O elemental do veneno avançou com um silêncio ameaçador — uma massa fluida, grotesca, onde bolhas escuras se formavam e explodiam num sussurro tóxico. Então ele mergulhou sobre os heróis.
O corpo gelatinoso se espalhou como um manto assassino.
Glomer, feito apenas de ossos e magia, permaneceu impassível — o veneno simplesmente escorreu pelos vãos de seu corpo.
Sir Finley, engolido por inteiro, resistiu com teimosia e técnica, lutando para não respirar o vapor corrosivo.
Mas Zanzertein…
O velho elfo não teve a mesma sorte.
O veneno invadiu seus pulmões e veias como lâminas líquidas. Os olhos do mago turvaram. Suas pernas cederam. A morte se aproximou sem pressa — certa de seu prêmio.
E então Kobta se moveu.
Mais rápido que o pensamento, ele ergueu o Escudo da Fé, lançando-o diretamente sobre Zanzertein. Uma manta luminosa envolveu o elfo como um casulo, repelindo o veneno a centímetros da pele.
Zanzertein tossiu, ofegante, mas — vivo.
Os cinco kobolds do ventanista trocam olhares entre si. Nenhuma palavra era necessária.
Zanzertein devia sua vida a Kobta.
O elemental, indiferente ao heroísmo, avançou novamente. Kobta respondeu com uma chuva de disparos — bacamarte, pistolas, canhão portátil —, mas as balas atravessavam a criatura como se disparassem contra um pântano vivo.
Armas comuns não fariam nada ali.
A coisa era pura essência.
Apenas magia poderia feri-la.
Ferido, quase desmaiando, Zanzertein ainda encontra foco. Com esforço tremendo, lança Salto Dimensional, arrastando os Cobra Véia para longe — cem metros fora da masmorra.
O alívio dura pouco.
Ao longe, o céu se rasga com um rastro esverdeado.
O elemental voa, perseguindo-os, incansável, como um veneno que se recusa a sair do corpo.
Então reparam: o Olho de Sszzaas não está com ele.
Isso só significa uma coisa.
O artefato ficou na masmorra.
Sem hesitar, Zanzertein lança outro salto dimensional.
Eles retornam.
Entre respirações cautelosas, o mago recolhe o Olho de Sszzaas e toca o corpo sem vida de Tell Vaziri. O mundo parece silenciar quando ele encara o artefato — como alguém que encara um deus com quem já brigou demais.
E sussurra:
“Chega. Pare de atrapalhar.
Agora nos leve para um lugar seguro. — TELETRANSPORTE.”
A realidade se torce.
Os Cobra Véia surgem no sul do Deserto da Perdição.
...
O calor castiga. O mundo é areia e miragens — exceto por um toco de árvore seco… e uma raposa sentada sobre ele.
A raposa observa.
Sorri — e fala.
Pergunta se estão perdidos. Pergunta sobre o artefato.
O peso divino na presença dela é inconfundível.
Hyninn.
O deus da trapaça.
Zanzertein, ainda ofegante, explica o plano: o Olho será usado contra a Tormenta. E, com humildade calculada, pede ajuda.
Hyninn ri, divertido. Diz que pode guiar — mas quer ser lembrado quando a guerra chegar. E aponta um caminho com duas saídas:
Um portal leva ao caminho seguro.
O outro, ao caminho divertido.
Os Cobra Véia refletem por um instante.
E escolhem a diversão.
...
O mundo gira — e eles seguem para uma taverna acolhedora, cheia de luz, risadas e aromas deliciosos. Jardins verdes cercam o lugar. Hynnes sorridentes servem bebida, comida, descanso.
Mas Zanzertein sente.
Há algo errado.
Um peso invisível, doce, confortável — perigoso.
Um domínio de Marah.
Um lugar feito para receber viajantes… e nunca deixá-los sair.
Ele tenta alertar — mas já está sendo tomado pelas sutilezas da aura. A mente relaxa, o corpo afunda no banco.
— Talvez seja melhor ficar… — murmura.
Anastacia reconhece o feitiço na hora.
Com a ajuda de Kobta, Glomer e Sir Finley, ela o desperta — com firmeza, insistência e um toque de desespero.
O elfo respira fundo. Segura novamente o Olho.
E torce a própria sorte - TELETRANSPORTE.
Mais uma vez, o mundo se rasga.
Os Cobra Véia reaparecem próximos ao trajeto da cidade voadora — Vectora.
Exaustos. Vivos.
E, mais do que nunca, conscientes do peso que carregam.
O Olho observava.
E esperava.
Texto por Roberto Oliveira.
Revisão por Leandro Carvalho.
Imagens geradas pelo Copilot.

Boa noite, vai ter a continuação nesta semana?
ResponderExcluirVeio ler os comentários né vagabundo, vai trabalhar
ResponderExcluirA geleia tem seu ninho, a raposa tem sua toca, mas eu não tenho onde reclinar a cabeça. Ajude na luta por um Brasil melhor senão o PT volta em 2026!!!
ResponderExcluirDoe no Pix 33325632
Põe pix do Mestre Leandro
ExcluirPoca coisa pra fazer na tribo, mim ficar ansioso esperando próxima aventura de Cobra Véia.
ResponderExcluirVcs são uns doidos arriscando andar com esse artefato
ResponderExcluirMim cansado de brincar com cobra véia. Mim querer ver Aventura dos Cobra Véia
ResponderExcluirPor favor me revivam. Vocês me contaram que tem um aliado de Thyatis num feudo de Scharshantallas
ResponderExcluirGente, cadê o Beleg e o Benhê?
ResponderExcluirAumentou o número de kobta?
ResponderExcluirMorreram? Continuação da história?
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