A Biblioteca da Apotecária
Deixando a taverna para trás, o grupo seguiu até a loja onde trabalhava a irmã da vítima. O interior tinha cheiro de pergaminhos antigos e ervas secas. Um sátiro e dois elfos foram recebidos com frieza imediata.
— Se vieram perguntar sobre meu irmão, perderam seu tempo.
Anastácia apenas inclinou a cabeça, serena como um epitáfio.
— Vim pelo conhecimento.
Ela percorreu as estantes como quem caminha entre tumbas, depositando moedas sobre a mesa antes de mergulhar na leitura.
Quando revelaram a morte de Magnus, a máscara profissional de Mallory quebrou. O choque a atingiu como lâmina invisível. A apotecária desabou em prantos, voz perdida entre soluços que pareciam arrancar pedaços de sua própria alma.
Ainda tremendo, conduziu-os ao quarto do irmão.
Ali, Zanzertein ergueu o Olho de Sszzas. O artefato pulsou, e o ar se dobrou como páginas sendo folheadas por mãos invisíveis.
“Que a memória do mundo fale através de mim.”
A magia de Lendas e Histórias desceu como poeira dourada. Visões fragmentadas revelaram segredos esquecidos.
No quarto de Magnus o grupo encontrou o diário da vítima, marcado por quatro símbolos recorrentes: Sol, Nuvem, Lua e Montanha.
Emboscada na Taverna
Ao retornarem, a atmosfera na taverna estava diferente — pesada, elétrica, como ar antes da tempestade.
Um minotauro adentra o salão l, mas ele não estava sozinho. Outros de sua espécie o acompanhavam, olhos rubros pulsando sob a pele — corpos dominados por simbiontes que se moviam como sombras vivas sob a carne.
O ataque foi imediato.
Zanzertein reagiu primeiro, a voz cortando o caos:
“Que o tempo obedeça à urgência dos vivos!”
A Velocidade irrompeu sobre os aliados. Em seguida, sua trama celére se entrelaçou ao combate:
“A mente firme é lâmina que não se quebra.”
A concentração de seus companheiros tornou-se inabalável.
Aric girou a lâmina com teatralidade estudada, paródia marcial transformada em foco letal. Jalin ergueu a postura e lançou uma apresentação vibrante, sua presença aquecendo os corações do grupo.
“A alegria também luta.”
A inspiração floresceu entre os aliados.
O Confronto, Os minotauros avançaram.
Um deles investiu contra Anastácia com brutalidade cega. Ela não recuou. Não havia medo onde a morte já era familiar.
Outro inimigo entrou no alcance de Aric — e encontrou a execução perfeita. Sua espada descreveu um arco inevitável, ferindo mortalmente o agressor que falhou ao revidar.
Jalin aparou um gládio com o próprio chifre, metal rangendo contra queratina sagrada. Quando o minotauro se desequilibrou, o sátiro respondeu com precisão fulminante, abrindo carne e orgulho.
Outro golpe atingiu Jalin, arrancando sangue. Ainda assim, ele permaneceu de pé, o sorriso cansado sustentando a linha de frente.
Um minotauro encarou Zanzertein — e o medo tentou cravar raízes no universalista. O pavor o tocou… mas não o dominou.
Anastácia abriu seu manto de sombras, presença incorpórea como noite sem lua.
“O abismo reconhece os que caminham nele.”
O terror que tentou impor não encontrou eco — os simbiontes não temiam.
Zanzertein então envolveu o campo em névoa densa, reposicionando-se com frieza estratégica.
A Maré Vira,
Aric tornou-se tempestade de aço.
Um golpe atravessou peito e espinha, derrubando um minotauro instantaneamente. Outro movimento rasgou carne e órgãos em explosão grotesca. Um terceiro corte encerrou outra vida antes que o corpo compreendesse a própria morte.
Jalin sacou sua pistola de adamante. O disparo perfurou profundamente um inimigo. Recarregou com fluidez e atirou novamente, precisão guiada por pura determinação.
Quando atacado por chifrada brutal, ergueu sua defesa instintiva.
“Nem o medo atravessa meu ritmo!”
O campo de força absorveu o impacto.
Anastácia estendeu a mão para um dos agressores e sussurrou com autoridade sepulcral:
“Que a ruína encontre seu nome.”
Um Rogar Maldição esmagou a criatura, que tombou incapaz de se erguer.
Aric avançou sobre o caído e concluiu o inevitável.
O silêncio retornou… interrompido apenas pelo som mundano de funcionários limpando o sangue do chão.
Eles mesmos comentaram, inquietos: aquilo não era normal.
Revelações de Elrik Vinhoamargo
Zanzertein conversou com Elrik Vinhoamargo, o taverneiro ranzinza que parecia saber mais do que demonstrava.
Entre resmungos e olhares cautelosos, ele revelou:
Magnus e Honório discutiam com frequência — mas também bebiam juntos em outras noites.
A guarda vinha “requisitando” bebidas sem pagamento.
Ruídos estranhos ecoavam dos esgotos durante a madrugada.
Um desaparecido anterior também frequentava a taverna e tinha dívidas com guardas.
E o detalhe mais perigoso: reuniões do culto aconteciam nos esgotos, sempre à meia-noite de sábado.
O subterrâneo chamava novamente.
E agora havia um horário para o encontro.
Texto por Roberto Oliveira.
Revisão por Leandro Carvalho.
Imagem gerada por IA pelo Leonardo.ai.


Que horas pro Bolgg ter dor de barriga e ficar preso no banheiro hein?
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