sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Ervas, livros e picanhas




A Biblioteca da Apotecária

Deixando a taverna para trás, o grupo seguiu até a loja onde trabalhava a irmã da vítima. O interior tinha cheiro de pergaminhos antigos e ervas secas. Um sátiro e dois elfos foram recebidos com frieza imediata.

— Se vieram perguntar sobre meu irmão, perderam seu tempo.

Anastácia apenas inclinou a cabeça, serena como um epitáfio.

— Vim pelo conhecimento.

Ela percorreu as estantes como quem caminha entre tumbas, depositando moedas sobre a mesa antes de mergulhar na leitura.

Quando revelaram a morte de Magnus, a máscara profissional de Mallory quebrou. O choque a atingiu como lâmina invisível. A apotecária desabou em prantos, voz perdida entre soluços que pareciam arrancar pedaços de sua própria alma.

Ainda tremendo, conduziu-os ao quarto do irmão.

Ali, Zanzertein ergueu o Olho de Sszzas. O artefato pulsou, e o ar se dobrou como páginas sendo folheadas por mãos invisíveis.

“Que a memória do mundo fale através de mim.”

A magia de Lendas e Histórias desceu como poeira dourada. Visões fragmentadas revelaram segredos esquecidos.

No quarto de Magnus o grupo encontrou o diário da vítima, marcado por quatro símbolos recorrentes: Sol, Nuvem, Lua e Montanha.


Emboscada na Taverna

Ao retornarem, a atmosfera na taverna estava diferente — pesada, elétrica, como ar antes da tempestade.  

Um minotauro adentra o salão l, mas ele não estava sozinho. Outros de sua espécie o acompanhavam, olhos rubros pulsando sob a pele — corpos dominados por simbiontes que se moviam como sombras vivas sob a carne.

O ataque foi imediato.

Zanzertein reagiu primeiro, a voz cortando o caos:

“Que o tempo obedeça à urgência dos vivos!”

A Velocidade irrompeu sobre os aliados. Em seguida, sua trama celére se entrelaçou ao combate:

“A mente firme é lâmina que não se quebra.”

A concentração de seus companheiros tornou-se inabalável.

Aric girou a lâmina com teatralidade estudada, paródia marcial transformada em foco letal. Jalin ergueu a postura e lançou uma apresentação vibrante, sua presença aquecendo os corações do grupo.

“A alegria também luta.”

A inspiração floresceu entre os aliados.

O Confronto, Os minotauros avançaram.

Um deles investiu contra Anastácia com brutalidade cega. Ela não recuou. Não havia medo onde a morte já era familiar.

Outro inimigo entrou no alcance de Aric — e encontrou a execução perfeita. Sua espada descreveu um arco inevitável, ferindo mortalmente o agressor que falhou ao revidar.

Jalin aparou um gládio com o próprio chifre, metal rangendo contra queratina sagrada. Quando o minotauro se desequilibrou, o sátiro respondeu com precisão fulminante, abrindo carne e orgulho.

Outro golpe atingiu Jalin, arrancando sangue. Ainda assim, ele permaneceu de pé, o sorriso cansado sustentando a linha de frente.

Um minotauro encarou Zanzertein — e o medo tentou cravar raízes no universalista. O pavor o tocou… mas não o dominou.

Anastácia abriu seu manto de sombras, presença incorpórea como noite sem lua.

“O abismo reconhece os que caminham nele.”

O terror que tentou impor não encontrou eco — os simbiontes não temiam.

Zanzertein então envolveu o campo em névoa densa, reposicionando-se com frieza estratégica.


A Maré Vira,

Aric tornou-se tempestade de aço.

Um golpe atravessou peito e espinha, derrubando um minotauro instantaneamente. Outro movimento rasgou carne e órgãos em explosão grotesca. Um terceiro corte encerrou outra vida antes que o corpo compreendesse a própria morte.

Jalin sacou sua pistola de adamante. O disparo perfurou profundamente um inimigo. Recarregou com fluidez e atirou novamente, precisão guiada por pura determinação.

Quando atacado por chifrada brutal, ergueu sua defesa instintiva.

“Nem o medo atravessa meu ritmo!”

O campo de força absorveu o impacto.

Anastácia estendeu a mão para um dos agressores e sussurrou com autoridade sepulcral:

“Que a ruína encontre seu nome.”

Um Rogar Maldição esmagou a criatura, que tombou incapaz de se erguer.

Aric avançou sobre o caído e concluiu o inevitável.

O silêncio retornou… interrompido apenas pelo som mundano de funcionários limpando o sangue do chão.

Eles mesmos comentaram, inquietos: aquilo não era normal.


Revelações de Elrik Vinhoamargo

Zanzertein conversou com Elrik Vinhoamargo, o taverneiro ranzinza que parecia saber mais do que demonstrava.

Entre resmungos e olhares cautelosos, ele revelou:

Magnus e Honório discutiam com frequência — mas também bebiam juntos em outras noites.

A guarda vinha “requisitando” bebidas sem pagamento.

Ruídos estranhos ecoavam dos esgotos durante a madrugada.

Um desaparecido anterior também frequentava a taverna e tinha dívidas com guardas.

E o detalhe mais perigoso: reuniões do culto aconteciam nos esgotos, sempre à meia-noite de sábado.


O subterrâneo chamava novamente.

E agora havia um horário para o encontro.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagem gerada por IA pelo Leonardo.ai.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Vila de Korm



Os Duyshidakk foram finalmente derrotados.

O campo de batalha silenciou… restando apenas os últimos membros do bando, ainda presos em formas grotescas de pudins instáveis, incapazes de recuperar sua identidade.

Então Zanzertein avança.

Ele ergue o Olho de Sszzaas, o artefato pulsando com mistério antigo.

“Wynna aceita toda magia — até a que nasce da dúvida.”

Canalizando o domínio da deusa sobre o artefato, o mago roga ao Senhor dos Mistérios que trace um Círculo de Restauração. A energia se expande como uma mandala invisível, fechando feridas, acalmando dores e devolvendo parte do vigor mágico aos Cobra Véia.

Revigorados, os heróis seguem adiante.


Vila de Korm

Por fim, as muralhas da Vila de Korm surgem sob o céu cinzento.

Alguns itens tomados dos Duyshidakk são vendidos — um ferreiro local e seu filho ajudam com honestidade e habilidade, aliviando peso e reforçando recursos.

Na taverna mais aconchegante da vila, o grupo decide buscar informações locais. Entre copos e murmúrios, surge um nome recorrente:

Kirima, o guia local, conhecedora dos caminhos e perigos da região.

Cansado, Zanzertein se recolhe a um quarto para descansar a mente exaurida.

Bolgg, por outro lado, resolve cuidar do corpo — chama uma acompanhante que oferece serviços de massagem, e ambos, após interagir na noite, desaparecem escada acima.


Canções, Segredos e Presságios

Na área comum da taverna, Lyraleimirandathariel se apresenta a Jalin.

Uma barda, olhar atento e voz treinada. Jalin convida Anastácia para a conversa.

Ela fala sobre o poder das notas musicais — como podem inspirar coragem, provocar medo ou arrancar verdades escondidas. Diz desejar acompanhar Jalin, reforçando suas performances e talentos bardos.

Então, ela canta.

A melodia cresce, acelera… e algo muda.

Lyraleimirandathariel entra em transe, e através da música revela o que sabe sobre o Santuário de Beluhga:

A caverna se volta contra aqueles que a adentram.

Há alguém esperando lá dentro.

E um nome ecoa entre os versos: Bhalorg.

O presságio paira no ar como gelo prestes a cair.


Sangue na Taverna

Apósuma noite tranquila,  sons de alvoroçochegam com o amanhecer.

Uma multidão se forma do lado de fora. Guardas tentam conter o povo.

Na parede, um símbolo pintado em vermelho — sangue fresco.

No chão, um cadáver, ainda quente.

A guarda Cassidy se aproxima. Os soldados dispersam a multidão enquanto ela explica:

estão ali para apagar o símbolo de Aharadak.

O morto era o ajudante do ferreiro que haviam visitado no dia anterior.


Vozes Além da Morte

Zanzertein dobra a luz e o olhar do mundo.

Ele conjura Invisibilidade sobre Anastácia — a realidade simplesmente se esquece dela.

Então, Anastácia se ajoelha ao lado do corpo.

Sua voz não ecoa no ar… ecoa no além.

Ela conjura Voz Divina, permitindo que os mortos respondam.

O cadáver desperta o último sopro de consciência.

Seu nome era Magnus.

Ele não viu seu assassino.

Mas afirma, com ódio ainda preso à alma, que os guardas eram seus inimigos — e aponta para o símbolo na parede.

Antes de silenciar de vez, Magnus deixa nomes… fios soltos de uma verdade maior:

Cassidy, guarda

Honório, guarda minotauro

Mallory, apotecária — sua irmã

Willy, o ferreiro

Kellon, juiz de Khalmyr


O espírito se dissipa.

E o mistério de Korm apenas começa.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Leonardo.IA.


domingo, 1 de fevereiro de 2026

Goblins Pudins.

 


Os goblins transformados em pudim estremecem, tentam recuperar suas formas originais, mas a magia os mantém presos em corpos ridículos e instáveis de pudins.

Um deles mira Jalin e dispara um foguete explosivo.

O artista gira no último segundo, como se estivesse dançando para uma plateia invisível, e o projétil explode onde ele estava instantes antes.

Outro goblin lança um míssil congelante contra Aric, mas a proteção persiste.

Zanzertein havia tecido uma lógica arcana sólida — e o frio simplesmente não encontra espaço para agir.

Jalin é atacado por uma garra longa mecânica; ele rebate o golpe com o próprio chifre, arrancando faíscas, visivelmente irritado por continuar sendo alvo. Saca sua pistola e dispara — o tiro acerta, mas a armadura tecnológica do goblin absorve quase todo o impacto.

Então Anastácia age.

Ela sussurra algo que não pertence ao mundo dos vivos.

A magia Rogar Maldição se crava em Belchior, corroendo sua mente e espírito. O hobgoblin sente o peso da morte iminente: amaldiçoado, esmorecido, enfraquecido.

Zanzertein redesenha a lógica do mundo com um gesto exato.

Outro goblin se contorce e é reduzido a um pudim amorfo, sua forma dissolvida pela Metamorfose.

Belchior tenta retaliar contra Anastácia — mas ela é apenas sombra e ausência, incorpórea sob o Manto das Sombras.

Um goblin tenta atingir Aric com sua garra mecânica, mas o parodista escapa com um passo exagerado, quase teatral.

Jalin encosta a mão na bainha mágica.

Ele sorri, como quem anuncia o próximo ato.

Sua pistola recebe Arma Mágica — agora eletricidade dança pelo cano.

Anastácia ergue a mão novamente.

Sombras se arrastam até seus dedos.

O Crânio Voador de Vladslav atravessa o ar e explode contra Belchior, deixando o hobgoblin abalado, o espírito vacilante.

A realidade aceita o argumento de Zanzertein.

Ele lança Velocidade em Aric.

Aric dispara para frente, rápido demais para olhos comuns.

Com Presa da Serpente Maciça, atravessa a defesa de Belchior e o derruba com um golpe devastador.

Aric se afasta, bebe uma poção e recupera o fôlego.

Os goblins-pudim ainda tentam voltar ao normal. Falham novamente.

Jalin não perde tempo: um tiro preciso atravessa um deles.

Anastácia impõe outra Maldição, afundando mais um na decadência.

Aric ataca outro, deixando-o cego, incapaz de reagir.

Jalin encosta o cano da pistola diretamente na massa trêmula de um pudim.

“Fim do espetáculo.”

O disparo o reduz a nada.

Anastácia aplica um bálsamo de drogadora, fechando seus próprios ferimentos com eficiência sombria.

Aric destrói outro pudim sem cerimônia.

Então Zanzertein dá um passo à frente.

Ele fala com a mente, não com a voz.

Conjura Súplica Mística, seu feitiço assinatura, invadindo os últimos ecos da consciência de Belchior e exigindo arrependimento — em troca, a magia residual do hobgoblin flui para o mago, restaurando parte de seu poder arcano.

Jalin finaliza mais um goblin-pudim com Adaga Mental, atordoando-o antes de um disparo certeiro de sua pistola de adamante.

Por fim, Anastácia profanar o terreno e, com um gesto frio, convoca Tentáculos de Trevas, que se erguem do chão e aprisionam o último goblin, encerrando o combate sob o domínio absoluto da necromante.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA pelo Copilot.