem pagamento.

Ruídos estranhos ecoavam dos esgotos durante a madrugada.

Um desaparecido anterior também frequentava a taverna e tinha dívidas com guardas.

E o detalhe mais perigoso: reuniões do culto aconteciam nos esgotos, sempre à meia-noite de sábado.


O subterrâneo chamava novamente.

E agora havia um horário para o encontro.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagem gerada por IA pelo Leonardo.ai.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Vila de Korm



Os Duyshidakk foram finalmente derrotados.

O campo de batalha silenciou… restando apenas os últimos membros do bando, ainda presos em formas grotescas de pudins instáveis, incapazes de recuperar sua identidade.

Então Zanzertein avança.

Ele ergue o Olho de Sszzaas, o artefato pulsando com mistério antigo.

“Wynna aceita toda magia — até a que nasce da dúvida.”

Canalizando o domínio da deusa sobre o artefato, o mago roga ao Senhor dos Mistérios que trace um Círculo de Restauração. A energia se expande como uma mandala invisível, fechando feridas, acalmando dores e devolvendo parte do vigor mágico aos Cobra Véia.

Revigorados, os heróis seguem adiante.


Vila de Korm

Por fim, as muralhas da Vila de Korm surgem sob o céu cinzento.

Alguns itens tomados dos Duyshidakk são vendidos — um ferreiro local e seu filho ajudam com honestidade e habilidade, aliviando peso e reforçando recursos.

Na taverna mais aconchegante da vila, o grupo decide buscar informações locais. Entre copos e murmúrios, surge um nome recorrente:

Kirima, o guia local, conhecedora dos caminhos e perigos da região.

Cansado, Zanzertein se recolhe a um quarto para descansar a mente exaurida.

Bolgg, por outro lado, resolve cuidar do corpo — chama uma acompanhante que oferece serviços de massagem, e ambos, após interagir na noite, desaparecem escada acima.


Canções, Segredos e Presságios

Na área comum da taverna, Lyraleimirandathariel se apresenta a Jalin.

Uma barda, olhar atento e voz treinada. Jalin convida Anastácia para a conversa.

Ela fala sobre o poder das notas musicais — como podem inspirar coragem, provocar medo ou arrancar verdades escondidas. Diz desejar acompanhar Jalin, reforçando suas performances e talentos bardos.

Então, ela canta.

A melodia cresce, acelera… e algo muda.

Lyraleimirandathariel entra em transe, e através da música revela o que sabe sobre o Santuário de Beluhga:

A caverna se volta contra aqueles que a adentram.

Há alguém esperando lá dentro.

E um nome ecoa entre os versos: Bhalorg.

O presságio paira no ar como gelo prestes a cair.


Sangue na Taverna

Apósuma noite tranquila,  sons de alvoroçochegam com o amanhecer.

Uma multidão se forma do lado de fora. Guardas tentam conter o povo.

Na parede, um símbolo pintado em vermelho — sangue fresco.

No chão, um cadáver, ainda quente.

A guarda Cassidy se aproxima. Os soldados dispersam a multidão enquanto ela explica:

estão ali para apagar o símbolo de Aharadak.

O morto era o ajudante do ferreiro que haviam visitado no dia anterior.


Vozes Além da Morte

Zanzertein dobra a luz e o olhar do mundo.

Ele conjura Invisibilidade sobre Anastácia — a realidade simplesmente se esquece dela.

Então, Anastácia se ajoelha ao lado do corpo.

Sua voz não ecoa no ar… ecoa no além.

Ela conjura Voz Divina, permitindo que os mortos respondam.

O cadáver desperta o último sopro de consciência.

Seu nome era Magnus.

Ele não viu seu assassino.

Mas afirma, com ódio ainda preso à alma, que os guardas eram seus inimigos — e aponta para o símbolo na parede.

Antes de silenciar de vez, Magnus deixa nomes… fios soltos de uma verdade maior:

Cassidy, guarda

Honório, guarda minotauro

Mallory, apotecária — sua irmã

Willy, o ferreiro

Kellon, juiz de Khalmyr


O espírito se dissipa.

E o mistério de Korm apenas começa.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Leonardo.IA.


domingo, 1 de fevereiro de 2026

Goblins Pudins.

 


Os goblins transformados em pudim estremecem, tentam recuperar suas formas originais, mas a magia os mantém presos em corpos ridículos e instáveis de pudins.

Um deles mira Jalin e dispara um foguete explosivo.

O artista gira no último segundo, como se estivesse dançando para uma plateia invisível, e o projétil explode onde ele estava instantes antes.

Outro goblin lança um míssil congelante contra Aric, mas a proteção persiste.

Zanzertein havia tecido uma lógica arcana sólida — e o frio simplesmente não encontra espaço para agir.

Jalin é atacado por uma garra longa mecânica; ele rebate o golpe com o próprio chifre, arrancando faíscas, visivelmente irritado por continuar sendo alvo. Saca sua pistola e dispara — o tiro acerta, mas a armadura tecnológica do goblin absorve quase todo o impacto.

Então Anastácia age.

Ela sussurra algo que não pertence ao mundo dos vivos.

A magia Rogar Maldição se crava em Belchior, corroendo sua mente e espírito. O hobgoblin sente o peso da morte iminente: amaldiçoado, esmorecido, enfraquecido.

Zanzertein redesenha a lógica do mundo com um gesto exato.

Outro goblin se contorce e é reduzido a um pudim amorfo, sua forma dissolvida pela Metamorfose.

Belchior tenta retaliar contra Anastácia — mas ela é apenas sombra e ausência, incorpórea sob o Manto das Sombras.

Um goblin tenta atingir Aric com sua garra mecânica, mas o parodista escapa com um passo exagerado, quase teatral.

Jalin encosta a mão na bainha mágica.

Ele sorri, como quem anuncia o próximo ato.

Sua pistola recebe Arma Mágica — agora eletricidade dança pelo cano.

Anastácia ergue a mão novamente.

Sombras se arrastam até seus dedos.

O Crânio Voador de Vladslav atravessa o ar e explode contra Belchior, deixando o hobgoblin abalado, o espírito vacilante.

A realidade aceita o argumento de Zanzertein.

Ele lança Velocidade em Aric.

Aric dispara para frente, rápido demais para olhos comuns.

Com Presa da Serpente Maciça, atravessa a defesa de Belchior e o derruba com um golpe devastador.

Aric se afasta, bebe uma poção e recupera o fôlego.

Os goblins-pudim ainda tentam voltar ao normal. Falham novamente.

Jalin não perde tempo: um tiro preciso atravessa um deles.

Anastácia impõe outra Maldição, afundando mais um na decadência.

Aric ataca outro, deixando-o cego, incapaz de reagir.

Jalin encosta o cano da pistola diretamente na massa trêmula de um pudim.

“Fim do espetáculo.”

O disparo o reduz a nada.

Anastácia aplica um bálsamo de drogadora, fechando seus próprios ferimentos com eficiência sombria.

Aric destrói outro pudim sem cerimônia.

Então Zanzertein dá um passo à frente.

Ele fala com a mente, não com a voz.

Conjura Súplica Mística, seu feitiço assinatura, invadindo os últimos ecos da consciência de Belchior e exigindo arrependimento — em troca, a magia residual do hobgoblin flui para o mago, restaurando parte de seu poder arcano.

Jalin finaliza mais um goblin-pudim com Adaga Mental, atordoando-o antes de um disparo certeiro de sua pistola de adamante.

Por fim, Anastácia profanar o terreno e, com um gesto frio, convoca Tentáculos de Trevas, que se erguem do chão e aprisionam o último goblin, encerrando o combate sob o domínio absoluto da necromante.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA pelo Copilot. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

❄️ Rumo às Montanhas Uivantes — O Encontro com Belchior





A jornada rumo às Montanhas Uivantes começou sob presságios de gelo e silêncio.

Antes de encarar o coração da cordilheira, os Cobra Véia fizeram uma última parada no sopé das montanhas, onde o vento já cortava como lâminas invisíveis. Ali, poções de suporte ambiental foram consumidas, envolvendo cada um em um calor artificial que lutava contra o frio sobrenatural da região.

Zanzertein, sentindo que forças além do mundo material observavam aquele caminho, conjurou Contato Extraplanar, rasgando o véu entre planos e invocando a orientação de um gênio do gelo — uma entidade ancestral, de voz como o estalar de geleiras antigas. Aric, sempre irreverente, replicou o feito em tom de paródia, arrancando um raro momento de leveza antes do pior.

Não demorou.

Uma nevasca colossal ergueu-se sem aviso, apagando o mundo em branco e rugido. O vento urrava como uma criatura viva, e o frio ameaçava congelar pensamentos. Com precisão arcana, Zanzertein conjurou Refúgio, criando um abrigo mágico onde o grupo escapou por um fio do abraço mortal da tempestade.

Quando o silêncio voltou…

não veio sozinho.

Sombras surgiram no céu.

Goblins emergiram do nada, cercando o grupo. Não eram saqueadores comuns: vestiam armaduras tecnológicas, cheias de engrenagens fumegantes, e montavam engenhocas voadoras que zumbiam como insetos metálicos. Um deles avançou e gritou, a voz distorcida por um modulador mecânico:

— “Quem ousa entrar nos territórios de Belchior?”

A resposta veio em fogo.

Um dos goblins disparou um foguete explosivo e, em seguida, um míssil congelante contra Bolgg. O bárbaro se lançou para o lado no último instante, sentindo o impacto rasgar o ar onde estivera segundos antes.

Outro goblin puxou um arco voltaico, disparando energia crepitante que atingiu Pitagoras e Zanzertein, fazendo a eletricidade dançar sobre seus corpos. Um novo míssil foi lançado contra Jalim, que escapou por pouco, rolando sobre a neve.

Então Jalim avançou.

Com uma apresentação impactante, teatral e ousada, ele quebrou o ritmo do combate, confundindo os inimigos, roubando sua atenção e transformando hostilidade em hesitação. Cada gesto, cada palavra, era calculado — e a vantagem se formava.

Anastacia envolveu-se no Manto das Sombras. Um simples estalar de dedos…

e um goblin foi reduzido a um inofensivo pudim de ameixa, caindo na neve com um som patético.

Zanzertein não ficou atrás. Outro inimigo foi transmutado em um pudim de coco, enquanto, com a Trama Célere, o mago ergueu uma Resistência à Energia avassaladora, protegendo os Cobra Véia contra todos os elementos — fogo, gelo, eletricidade e mais.

Agora preparados, avançaram.

Bolgg, envolto pela proteção arcana, investiu contra um dos goblins e desferiu um golpe devastador com sua espada executora. O ataque teria partido um goblin comum ao meio.

Mas não aquele.

A criatura apenas recuou um passo, ferida, mas longe de cair.

E então… ele apareceu.

Belchior.

Um hobgoblin imponente, vestindo uma armadura reforçada de tecnologia e guerra, montado sobre um lobo colossal, de olhos brilhando com fúria e inteligência. Sem dizer palavra, ele lançou sua montaria contra Bolgg, golpeando com força brutal.

O bárbaro ergueu sua defesa no último instante. O impacto ecoou pelas montanhas, e embora parte do dano atravessasse seu bloqueio brutal, Bolgg permaneceu de pé.

Respirando pesado.

Furioso.

Com o sangue fervendo e o orgulho ferido, Bolgg respondeu com um contra-ataque cheio de ódio e força primal, acertando Belchior e arrancando-lhe um grunhido de dor.

A neve ao redor foi manchada.

O verdadeiro combate…

estava apenas começando.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA pelo Copilot. 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O Olho e a Raposa



O elemental do veneno avançou com um silêncio ameaçador — uma massa fluida, grotesca, onde bolhas escuras se formavam e explodiam num sussurro tóxico. Então ele mergulhou sobre os heróis.

O corpo gelatinoso se espalhou como um manto assassino.

Glomer, feito apenas de ossos e magia, permaneceu impassível — o veneno simplesmente escorreu pelos vãos de seu corpo.

Sir Finley, engolido por inteiro, resistiu com teimosia e técnica, lutando para não respirar o vapor corrosivo.

Mas Zanzertein…

O velho elfo não teve a mesma sorte.

O veneno invadiu seus pulmões e veias como lâminas líquidas. Os olhos do mago turvaram. Suas pernas cederam. A morte se aproximou sem pressa — certa de seu prêmio.

E então Kobta se moveu.

Mais rápido que o pensamento, ele ergueu o Escudo da Fé, lançando-o diretamente sobre Zanzertein. Uma manta luminosa envolveu o elfo como um casulo, repelindo o veneno a centímetros da pele.

Zanzertein tossiu, ofegante, mas — vivo.

Os cinco kobolds do ventanista trocam olhares entre si. Nenhuma palavra era necessária.

Zanzertein devia sua vida a Kobta.

O elemental, indiferente ao heroísmo, avançou novamente. Kobta respondeu com uma chuva de disparos — bacamarte, pistolas, canhão portátil —, mas as balas atravessavam a criatura como se disparassem contra um pântano vivo.

Armas comuns não fariam nada ali.

A coisa era pura essência.

Apenas magia poderia feri-la.

Ferido, quase desmaiando, Zanzertein ainda encontra foco. Com esforço tremendo, lança Salto Dimensional, arrastando os Cobra Véia para longe — cem metros fora da masmorra.

O alívio dura pouco.

Ao longe, o céu se rasga com um rastro esverdeado.

O elemental voa, perseguindo-os, incansável, como um veneno que se recusa a sair do corpo.

Então reparam: o Olho de Sszzaas não está com ele.

Isso só significa uma coisa.

O artefato ficou na masmorra.

Sem hesitar, Zanzertein lança outro salto dimensional.

Eles retornam.

Entre respirações cautelosas, o mago recolhe o Olho de Sszzaas e toca o corpo sem vida de Tell Vaziri. O mundo parece silenciar quando ele encara o artefato — como alguém que encara um deus com quem já brigou demais.

E sussurra:

“Chega. Pare de atrapalhar.

Agora nos leve para um lugar seguro. — TELETRANSPORTE.”

A realidade se torce.

Os Cobra Véia surgem no sul do Deserto da Perdição.


...



O calor castiga. O mundo é areia e miragens — exceto por um toco de árvore seco… e uma raposa sentada sobre ele.

A raposa observa.

Sorri — e fala.

Pergunta se estão perdidos. Pergunta sobre o artefato.

O peso divino na presença dela é inconfundível.

Hyninn.

O deus da trapaça.

Zanzertein, ainda ofegante, explica o plano: o Olho será usado contra a Tormenta. E, com humildade calculada, pede ajuda.

Hyninn ri, divertido. Diz que pode guiar — mas quer ser lembrado quando a guerra chegar. E aponta um caminho com duas saídas:

Um portal leva ao caminho seguro.

O outro, ao caminho divertido.

Os Cobra Véia refletem por um instante.

E escolhem a diversão.

...

O mundo gira — e eles seguem para uma taverna acolhedora, cheia de luz, risadas e aromas deliciosos. Jardins verdes cercam o lugar. Hynnes sorridentes servem bebida, comida, descanso.

Mas Zanzertein sente.

Há algo errado.

Um peso invisível, doce, confortável — perigoso.

Um domínio de Marah.

Um lugar feito para receber viajantes… e nunca deixá-los sair.

Ele tenta alertar — mas já está sendo tomado pelas sutilezas da aura. A mente relaxa, o corpo afunda no banco.

— Talvez seja melhor ficar… — murmura.

Anastacia reconhece o feitiço na hora.

Com a ajuda de Kobta, Glomer e Sir Finley, ela o desperta — com firmeza, insistência e um toque de desespero.

O elfo respira fundo. Segura novamente o Olho.

E torce a própria sorte - TELETRANSPORTE.

Mais uma vez, o mundo se rasga.

Os Cobra Véia reaparecem próximos ao trajeto da cidade voadora — Vectora.

Exaustos. Vivos.

E, mais do que nunca, conscientes do peso que carregam.

O Olho observava.

E esperava.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Copilot.