segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

❄️ Rumo às Montanhas Uivantes — O Encontro com Belchior





A jornada rumo às Montanhas Uivantes começou sob presságios de gelo e silêncio.

Antes de encarar o coração da cordilheira, os Cobra Véia fizeram uma última parada no sopé das montanhas, onde o vento já cortava como lâminas invisíveis. Ali, poções de suporte ambiental foram consumidas, envolvendo cada um em um calor artificial que lutava contra o frio sobrenatural da região.

Zanzertein, sentindo que forças além do mundo material observavam aquele caminho, conjurou Contato Extraplanar, rasgando o véu entre planos e invocando a orientação de um gênio do gelo — uma entidade ancestral, de voz como o estalar de geleiras antigas. Aric, sempre irreverente, replicou o feito em tom de paródia, arrancando um raro momento de leveza antes do pior.

Não demorou.

Uma nevasca colossal ergueu-se sem aviso, apagando o mundo em branco e rugido. O vento urrava como uma criatura viva, e o frio ameaçava congelar pensamentos. Com precisão arcana, Zanzertein conjurou Refúgio, criando um abrigo mágico onde o grupo escapou por um fio do abraço mortal da tempestade.

Quando o silêncio voltou…

não veio sozinho.

Sombras surgiram no céu.

Goblins emergiram do nada, cercando o grupo. Não eram saqueadores comuns: vestiam armaduras tecnológicas, cheias de engrenagens fumegantes, e montavam engenhocas voadoras que zumbiam como insetos metálicos. Um deles avançou e gritou, a voz distorcida por um modulador mecânico:

— “Quem ousa entrar nos territórios de Belchior?”

A resposta veio em fogo.

Um dos goblins disparou um foguete explosivo e, em seguida, um míssil congelante contra Bolgg. O bárbaro se lançou para o lado no último instante, sentindo o impacto rasgar o ar onde estivera segundos antes.

Outro goblin puxou um arco voltaico, disparando energia crepitante que atingiu Pitagoras e Zanzertein, fazendo a eletricidade dançar sobre seus corpos. Um novo míssil foi lançado contra Jalim, que escapou por pouco, rolando sobre a neve.

Então Jalim avançou.

Com uma apresentação impactante, teatral e ousada, ele quebrou o ritmo do combate, confundindo os inimigos, roubando sua atenção e transformando hostilidade em hesitação. Cada gesto, cada palavra, era calculado — e a vantagem se formava.

Anastacia envolveu-se no Manto das Sombras. Um simples estalar de dedos…

e um goblin foi reduzido a um inofensivo pudim de ameixa, caindo na neve com um som patético.

Zanzertein não ficou atrás. Outro inimigo foi transmutado em um pudim de coco, enquanto, com a Trama Célere, o mago ergueu uma Resistência à Energia avassaladora, protegendo os Cobra Véia contra todos os elementos — fogo, gelo, eletricidade e mais.

Agora preparados, avançaram.

Bolgg, envolto pela proteção arcana, investiu contra um dos goblins e desferiu um golpe devastador com sua espada executora. O ataque teria partido um goblin comum ao meio.

Mas não aquele.

A criatura apenas recuou um passo, ferida, mas longe de cair.

E então… ele apareceu.

Belchior.

Um hobgoblin imponente, vestindo uma armadura reforçada de tecnologia e guerra, montado sobre um lobo colossal, de olhos brilhando com fúria e inteligência. Sem dizer palavra, ele lançou sua montaria contra Bolgg, golpeando com força brutal.

O bárbaro ergueu sua defesa no último instante. O impacto ecoou pelas montanhas, e embora parte do dano atravessasse seu bloqueio brutal, Bolgg permaneceu de pé.

Respirando pesado.

Furioso.

Com o sangue fervendo e o orgulho ferido, Bolgg respondeu com um contra-ataque cheio de ódio e força primal, acertando Belchior e arrancando-lhe um grunhido de dor.

A neve ao redor foi manchada.

O verdadeiro combate…

estava apenas começando.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA pelo Copilot. 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O Olho e a Raposa



O elemental do veneno avançou com um silêncio ameaçador — uma massa fluida, grotesca, onde bolhas escuras se formavam e explodiam num sussurro tóxico. Então ele mergulhou sobre os heróis.

O corpo gelatinoso se espalhou como um manto assassino.

Glomer, feito apenas de ossos e magia, permaneceu impassível — o veneno simplesmente escorreu pelos vãos de seu corpo.

Sir Finley, engolido por inteiro, resistiu com teimosia e técnica, lutando para não respirar o vapor corrosivo.

Mas Zanzertein…

O velho elfo não teve a mesma sorte.

O veneno invadiu seus pulmões e veias como lâminas líquidas. Os olhos do mago turvaram. Suas pernas cederam. A morte se aproximou sem pressa — certa de seu prêmio.

E então Kobta se moveu.

Mais rápido que o pensamento, ele ergueu o Escudo da Fé, lançando-o diretamente sobre Zanzertein. Uma manta luminosa envolveu o elfo como um casulo, repelindo o veneno a centímetros da pele.

Zanzertein tossiu, ofegante, mas — vivo.

Os cinco kobolds do ventanista trocam olhares entre si. Nenhuma palavra era necessária.

Zanzertein devia sua vida a Kobta.

O elemental, indiferente ao heroísmo, avançou novamente. Kobta respondeu com uma chuva de disparos — bacamarte, pistolas, canhão portátil —, mas as balas atravessavam a criatura como se disparassem contra um pântano vivo.

Armas comuns não fariam nada ali.

A coisa era pura essência.

Apenas magia poderia feri-la.

Ferido, quase desmaiando, Zanzertein ainda encontra foco. Com esforço tremendo, lança Salto Dimensional, arrastando os Cobra Véia para longe — cem metros fora da masmorra.

O alívio dura pouco.

Ao longe, o céu se rasga com um rastro esverdeado.

O elemental voa, perseguindo-os, incansável, como um veneno que se recusa a sair do corpo.

Então reparam: o Olho de Sszzaas não está com ele.

Isso só significa uma coisa.

O artefato ficou na masmorra.

Sem hesitar, Zanzertein lança outro salto dimensional.

Eles retornam.

Entre respirações cautelosas, o mago recolhe o Olho de Sszzaas e toca o corpo sem vida de Tell Vaziri. O mundo parece silenciar quando ele encara o artefato — como alguém que encara um deus com quem já brigou demais.

E sussurra:

“Chega. Pare de atrapalhar.

Agora nos leve para um lugar seguro. — TELETRANSPORTE.”

A realidade se torce.

Os Cobra Véia surgem no sul do Deserto da Perdição.


...



O calor castiga. O mundo é areia e miragens — exceto por um toco de árvore seco… e uma raposa sentada sobre ele.

A raposa observa.

Sorri — e fala.

Pergunta se estão perdidos. Pergunta sobre o artefato.

O peso divino na presença dela é inconfundível.

Hyninn.

O deus da trapaça.

Zanzertein, ainda ofegante, explica o plano: o Olho será usado contra a Tormenta. E, com humildade calculada, pede ajuda.

Hyninn ri, divertido. Diz que pode guiar — mas quer ser lembrado quando a guerra chegar. E aponta um caminho com duas saídas:

Um portal leva ao caminho seguro.

O outro, ao caminho divertido.

Os Cobra Véia refletem por um instante.

E escolhem a diversão.

...

O mundo gira — e eles seguem para uma taverna acolhedora, cheia de luz, risadas e aromas deliciosos. Jardins verdes cercam o lugar. Hynnes sorridentes servem bebida, comida, descanso.

Mas Zanzertein sente.

Há algo errado.

Um peso invisível, doce, confortável — perigoso.

Um domínio de Marah.

Um lugar feito para receber viajantes… e nunca deixá-los sair.

Ele tenta alertar — mas já está sendo tomado pelas sutilezas da aura. A mente relaxa, o corpo afunda no banco.

— Talvez seja melhor ficar… — murmura.

Anastacia reconhece o feitiço na hora.

Com a ajuda de Kobta, Glomer e Sir Finley, ela o desperta — com firmeza, insistência e um toque de desespero.

O elfo respira fundo. Segura novamente o Olho.

E torce a própria sorte - TELETRANSPORTE.

Mais uma vez, o mundo se rasga.

Os Cobra Véia reaparecem próximos ao trajeto da cidade voadora — Vectora.

Exaustos. Vivos.

E, mais do que nunca, conscientes do peso que carregam.

O Olho observava.

E esperava.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Copilot. 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Sombras, Ossos e Traição

 



Das sombras da noite desértica, esqueletos armados com espadas enferrujadas emergem, rangendo ossos como portas de túmulos se abrindo. O silêncio pesado é quebrado quando Kobta executa sua firula inspiradora — o corpo impossível se desdobra em reflexos e poses exageradas, cinco kobolds agindo como um só, preparando o terreno para o massacre.

Zanzertein imbui o chicote de Sir Finley com luz sagrada, fazendo o couro brilhar como um sol espectral, enquanto o tabrachi espalha cuidadosamente sua peçonha alquímica — fórmulas pensadas não para carne, mas para ossos.

Os mortos avançam.

Kobta responde primeiro: um disparo de bazuca ecoa pelo salão, ativando sua Sentinela Implacável. Um esqueleto é lançado para trás como um boneco quebrado, ossos se espalhando pelo chão em estilhaços secos.

Antes que o combate escale, Anastacia estende sua vontade necromântica. Com palavras carregadas de poder sombrio, ela domina dois esqueletos, que cessam o ataque imediatamente e assumem posição de guarda, obedientes como cães ossudos.

O restante da horda não hesita.

Sir Finley avança, ativa sua tatuagem de concentração e chicoteia com precisão cirúrgica. Mesmo imunes a venenos comuns, os esqueletos estremecem — o tabrachi sabe exatamente onde a alquimia ainda dói, corroendo ligamentos arcanos que mantêm os mortos de pé.

Kobta alterna entre pistola e bacamarte, tiros precisos racham crânios, enquanto Zanzertein conjura Toque do Horizonte, elevando o potencial destrutivo das armas do ventanista.

Um a um, os esqueletos tombam.

Então, o chão treme.

Das profundezas da terra, uma Falange emerge, seguida por outra surgindo da parede oposta — construtos de ossos compactados, marchando como máquinas funerárias. Anastacia responde com Erupção Glacial, estacas de gelo rasgando o chão e derrubando uma das falanges, ossos congelados rangendo sob o peso do frio arcano.

Glomer entra em ação, arremessando estalinhos de guri. As explosões alquímicas fazem ossos voarem, fragmentos ricocheteando pelas paredes.

Zanzertein acelera Kobta com Velocidade e prende o campo de batalha com Teia, transformando o salão num emaranhado mortal. A falange tenta avançar — e é imediatamente empurrada de volta para a teia por mais um disparo brutal de Kobta, que a lança como um projétil de ossos.

No caos, um Selaco das Areias rompe o solo, investindo contra Kobta — mas atinge apenas um reflexo ilusório. Zanzertein reage rápido: Metamorfose. A criatura se contorce, encolhe… e vira um peixe inofensivo, debatendo-se no chão.

O silêncio dura um segundo.

Sir Finley assassina o peixe.

Um golpe perfeito. Um dano obsceno.

O peixe quase deixa de existir.

A falange restante tenta resistir, mas é dilacerada por explosões alquímicas, tiros de bacamarte e, por fim, aniquilada por um Miasma Mefítico conjurado por Anastacia, que dissolve a magia que a sustentava.

O Bulette, porém, resiste à metamorfose. Sua forma retorna em meio a uma aura cáustica, ácido queimando o ar. Kobta e Sir Finley se protegem, Anastacia permanece incorpórea. A criatura mergulha na areia, apenas para surgir novamente — e ser mais uma vez transformada em peixe.

Dessa vez, Glomer finca o florete, injetando alquimia diretamente na carne mutável.

Sir Finley finaliza.

O Bulette não volta.


A Traição Revelada

Horas depois, com as ruínas aparentemente seguras, Tell Vaziri e a professora Sheestella entram na sala, estudando os restos até o cair da noite.

Então, sem aviso…

Sheestella remove um cajado antigo da parede. Ele brilha em verde doentio.

Num piscar de olhos, ela teleporta para trás de Tell Vaziri e o atravessa com o cajado.

Morte instantânea.

Ela remove a máscara.

Uma Nagah.

Zanzertein empalidece. Ele sente a aura esmagadora do artefato — não é apenas um objeto sagrado.

É parte do corpo de um deus.


O Olho de Sszzaas.


Sheestella tenta dominar o poder… e falha.

O artefato se volta contra ela.

Um globo esverdeado a envolve. O Olho flutua sobre sua cabeça, ácido começa a pingar, queimando sua carne escamosa. A Nagah grita enquanto derrete, corpo se deformando, inflando, até se tornar uma bolha pulsante de veneno e ácido, respingando morte ao redor.

O chão sibila.

O ar queima os pulmões.

Um novo combate épico está prestes a começar.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Copilot. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

🌑 A Investida dos Ferani

 



A calmaria do deserto dura pouco:

Trogs da Tribo Ferani, empunhando alfanges irregulares lambuzados em veneno, irrompem das dunas com grunhidos guturais, o cheiro pútrido de seus corpos anunciando a emboscada antes mesmo que seus pés alcançassem o acampamento.


Abertura do Combate

Kobta reage primeiro.

Os cinco kobolds que compõem sua falsa persona se dispersam em um reflexo impossível — Imagem Espelhada. O ladino ventanista gira, faz uma firula inspiradora, sincroniza respiração e mira com precisão predatória. O combate começa antes mesmo de os trogs perceberem.

Zanzertein levanta o cajado e murmura as sílabas arcanas de Benção, envolvendo os aliados em uma luz mágica suave.

Sir Finley prepara uma peçonha espessa, revolvendo esporos de cogumelo com toxinas caseiras.


O Avanço dos Trogs

Um dos trogs investe contra Sir Finley. O alfange, tingido com um veneno esverdeado, rasga o ombro do tabrachi.

Finley cai, mas rola de forma defensiva, reduzindo o impacto do golpe — os ossos estalam, mas o assassino permanece consciente.

Kobta gira no ar e dispara o canhão portátil, usando sua técnica de Sentinela Implacável.

O impacto é monstruoso — o trog é arremessado vários metros, espirrando areia e sangue.

Outro trog se lança sobre Anastacia, mas encontra o Campo de Força dela firme como vidro arcano.


O Contra-Ataque Mágico

Anastacia tenta Amendontrar, mas aquelas bestas parecem incapazes de compreender medo ou dor — a necromancia ecoa em vão. Ela recua, envolvendo-se em seu Manto de Sombras.

Kobta dispara novamente seus canhões portáteis: outro trog voa como uma marionete cortada dos fios.

Zanzertein lança Adaga Mental, que falha contra a mente primitiva da criatura, e segue com Discrição conjurada de forma célere.

Sir Finley executa uma pirueta para se levantar e tenta golpear com o chicote… erra, mas seus movimentos denunciam: o próximo ataque será letal.


Retaliação Fétida

Um trog ergue os braços e expele seu odor pútrido — um miasma nojento que atinge Kobta e Zanzertein, deixando ambos nauseados.

Outro trog tenta atacar Kobta com mordida e alfange, mas os kobolds espelhados o confundem completamente.

Anastacia responde invocando o Crânio Voador de Vladslavi, cuja aura necromântica cintila no ar noturno. Mas de novo os trogs resistem ao efeito.

Glomer avança com seu florete defensivo.

Ao perfurar o trog, desencadeia um disparo químico: extrato de gelo eterno.

A criatura de sangue frio urra — seu corpo treme, congelando por dentro.


Reforços e Sinergia

Kobta coordena suas ações com Karameikos:

— “Velho, dá aquela força!”

O mago concede Velocidade ao ventanista e Curar Ferimentos a Sir Finley.

Agora dopado de precisão e adrenalina, Kobta dispara o canhão portátil, jogando mais um trog pelos ares. Um tiro de pistola engrena com o movimento e acerta outro alvo.

Glomer é cercado, mas o golpe destrói apenas uma de suas imagens espelhadas.

Kobta, como máquina de morte, dispara novamente o bacamarte atingindo dois trogs de uma só vez.


Algo Maior se Aproxima

O chão vibra.

Um verme de areia colossal rompe a superfície, aproximando-se em linha reta do combate.

Anastacia age rápido e conjura Névoa Sólida, reduzindo sua visão e velocidade.

Glomer lança bombas, que explodem entre os trogs restantes, queimando carne e quebrando ossos.

Zanzertein, em Oração, invoca as bênçãos de Wynna sobre o campo de batalha.

Com tiros precisos, Kobta elimina o último trog que ainda se debatia.


Contra o Verme de Areia

O verme surge com brutalidade, mas Kobta dispara um tiro instantâneo, usando a velocidade para devolvê-lo vários metros para trás — o suficiente para aproximá-lo do último trog agonizante.

Sir Finley, aproveitando a brecha, golpeia o verme com o chicote envenenado antes que ele seja arremessado.

O verme reage instintivamente: agarra o trog e devora-o inteiro.

Zanzertein conjura Amarras Etéreas, prendendo o monstro.

Glomer voa ao ativar sua engenhoca de asas artificiais e se posiciona melhor.

Sir Finley, segurando o canhão portátil de Kobta, dispara um tiro perfeito — um ataque furtivo devastador atinge um ponto vital do verme.

Glomer salta e rasga a carapaça da criatura com sua cimitarra, injetando mais extrato de gelo eterno direto na carne exposta.


O verme estremece.

Zanzertein lança uma Adaga Mental certeira — o monstro fica atordoado.

Kobta, por fim, ergue sua bazuca improvisada…

…e o impacto final parte o verme ao meio, espalhando vísceras e areia quente pelo campo.


Depois da Batalha

Zanzertein recupera sua mana com a Súplica Mística.

Glomer aciona sua engenhoca de farejar fortuna e encontra um tesouro enterrado pelos trogs — jóias roubadas, moedas corroídas e amuletos antigos.


O deserto volta ao silêncio.

E os Cobra Véia se preparam para o próximo perigo.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Copilot. 

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

📚 Três elfos, três cicatrizes





Raisenzan observou o Parvatar pulsar em nossa posse, agora carregado com três das quatro energias primordiais. Sua expressão, sempre severa, vacilou por um instante.

— O último vestígio  — repousa nas Montanhas Uivantes… — disse ele, com a voz pesada. — E para encontrá-lo, precisarão da orientação de alguém muito… especial. Procurem Beluhga.

O salão ficou em silêncio.

Até os aventureiros mais calejados se entreolharam, atônitos.

Alguns juravam que o Beluhga havia desaparecido séculos atrás. Outros diziam que ele morrera. Mas, segundo Raisenzan, algo de sua essência ainda vagava naquelas montanhas sombrias e ululantes.


⚙️ Preparativos e cirurgias improváveis

Enquanto os Cobra Véia se preparavam para a nova missão, Gyodai, de forma muito peciar, marchou até o Centro Médico dos Monstros.

Carregava consigo um braço de orc mutante, ainda rígido e marcado por veias escuras, e uma carta assinada por ninguém menos que Diamante Orihalcon.

O lefou exigiu — com a naturalidade de quem pede um polimento — uma cirurgia de enxerto. Os médicos apenas suspiraram, acostumados às suas excentricidades.

Enquanto isso, o resto do grupo comprava itens, reabastecia estoques, preparava bombas, pergaminhos, poções e engenhocas. Era a calmaria tensa antes da próxima tempestade.


🐡 A missão inesperada de Takifugo


Foi então que surgiu Takifugo, o misterioso tritão mensageiro de Ezequias Heldret.

— Antes das Uivantes, há algo que precisam fazer.

Seu tom indicava urgência — e quando Takifugo falava assim, era porque Ezequias tinha um interesse real.

Ele não nos deu tempo para discutir.

Em vez disso, apresentou-nos Professora Sheestella, da Academia Arcana.

Zanzertein a reconheceu imediatamente. Ambos haviam sido tutores da Academia em épocas diferentes.

Sheestella olhou demoradamente para o mago, tentando encaixar o rosto na memória.

Quando Anastacia se aproximou, uma estranha e triste sinergia tomou forma:

Os três elfos haviam passado por Tapista — haviam sentido o peso da escravidão — e todos carregavam as cicatrizes visíveis e invisíveis que apenas quem viveu em Lenórien realmente entenderia.

Foi um reencontro silencioso, mas poderoso.


🧪 A missão da professora

Sheestella explicou que precisava de escolta para uma pesquisa arcana — algo delicado, quase secreto.

O pagamento era baixo.

Muito baixo.

Mas Takifugo havia recomendado a missão pessoalmente.

E quando alguém tão influente recomenda algo… os Cobra Véia sabem que aquilo tem importância maior do que parece.

Aceitamos.


🐍 O guia nagah

Após atravessrem um portal para o Deserto da Perdição, Sheestella nos apresentou seu companheiro de viagem: um nagah, de fala calma e movimentos ondulantes.

Zanzertein imediatamente ficou tenso — nagahs costumam ser devotos de Sszzaas, deus dos mistérios e traições.

E Sszzaas tinha interferido no destino de Zanzertein no passado, roubando-lhe o que poderia ter sido uma vida inteira como arqueiro — desviando-o para o caminho da magia.

O mago ficou atento.

Desconfiado.

Sempre com uma mão próxima ao grimório.

Mas durante a viagem pelo deserto, o nagah se mostrou um guia hábil.

Desviou-nos de emboscadas, atalhos perigosos e tempestades de areia invisíveis.

Não demonstrou hostilidade, nem ocultou segundas intenções.

Ao cair da noite, paramos em um ponto de repouso natural.

Zanzertein ergueu um Refúgio Arcano, garantindo proteção para o descanso.

Foi então que percebemos a tatuagem do nagah.

Uma pena e um pergaminho.

Brilhando suavemente.

O símbolo de Tanna-Toh, deusa do conhecimento.

Zanzertein relaxou pela primeira vez desde que o vira.

O nagah não era servo de Sszzaas.

Era um estudioso, um buscador da verdade.

Dormimos tranquilos.


🐺 Chacais na noite

Ou melhor… tentamos.

No meio da madrugada, o uivo seco dos chacais ecoou do lado de fora.

As sombras bateram contra o campo arcano do Refúgio.

Kobta acordou primeiro — ou os Kobtas — sacando as três pistolas com a fluidez de um único movimento ensaiado.

Não eram pistolas, eram mini canhões!

Três tiros cortaram a noite.

Um chacal caiu antes de tocar o chão.

Sir Finley levantou-se com o chicote já estalando no ar.

Um golpe rápido entre chicotadas e linguaradas, preciso.

E o segundo chacal foi reduzido a silêncio.

A ameaça dissipou-se tão rápido quanto chegara.

Voltamos a dormir, embora com um olho meio aberto.


🌬 E agora?

Nas primeiras horas da manhã, quando o sol tocava o deserto com seu calor cruel, todos sentimos a mesma coisa:

O próximo passo seria perigoso. Muito perigoso.

Takifugo havia dito que ainda precisávamos de mais conhecimento, mais experiência…

Mas que tipo de desafio exigiria isso antes mesmo de chegarmos às Montanhas Uivantes?

Que forças se movem no deserto?

E o que a professora Sheestella realmente procura?


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA pelo Copilot. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

A Queda de Thalliathos



O ar tremia sob o rugido de Thalliathos. As chamas de seu hálito dracônico crepitavam contra o campo de força invisível que tremeluzia diante dos heróis, enquanto o medalhão rubro preso ao peito da criatura pulsava como um coração maligno.

Anastacia ergueu as mãos, os olhos brilhando em um azul necromântico. As palavras de Mente Divina ecoaram como um cântico sagrado invertido, elevando o raciocínio do grupo — e então ela tentou quebrar o foco arcano do medalhão. O poder dela colidiu com a energia do artefato, mas o dragão rugiu e resistiu. O medalhão permaneceu vivo, irradiando poder.

Gyodai, ainda envolto pela fúria arcana da Transformação em Guerra, desfez seu efeito e, num movimento fluido, invocou o Punho de Mitral. O chão rachou quando seus múltiplos braços golpearam em uníssono, martelando as escamas do dragão como o toque de um deus ferreiro.

Sir Finley avançou sem hesitar. A fé em Valkaria o blindava do medo ancestral. Seu chicote sibilou no ar, serpenteando com precisão até atingir os olhos do monstro. Um rugido ensurdecedor sacudiu as pedras — o dragão estava cego.

Kobta, o quinteto de kobolds oculto sob uma única máscara, girou sobre si com graça ventanista. Suas três pistolas cantaram juntas, cuspindo relâmpagos de pólvora e truque. Os tiros ricochetearam no campo de força do dragão, mas forçaram-no a recuar.

Glomer girou um frasco fumegante, riu com dentes de ossos e lançou uma bomba agitada. A explosão iluminou o salão, forçando Thalliathos a erguer outro escudo mágico — as chamas refletiram em suas escamas avermelhadas como se o mundo derretesse ao redor.

A cada feitiço do dragão, Anastacia o interceptava com contramágicas certeiras, desmanchando encantamentos no ar antes mesmo que se formassem.

Gyodai retornou à forma de guerra e desferiu um combo devastador com seus múltiplos membros — o som metálico dos impactos ecoou como sinos de destruição.

Furioso, Thalliathos contra-atacou. Suas garras falharam ao atingir o lefou, distorcidas pela aura de Desprezar Realidade, e ao morder, deixou a mandíbula vulnerável a um contragolpe titânico — o punho de Gyodai acertou em cheio, quebrando escamas.

O dragão, em um último ato de desespero, lançou seu sopro flamejante. O inferno se abriu. Gyodai escapou com um salto dimensional, desprezando a realidade, mas Anastacia, envolta em névoa sombria, ergueu um campo de força e sacrificou seu servo morto-vivo para conter parte das chamas.

As balas de Kobta e o chicote envenenado de Sir Finley rasgavam o ar — o veneno corroía, o ácido de Glomer fervia nas feridas abertas.

Anastacia invocou as trevas de Profanar, e o chão tremeu sob o peso da necromancia. Num gesto final, tocou o corpo de Thalliathos com Infligir Ferimentos, e o poder da morte percorreu as veias do dragão.

O medalhão rachou. O rubi no peito do monstro brilhou em chamas líquidas antes de se dissolver em fumaça incandescente. O corpo colossal tombou, e do coração queimado emergiu uma energia elemental do fogo, que o grupo canalizou para dentro do Parvatar.

Quando a luz cessou, Sidom, o profeta de Thyatis, surgiu entre as cinzas. Sua voz ressoou grave:

“Este feudo, agora livre, será restaurado.”

Schaven assentiu, e os heróis, exaustos mas vitoriosos, invocaram sua nuvem voadora. Partiram rumo a Vectora, onde seriam recebidos por Raisenzan — e onde novos ventos de guerra já aguardavam.


Raisenzan, surpreso, admite:

“Vocês sobreviveram ao impossível.” 


Gyodai é o primeiro a falar e diz que provou o seu valor. Raisenzan engole seco e está surpreso em ver que o Lefou voltou vivo. Ele nos parabeniza e prepara a próxima missão, para as Uivantes.

Gyodai apenas sorri.

A próxima missão — nas Uivantes — já os aguarda.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA pelo Copilot. 

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

O Banquete da Queda



No horizonte, erguia-se um castelo magnífico, como um trono esculpido para desafiar os céus. À sua frente, surge uma figura sagrada: um sacerdote de Thyatis, envolto em mantos brancos e dourados que ardiam com chamas divinas e símbolos de fênix. Seus olhos proféticos pareciam atravessar almas — não julgando, mas prevendo.

Suas palavras nos alcançam como brasa e consolo:

“Estamos em Tyros… e os olhos das divindades estão sobre vocês. Perseverem, e renascerão em glória.”

Sentimos uma força sagrada reforçar nosso espírito — como se cada fé ali fosse reconhecida e posta à prova sob o olhar dos deuses.


Fomos conduzidos ao coração do castelo de Thalliathos.

O salão de jantar mais parecia um templo arcano dedicado à supremacia dracônica:

Tapeçarias carmesim bordadas em ouro formando escamas vivas

Um lustre em forma de garra monstruosa segurando um rubi pulsante.

Estantes repletas de tomos proibidos, reagentes alquímicos e escamas verdadeiras.

Faíscas mágicas no ar, como ecos de rituais que jamais cessam.

O ar tinha cheiro de incenso e enxofre — poder e obsessão misturados.

Então ele entrou.

Thalliathos.

Meio-dragão. Meio-homem. Cem por cento ambição.

Escamas vermelhas e negras, olhos de tirano arcano, um rubi vivo cravado ao peito, pulsando com magia e destino. À sua sombra, seu guia espiritual — Varzokh, o clérigo de Megalokk, marcado em carne e espírito pela devoção aos monstros.

A tensão ruiu quando Schaven tomou a palavra:

“Vim cobrar os tributos. Ou pagará com a vida.”

Thalliathos sorriu com gelo e fogo nos olhos:

“Então será com a vida. E não a minha.”

As cadeiras arrastaram. O ar vibrou. O banquete tornou-se campo de batalha

Gyodai, tomado pelo sussurro da Tormenta, perde-se em visões. Anastacia o desperta — e naquele instante, o próprio Aharadak invade sua mente, sua voz como trovão engolido por carne:

“Sou o Deus da Tormenta. Não apenas use meu poder. Reverencie-me.”

O dom divino se derrama. Gyodai desperta — com fome de combate e diz que oferece esses inimigos como vitimas de Aharadak.

Sombras tomam parte do salão pela magia de Anastacia, cegando Varzokh. O chicote de Sir Finley pinga toxinas e esporos mortais; seu frasco alquímico explode contra o clérigo, paralisando-o.

Thalliathos ergue as mãos para conjurar — mas Anastacia rasga sua magia antes de nascer.

Então, o príncipe ruge um nome proibido:

“Edauros — me conceda o Talho Invisível!”

Um corte invisível atravessa o salão.

Glomer cambaleia, ossos expostos quase rompendo. Gyodai e Anastacia levantam campos de força. Finley esquiva como uma flecha de carne. Kobta, do outro lado da mesa, emerge já com sorrisos e pólvora.

Três pistolas, três braços, três disparos.

O cajado de Varzokh flutua, interceptando, e o sangue do clérigo jorra em sacrifício involuntário.

Glomer ergue sua engenhoca defensiva — engrenagens, luz arcana e coragem mecânica.

Varzokh tenta curar, mas Anastacia responde com trevas e velocidade: Gyodai torna-se meteoro de carne e Tormenta.

Ele rasga sua própria realidade, conjura Transformação em Guerra, asas de barata surgem como blasfêmia e ele investe.

Golpe após golpe — mas o dano se desvia, caindo sobre Varzokh, o receptáculo devoto.

Sir Finley chuta o destino: venenos raros, cogumelos assassinos, um golpe furtivo e uma lambida mortal. Carne rasgada, veneno infiltrado — e Varzokh cambaleia, prisioneiro do próprio dogma.

Thalliathos tenta subjugar Gyodai com amendontrar — mas novamente Anastacia corta o destino com contramágica afiada como ódio.

Kobta, invisível, dispara — e o sangue continua a cair do clérigo.

Glomer responde com fogo, óleo e engenho — explosões iluminam o salão.

Quando a fumaça se dissipa, Varzokh ergue o rosto ensanguentado, sorriso de fanático quebrado:

“O ritual… está pronto…”

E então cai morto.

...

...

O rubi no peito de Thalliathos pulsa como coração divino.

Rachaduras rubras.

Luz infernal.

Um grito que é fome, magia e legado.

O rubi se rompe.

O ar treme.

Carne e escamas se fundem, ossos se alongam, asas se rompem em labaredas.

Diante de nós, ergue-se não mais um príncipe.

Mas um Dragão Vermelho.

Gigantesco.

Colérico.

Coroado pela monstruosidade de Megalokk e pela ambição.

O combate… está longe de terminar...


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagem gerada por IA pelo Copilot, prompt pelo Claude.