sábado, 4 de abril de 2026

Ecos da Conspiração




Após a batalha sangrenta nos esgotos e a destruição do avatar de Aharadak, os heróis convocaram Honório para investigar os cultistas capturados e prender qualquer envolvido na trama. Os interrogatórios rapidamente revelaram algo ainda mais perturbador: aqueles cultistas não agiam sozinhos. Eles eram financiados e apoiados pelos puristas.

Desejando descobrir mais, Zanzertein utilizou o Olho de Sszzas para lançar a magia Lendas e Histórias sobre os restos mortais do líder cultista. Ao erguer o artefato arcano, ele murmurou com voz firme: “Que o passado revele aquilo que a carne tentou esconder.” Fragmentos de memórias começaram a surgir em sua mente como ecos distantes. Entre visões fragmentadas apareceu o nome da Capitã Alurra, cuja influência parecia guiar o cultista. Outro nome também atravessou as mentes do grupo de maneira vaga e inquietante, como um sussurro distante: Aaron Sauer, um aparentemente inofensivo vendedor de itens na cidade voadora de Vectora.

Após essas descobertas, a comandante Cassidy agradeceu aos heróis por salvarem a cidade daquela ameaça oculta. Em sinal de gratidão, ofereceu um guia experiente que poderia conduzi-los pelas traiçoeiras Montanhas Uivantes.

Antes de partir, Aric sugeriu um plano para despistar possíveis perseguidores. Zanzertein concordou e conjurou Disfarce Ilusório, dizendo calmamente: “Que os olhos vejam aquilo que desejam acreditar.” Sob a magia, todo o grupo assumiu a aparência de cidadãos comuns que apenas viajavam pela região. Em seguida, o mago reforçou a proteção do grupo. Apontando para Jalin, conjurou Dificultar Detecção enquanto dizia: “Que os segredos caminhem além do alcance dos olhos.” Depois espalhou outras proteções sobre todos, lançando Resistência a Energia com a frase “Que os elementos não encontrem abrigo em nossa carne” e Suporte Ambiental, garantindo que o frio brutal das montanhas não os destruísse antes mesmo de encontrarem seus inimigos.

A subida pelas Montanhas Uivantes rapidamente se mostrou um desafio mortal. O vento cortava como lâminas e cada passo exigia esforço extremo. O guia alertou que mais acima existia uma região dominada por mamutes e que qualquer queda naquele terreno significaria morte certa. Para ajudar na escalada, Aric conjurou Primor Atlético sobre todos os aliados, dizendo: “Que o corpo supere seus próprios limites.”

Mesmo assim, a montanha mostrou sua fúria. Uma enorme rocha se desprendeu da encosta e começou a despencar na direção do grupo. Zanzertein reagiu imediatamente, lançando Queda Suave enquanto declarava: “Que a queda perca sua fúria.” O pedregulho desacelerou o suficiente para não esmagá-los, mas a confusão da queda acabou separando o grupo e fazendo com que Zanzertein e Anastácia escorregassem pela encosta. Jalin conseguiu agarrar Anastácia antes que ela despencasse no abismo, enquanto Zanzertein conjurava rapidamente Campo de Força, dizendo: “Que nenhuma força atravesse minha vontade.”

O guia, percebendo a gravidade da situação, caiu de joelhos e fez uma prece à deusa das montanhas, Beluhga. Por um breve momento, o vento cessou e a própria montanha pareceu observar o grupo. Seja por intervenção divina ou pura sorte, o caminho tornou-se novamente possível de escalar, e os aventureiros conseguiram alcançar o topo.

Lá encontraram um lago congelado cercado por enormes mamutes que defendiam o território com agressividade. Sentindo um presságio de perigo, Zanzertein decidiu buscar orientação sobrenatural e lançou Contato Extraplanar, murmurando: “Que as vozes da guerra respondam ao meu chamado.” Mais uma vez ele buscava conselhos da Senhora dos Exércitos, Lamashtu. Em seguida reforçou sua própria segurança com Premonição, dizendo: “Que o destino me avise antes que a morte me alcance.”

Enquanto isso, Jalin começou a cantar uma melodia inspiradora que ecoou pelo vale congelado. Aric ativou seu Surto Heróico, reforçando seu próprio corpo com Primor Atlético e protegendo-se com Campo de Força, afirmando com determinação: “Que nenhuma presa ou lâmina atravesse minha vontade.” Bolgg avançou para a linha de frente, pronto para enfrentar qualquer criatura que se aproximasse, enquanto Anastácia ergueu as mãos e conjurou Conjurar Mortos-Vivos, sussurrando: “Levantem-se, servos da fome eterna.” Seis carniçais emergiram do gelo rachado ao redor do lago.

Não demorou para que um dos mamutes investisse contra Aric. O bucaneiro conseguiu se esquivar no último instante, e a criatura acabou avançando diretamente contra Bolgg. O bárbaro respondeu com um golpe brutal de sua espada executora, rasgando a pele espessa do animal e abrindo um corte profundo em seu flanco. O mamute cambaleou e, ao tentar recuperar o equilíbrio, acabou ferindo a própria pata.

Zanzertein então lançou Benção sobre o grupo, declarando: “Que a fortuna acompanhe nossas lâminas.” Aproveitando a abertura, Jalin disparou sua pistola de adamante. O tiro ecoou pelas montanhas como um trovão, atravessando o ombro do mamute e espalhando sangue sobre o gelo. Aric avançou logo em seguida e finalizou a criatura com um golpe poderoso de sua espada executora que abriu o crânio do animal e o derrubou com estrondo.

Tentando acelerar o combate, Zanzertein utilizou o Olho de Sszzas para conjurar Velocidade sobre Bolgg, proclamando: “Que o tempo se curve diante da minha vontade.” Porém algo na magia saiu levemente errado. Graças à Premonição ele conseguiu evitar um desastre maior, mas a distorção arcana acabou envolvendo também um dos mamutes próximos. Agora tanto Bolgg quanto aquela criatura se moviam com velocidade sobrenatural.

O mamute veloz avançou contra Aric, mas o bucaneiro esquivou-se novamente e respondeu com uma sequência devastadora de golpes. Utilizando outro Surto Heróico, Aric desferiu ataques rápidos e brutais que finalmente derrubaram o animal.

Outro mamute então avançou de maneira quase brutalmente indiferente, pisoteando o corpo de um companheiro morto para alcançar os heróis. Aric conseguiu evitar o ataque, mas os carniçais de Anastácia foram esmagados sob o peso colossal da criatura. Bolgg, ainda acelerado pela magia, aproveitou a oportunidade e desferiu um golpe preparado que abriu um profundo corte no flanco do animal.

Mesmo ferido, o mamute conseguiu reagir e enrolou sua tromba ao redor de Anastácia, tentando esmagá-la. Zanzertein reagiu imediatamente lançando Libertação e declarando: “Que nenhuma corrente segure minha aliada.” A tromba perdeu força e Anastácia conseguiu escapar.

Exausta, ela tocou a tatuagem que carregava o rosto de Zanzertein e ativou sua Súplica Mística de Zanzertein Karameikos, recuperando parte de seu vigor arcano.

Jalin então voltou a cantar, direcionando sua música para um dos mamutes. A criatura ficou fascinada e começou a caminhar lentamente pelo lago congelado. O gelo rachou sob o peso colossal do animal e finalmente se partiu, fazendo o mamute cair nas águas escuras abaixo.

Porém algo se moveu sob a superfície.

Uma enorme criatura serpenteou nas profundezas do lago e emergiu com violência. Era um gigantesco Verme do Gelo. Sua boca circular abriu-se como um abismo e, antes que o mamute pudesse escapar, a criatura arrancou grandes pedaços de carne do animal ainda vivo.

A água do lago se tingiu de vermelho.

E naquele momento os heróis perceberam que os mamutes talvez não fossem o maior perigo daquela montanha.





Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho 

Imagens geradas por IA como Copilot, Bing, Dall-e.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Silêncio

 



O grande salão dos esgotos era um cenário de horror ritualístico.

No centro da câmara jaziam os corpos dos desaparecidos.

Jorik Passosilente, o jovem que denunciara extorsão.

Greta Pedracantada, comerciante que testemunhara corrupção.

Valdrik, o Corcunda, o mendigo que vira guardas entrando nos esgotos.

Seus corpos estavam dispostos em círculo.

A pele havia sido aberta em incisões brutais. As costelas estavam expostas e símbolos da Tormenta haviam sido entalhados diretamente na carne.

Ao redor deles, três cultistas entoavam cânticos profanos enquanto aranhas de gelo rastejavam pelas paredes úmidas.

Então o líder ergueu o rosto.

Sua pele era rubra e escamosa.

Os olhos, escarlates e fanáticos.

Ele sorriu.

— Abracem Aharadak.

Uma aura carmesim explodiu ao redor dele.

“Que a carne se abra para o infinito rubro!”

Do ar surgiram simbiontes vivos, massas pulsantes de carne alienígena que voaram em direção ao peito dos heróis.

Mas antes que pudessem penetrar suas carnes—

O Olho de Sszzas brilhou.

Uma luz verde serpentina explodiu do artefato.

Os simbiontes foram arrancados do ar e repelidos, como se uma vontade arcana maior os expulsasse.

Talvez Sszzaas tivesse planos maiores para aqueles mortais.

Talvez aqueles heróis fossem peças em um jogo muito maior.


As Primeiras Magias

Jalin avançou um passo, abrindo os braços dramaticamente.

“Que até o horror pare para ouvir!”

Sua Apresentação Impactante ecoou pelo salão.

Os cultistas vacilaram por um instante.

Foi o suficiente.

O líder então ergueu as mãos, olhos queimando em loucura.

“Que o sangue desperte o enxame carmesim!”


Enxame Rubro.

Uma nuvem de insetos monstruosos começou a se formar—

Mas Zanzertein ergueu o Olho de Sszzas.

“Que o mistério se oponha ao caos.”

A contramágica esmagou o feitiço antes que ele pudesse nascer.


O Véu da Morte

Anastácia deslizou para frente.

“O corpo é apenas uma lembrança.”

Seu Manto das Sombras envolveu seu corpo, tornando-a translúcida, quase espectral.

Ela atravessou o campo de batalha até o centro do círculo ritual.

Então ergueu a mão.

“A luz mente. A treva revela.”

Anular a Luz.

As energias mágicas que sustentavam o ritual dos cultistas se desfizeram como fumaça.

Um dos cultistas reagiu com fúria.

Ele ergueu um símbolo grotesco da Tormenta e gritou:

“Respirem o sopro da decomposição eterna!”

Miasma Mefítico.

Mas Anastácia o interrompeu imediatamente.

“Nem mesmo a podridão desafia minha vontade.”

A contramágica destruiu o feitiço.

Outro cultista, porém, completou sua conjuração.

“Que os pulmões se encham de morte!”

O Miasma Mefítico explodiu sobre o grupo.

O ar tornou-se pesado, venenoso e pútrido.

Mesmo tossindo e com os olhos ardendo, os heróis avançaram.


Carnificina

A partir daí, o combate mergulhou em violência.

Zanzertein apontou para a última aranha.

“A forma é apenas uma escolha.”

Metamorfose.

A monstruosidade virou um verme grotesco.

Jalin não hesitou.

Um disparo.

O verme explodiu em uma massa viscosa de órgãos esmagados.

Espadas abrindo corpos.

Balas atravessando carapaças.

Magia contra magia.

Fúria contra horror.

E tudo isso culminaria naquilo que os cultistas realmente pretendiam trazer ao mundo…


O Avatar de Aharadak.

Uma massa de tentáculos pulsantes surgiu da poça rubra.

Uma bocarra monstruosa, cheia de dentes irregulares, abriu-se no centro da criatura.

Olhos escarlates se abriram por toda a superfície do corpo.

O Avatar de Aharadak nasceu.

O terror mental esmagou o grupo.

Bolgg e Aric sentiram parte de sua energia vital sendo drenada.


A Última Investida

Aric gritou:

— Destruam antes que se fortaleça!

Ele avançou.

Golpe após golpe, sua espada cortava tentáculos, espalhando muco branco e sangue rubro.

Anastácia respondeu com necromancia.

“O corpo apodrece… mesmo que não esteja vivo.”

Infligir Ferimentos.

Miasma Mefítico.

A criatura resistiu parcialmente, carne aberrante recusando-se a morrer.

Um tentáculo atingiu Bolgg.

O impacto quase quebrou suas costelas.

Mas graças à Libertação, ele não foi agarrado.

Bolgg rugiu.

Seu golpe arrancou fileiras inteiras de dentes da bocarra do avatar.

A criatura vomitou muco ácido e pedaços de si mesma.

Ela estava enfraquecendo.


O Golpe Final

Zanzertein ergueu o Olho de Sszzas.

“Que a vontade arcana seja inevitável.”

A Lança Infalível de Talude surgiu como um raio de pura destruição.

O projétil perfurou o crânio grotesco da criatura.

A cabeça do avatar explodiu em fragmentos de carne e ossos deformados.

O corpo colapsou.

Tentáculos se debateram por alguns segundos… e então ficaram imóveis.


O Silêncio

O salão estava coberto de sangue, pedaços de aranha, membros humanos e restos da aberração.

Os heróis recolheram as armas dos cultistas.

Zanzertein então enviou uma mensagem telepática ao chefe da milícia.

Os cultistas restantes nos esgotos foram presos.

Aquele ninho da Tormenta havia sido destruído.

Mas todos sabiam uma coisa.

Servos de Aharadak dessa vez não agiram sozinhos.

...


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Copilot. 

terça-feira, 17 de março de 2026

Esgotos

 


A investigação continuava a apertar o cerco ao redor do mistério que apodrecia sob Korm.


A Costureira e o Último Bilhete

Aric e Jalin encontraram Isolda Passosilente, uma costureira idosa de mãos gastas pelo trabalho e pelos anos. A casa era simples, mas arrumada com cuidado — como se cada objeto ali fosse uma tentativa de manter viva a memória do filho.

Seu filho, Jorik Passosilente, havia morrido duas semanas antes.

Ela contou que ele denunciara extorsões feitas por guardas corruptos. Desde então, problemas começaram a surgir.

Com voz trêmula, entregou duas coisas aos aventureiros.

Um bilhete escrito por Jorik.

E um medalhão estranho.

Segundo ela, aquele medalhão pertencia a alguém que entrara nos esgotos pouco antes da morte de seu filho.

— Há algo errado perto das entradas dos esgotos… — disse ela. — Jorik sabia.


O Mendigo que Observa

Enquanto isso, Zanzertein, Bolgg e Anastácia conversavam com os mendigos da cidade. Entre eles estava Zezin, conhecido como o mendigo letrado.

Zezin lembrava-se bem de Valdrik, o Corcunda.

Valdrik bebia cerveja nas redondezas e dormia perto do posto da guarda.

Um dia, comentou que tinha visto algo estranho: um dos guardas entrando nos esgotos durante a noite.

Antes de desaparecer, Valdrik falou de outra coisa inquietante.

Ele havia visto uma aranha de gelo nas galerias subterrâneas.

Depois disso, decidiu investigar.

Nunca mais foi visto.


O Medalhão dos Cultistas

Reunidos novamente, Zanzertein ergueu o Olho de Sszzas.

O artefato pulsou com poder antigo enquanto ele invocava a magia.

“Que o passado se curve à curiosidade do presente.”

A magia Lendas e Histórias revelou a verdade escondida no medalhão.

Ele era um distintivo de cultistas.

Mais do que isso, revelou um padrão recorrente nos esgotos: quatro símbolos marcavam caminhos e salas importantes.

Sol.

Nuvem.

Lua.

Montanha.

Um sistema de navegação… ou um código ritualístico.


O Plano de Infiltração

Aric teve a ideia.

Falsificar o medalhão.

Se conseguissem se passar por cultistas, poderiam penetrar nas profundezas dos esgotos sem levantar suspeitas.

Após descanso e preparação, o grupo estava pronto.

Zanzertein novamente empunhou o Olho de Sszzas.

“Que até o inerte se levante para proteger o destino.”

Dois postes da rua se ergueram do chão.

A magia Animar Objetos os transformou em guardiões combatentes que marchariam ao lado de Aric e Jalin.


A Descida aos Esgotos

A entrada dos esgotos estava trancada.

Mas o molho de chaves de Honório resolveu o problema.

O portão abriu.

O cheiro de umidade e decadência escapou das profundezas.

Pouco depois de entrarem, um homem surgiu das sombras.


— O que vocês estão xeretando aqui?

Aric simplesmente ergueu o medalhão.

— Estamos adiantados.


O homem empalideceu.

Pediu desculpas imediatamente.

E deixou que passassem.


Conselhos de Guerra

Mais adiante, Zanzertein invocou sabedoria extraplanar.

Ele abriu sua mente para além do mundo.

“Que os generais do infinito sussurrem estratégia.”

A magia Contato Extraplanar chamou a atenção de Lamashtu, Senhora dos Exércitos, que ofereceu conselhos sobre combate e posicionamento.


O Labirinto dos Símbolos

A primeira bifurcação apareceu.

Um caminho marcado com rio.

Outro com lua.

Seguiram pela lua.

Na sala seguinte, duas criaturas emergiram da escuridão.

Aranhas de gelo.


O Combate nas Galerias

Uma delas avançou sobre Aric.

O poste animado lançou-se entre os dois, recebendo o impacto brutal das patas congelantes.

O guardião de madeira caiu despedaçado.

A segunda aranha atacou Jalin. O sátiro se esquivou de parte dos golpes, rebatendo uma das patas com seus chifres para evitar ser agarrado.

O frio irradiado pelas criaturas era intenso.

A pele dos aventureiros começou a congelar superficialmente.

Aquilo não poderia durar muito.

Zanzertein reagiu imediatamente.

“Que os elementos reconheçam seus mestres.”

Resistência a Energia envolveu os heróis.

Logo em seguida, sua magia reforçou o ritmo do combate.

“Que o tempo acelere para os preparados.”

Velocidade.

E então:

“A mente firme jamais hesita.”

Concentração de Combate.


O Contra-Ataque

Jalin ergueu sua postura teatral.

“Que a bravura seja música!”

Sua apresentação impactante incendiou o espírito do grupo.

Ele sacou sua pistola de adamante com elegância e disparou uma rajada devastadora contra as aranhas.

Aric avançou logo em seguida.

Sua espada executora de adamante — maciça, lancinante e harmonizada — descreveu um arco mortal.

Um golpe devastador partiu a carapaça da aranha ferida.

Movendo-se com velocidade sobrenatural, Aric concluiu o ataque e destruiu completamente a criatura que tentava agarrar Jalin.


A Reconstrução do Guardião

Zanzertein apontou para o poste destruído.

“Nem tudo que cai permanece quebrado.”

A magia Transmutar Objetos restaurou o guardião combatente, devolvendo-lhe vigor e utilidade.


O Caminho do Ritual

Mais adiante, outra bifurcação:

Montanha ou Nuvem.

Escolheram Nuvem.

Outra bifurcação surgiu logo depois.

Sol ou Lua.

Mais uma vez, seguiram o caminho da Lua.

O corredor desembocou em um grande salão subterrâneo.

Ali estavam vários cultistas da Tormenta.

E mais aranhas de gelo guardando o local.

Os aventureiros haviam encontrado o coração do culto.

E a batalha estava prestes a começar.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagem gerada pelo Bing IA.

quarta-feira, 4 de março de 2026

A cidade revida



O grupo se divide.

A vila parece calma à luz do dia… mas sob a superfície, tudo apodrece.

Aric e Jalin procuram Honório, sargento da milícia local. A conversa exige insistência, jogo de palavras e paciência. Depois de muita argumentação, conseguem um encontro reservado.

Honório fecha a porta. O minotauro parece menor sem a armadura completa.

Ele confessa:

Magnus investigava algo nos esgotos.

Descobriu demais.

Pagou por isso.

Há ressentimento em sua voz — Magnus o chamou de covarde por não se envolver nas investigações. Talvez ele tenha sido.

Com mãos pesadas, entrega um molho de chaves.

— Pode ser útil.

Pede sigilo absoluto. Se essa conversa vazar, ele morre.

Antes da despedida, ergue o símbolo de Khalmyr e concede uma bênção formal.

Cassidy, que aguardava do lado de fora, aproxima-se discretamente de Jalin:

— Nos esgotos… há algo. Um culto. Aharadak.

O nome ecoa como uma ferida aberta.

******************

Enquanto isso, Anastácia, Bolgg e Zanzertein visitam o ferreiro.

Algumas moedas compram mais do que serviços — compram confiança.

O homem revela:

Magnus saiu mais cedo do trabalho.

Forjou um kit de ladinagem para um amigo.

Infiltrou-se nos esgotos.

Não voltou.

Ele também entrega a lista dos desaparecidos:

Jorik Passosilente, jovem denunciante de extorsão.

Greta Pedracantada, comerciante que viu guardas roubando joias.

Valdrik, o Corcunda, mendigo que testemunhou guardas entrando nos esgotos à noite.

******************

Padrões começam a se formar.

O Dia Seguinte — A Cidade Revida

Aric e Jalin seguem para investigar Isolda, mãe de Jorik.

No caminho, gnolls armados os interceptam.

Ao mesmo tempo, Anastácia, Bolgg e Zanzertein distribuem comida aos mendigos — um gesto simples… interrompido por humanos de olhar rubro.

Simbiontes.

A emboscada é coordenada.

Zanzertein reage primeiro.

Ergue a mão e invade mentes hostis.

“Que o delírio revele a verdade que escondem.”

Sussurros Insanos rasgam a sanidade dos humanos. Mas as criaturas carregam a Tormenta em suas veias — e o contra-ataque mental atinge o próprio mago. Sua mente arde, sangue escorre pelo nariz… ele se fere, mas mantém o foco, sustentado por sua disciplina arcana.

Aric inicia sua preparação marcial.

Canção inspiradora.

Firula energizada por Surto Heróico.

Prestidigitação convertida em campo de força.

Ele aguarda o momento exato.

Anastácia estende os braços.

“Das profundezas esquecidas, ergam-se.”

Tentáculos negros irrompem do chão, agarrando dois humanos simbiontes.

******************

Um gnoll dispara contra Jalin.

“Nem toda bala encontra destino!”

O campo de força absorve parte do impacto.

Outro gnoll ataca Aric — tiros cortam o ar, mas o guerreiro se esquiva com precisão quase artística.

Um terceiro gnoll dispara novamente contra Jalin. Desta vez, seu morto-vivo servo se lança na frente.

O projétil atravessa carne já condenada.

O aliado cai… definitivamente.

Jalin bebe uma poção de velocidade. Depois outra, curando seus ferimentos. Em seguida, ergue sua magia.

“Se a batalha é palco, que eu seja multidão!”

Imagem Espelhada.

Cinco cópias ilusórias o cercam.

Bolgg avança como tempestade encarnada e executa um humano simbionte com brutalidade decisiva.

Zanzertein aponta para o bárbaro.

“Que o impossível se torne maior.”

Bolgg cresce. Enorme. Veloz. Furioso.

******************

Aric finalmente se move.

Seu golpe em arco atravessa três gnolls ao mesmo tempo — sangue espalha-se como pincelada violenta.

Surto Heróico.

Outro arco devastador.

Os gnolls cambaleiam.

Anastácia estala os dedos.

“O ar apodrece. A carne recorda a morte.”

Miasma Mefítico.

Profanar acelerado.

Trevas corroem carne e alma.

Cercado, Mas Inquebrável

Os gnolls abandonam pistolas e sacam machadinhas. Cercam Aric.

As lâminas atingem… imagens ilusórias se despedaçam.

Um golpe quase perfura seu olho.

Outro morto-vivo se joga na frente.

Sacrifício.

Aric ativa seu escudo arcano e mantém a linha.

Jalin ergue a mão:

“Um pensamento pode cortar mais fundo que aço!”

Adaga Mental atinge um gnoll — atordoado.

Um disparo de pistola finaliza o impacto.

******************

Bolgg arranca o braço de um humano simbionte em golpe único.

Zanzertein conjura uma bola de fogo.

“Que as chamas purifiquem o que é aberrante!”

A explosão consome dois inimigos — mas eles se esquivam parcialmente.

Aric encerra o combate.

Golpe em arco.

Outro.

Outro.

Três gnolls tombam sob a lâmina de adamante.

Os simbiontes restantes balbuciam, atacam a si mesmos em confusão… até que Bolgg os corta ao meio.

Silêncio.

Apenas respiração pesada.

Anastácia e Zanzertein unem forças uma última vez, canalizando o Miasma Mefítico nas criaturas caídas — drenando o resquício de energia profana e fortalecendo seu próprio poder arcano.

A cidade agora sabe.

Algo nos esgotos não apenas cultua Aharadak.

Está recrutando.

Está armando.

Está reagindo.

E sábado à meia-noite se aproxima.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Bing. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Ervas, livros e picanhas




A Biblioteca da Apotecária

Deixando a taverna para trás, o grupo seguiu até a loja onde trabalhava a irmã da vítima. O interior tinha cheiro de pergaminhos antigos e ervas secas. Um sátiro e dois elfos foram recebidos com frieza imediata.

— Se vieram perguntar sobre meu irmão, perderam seu tempo.

Anastácia apenas inclinou a cabeça, serena como um epitáfio.

— Vim pelo conhecimento.

Ela percorreu as estantes como quem caminha entre tumbas, depositando moedas sobre a mesa antes de mergulhar na leitura.

Quando revelaram a morte de Magnus, a máscara profissional de Mallory quebrou. O choque a atingiu como lâmina invisível. A apotecária desabou em prantos, voz perdida entre soluços que pareciam arrancar pedaços de sua própria alma.

Ainda tremendo, conduziu-os ao quarto do irmão.

Ali, Zanzertein ergueu o Olho de Sszzas. O artefato pulsou, e o ar se dobrou como páginas sendo folheadas por mãos invisíveis.

“Que a memória do mundo fale através de mim.”

A magia de Lendas e Histórias desceu como poeira dourada. Visões fragmentadas revelaram segredos esquecidos.

No quarto de Magnus o grupo encontrou o diário da vítima, marcado por quatro símbolos recorrentes: Sol, Nuvem, Lua e Montanha.


Emboscada na Taverna

Ao retornarem, a atmosfera na taverna estava diferente — pesada, elétrica, como ar antes da tempestade.  

Um minotauro adentra o salão l, mas ele não estava sozinho. Outros de sua espécie o acompanhavam, olhos rubros pulsando sob a pele — corpos dominados por simbiontes que se moviam como sombras vivas sob a carne.

O ataque foi imediato.

Zanzertein reagiu primeiro, a voz cortando o caos:

“Que o tempo obedeça à urgência dos vivos!”

A Velocidade irrompeu sobre os aliados. Em seguida, sua trama celére se entrelaçou ao combate:

“A mente firme é lâmina que não se quebra.”

A concentração de seus companheiros tornou-se inabalável.

Aric girou a lâmina com teatralidade estudada, paródia marcial transformada em foco letal. Jalin ergueu a postura e lançou uma apresentação vibrante, sua presença aquecendo os corações do grupo.

“A alegria também luta.”

A inspiração floresceu entre os aliados.

O Confronto, Os minotauros avançaram.

Um deles investiu contra Anastácia com brutalidade cega. Ela não recuou. Não havia medo onde a morte já era familiar.

Outro inimigo entrou no alcance de Aric — e encontrou a execução perfeita. Sua espada descreveu um arco inevitável, ferindo mortalmente o agressor que falhou ao revidar.

Jalin aparou um gládio com o próprio chifre, metal rangendo contra queratina sagrada. Quando o minotauro se desequilibrou, o sátiro respondeu com precisão fulminante, abrindo carne e orgulho.

Outro golpe atingiu Jalin, arrancando sangue. Ainda assim, ele permaneceu de pé, o sorriso cansado sustentando a linha de frente.

Um minotauro encarou Zanzertein — e o medo tentou cravar raízes no universalista. O pavor o tocou… mas não o dominou.

Anastácia abriu seu manto de sombras, presença incorpórea como noite sem lua.

“O abismo reconhece os que caminham nele.”

O terror que tentou impor não encontrou eco — os simbiontes não temiam.

Zanzertein então envolveu o campo em névoa densa, reposicionando-se com frieza estratégica.


A Maré Vira,

Aric tornou-se tempestade de aço.

Um golpe atravessou peito e espinha, derrubando um minotauro instantaneamente. Outro movimento rasgou carne e órgãos em explosão grotesca. Um terceiro corte encerrou outra vida antes que o corpo compreendesse a própria morte.

Jalin sacou sua pistola de adamante. O disparo perfurou profundamente um inimigo. Recarregou com fluidez e atirou novamente, precisão guiada por pura determinação.

Quando atacado por chifrada brutal, ergueu sua defesa instintiva.

“Nem o medo atravessa meu ritmo!”

O campo de força absorveu o impacto.

Anastácia estendeu a mão para um dos agressores e sussurrou com autoridade sepulcral:

“Que a ruína encontre seu nome.”

Um Rogar Maldição esmagou a criatura, que tombou incapaz de se erguer.

Aric avançou sobre o caído e concluiu o inevitável.

O silêncio retornou… interrompido apenas pelo som mundano de funcionários limpando o sangue do chão.

Eles mesmos comentaram, inquietos: aquilo não era normal.


Revelações de Elrik Vinhoamargo

Zanzertein conversou com Elrik Vinhoamargo, o taverneiro ranzinza que parecia saber mais do que demonstrava.

Entre resmungos e olhares cautelosos, ele revelou:

Magnus e Honório discutiam com frequência — mas também bebiam juntos em outras noites.

A guarda vinha “requisitando” bebidas sem pagamento.

Ruídos estranhos ecoavam dos esgotos durante a madrugada.

Um desaparecido anterior também frequentava a taverna e tinha dívidas com guardas.

E o detalhe mais perigoso: reuniões do culto aconteciam nos esgotos, sempre à meia-noite de sábado.


O subterrâneo chamava novamente.

E agora havia um horário para o encontro.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagem gerada por IA pelo Leonardo.ai.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Vila de Korm



Os Duyshidakk foram finalmente derrotados.

O campo de batalha silenciou… restando apenas os últimos membros do bando, ainda presos em formas grotescas de pudins instáveis, incapazes de recuperar sua identidade.

Então Zanzertein avança.

Ele ergue o Olho de Sszzaas, o artefato pulsando com mistério antigo.

“Wynna aceita toda magia — até a que nasce da dúvida.”

Canalizando o domínio da deusa sobre o artefato, o mago roga ao Senhor dos Mistérios que trace um Círculo de Restauração. A energia se expande como uma mandala invisível, fechando feridas, acalmando dores e devolvendo parte do vigor mágico aos Cobra Véia.

Revigorados, os heróis seguem adiante.


Vila de Korm

Por fim, as muralhas da Vila de Korm surgem sob o céu cinzento.

Alguns itens tomados dos Duyshidakk são vendidos — um ferreiro local e seu filho ajudam com honestidade e habilidade, aliviando peso e reforçando recursos.

Na taverna mais aconchegante da vila, o grupo decide buscar informações locais. Entre copos e murmúrios, surge um nome recorrente:

Kirima, o guia local, conhecedora dos caminhos e perigos da região.

Cansado, Zanzertein se recolhe a um quarto para descansar a mente exaurida.

Bolgg, por outro lado, resolve cuidar do corpo — chama uma acompanhante que oferece serviços de massagem, e ambos, após interagir na noite, desaparecem escada acima.


Canções, Segredos e Presságios

Na área comum da taverna, Lyraleimirandathariel se apresenta a Jalin.

Uma barda, olhar atento e voz treinada. Jalin convida Anastácia para a conversa.

Ela fala sobre o poder das notas musicais — como podem inspirar coragem, provocar medo ou arrancar verdades escondidas. Diz desejar acompanhar Jalin, reforçando suas performances e talentos bardos.

Então, ela canta.

A melodia cresce, acelera… e algo muda.

Lyraleimirandathariel entra em transe, e através da música revela o que sabe sobre o Santuário de Beluhga:

A caverna se volta contra aqueles que a adentram.

Há alguém esperando lá dentro.

E um nome ecoa entre os versos: Bhalorg.

O presságio paira no ar como gelo prestes a cair.


Sangue na Taverna

Apósuma noite tranquila,  sons de alvoroçochegam com o amanhecer.

Uma multidão se forma do lado de fora. Guardas tentam conter o povo.

Na parede, um símbolo pintado em vermelho — sangue fresco.

No chão, um cadáver, ainda quente.

A guarda Cassidy se aproxima. Os soldados dispersam a multidão enquanto ela explica:

estão ali para apagar o símbolo de Aharadak.

O morto era o ajudante do ferreiro que haviam visitado no dia anterior.


Vozes Além da Morte

Zanzertein dobra a luz e o olhar do mundo.

Ele conjura Invisibilidade sobre Anastácia — a realidade simplesmente se esquece dela.

Então, Anastácia se ajoelha ao lado do corpo.

Sua voz não ecoa no ar… ecoa no além.

Ela conjura Voz Divina, permitindo que os mortos respondam.

O cadáver desperta o último sopro de consciência.

Seu nome era Magnus.

Ele não viu seu assassino.

Mas afirma, com ódio ainda preso à alma, que os guardas eram seus inimigos — e aponta para o símbolo na parede.

Antes de silenciar de vez, Magnus deixa nomes… fios soltos de uma verdade maior:

Cassidy, guarda

Honório, guarda minotauro

Mallory, apotecária — sua irmã

Willy, o ferreiro

Kellon, juiz de Khalmyr


O espírito se dissipa.

E o mistério de Korm apenas começa.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Leonardo.IA.


domingo, 1 de fevereiro de 2026

Goblins Pudins.

 


Os goblins transformados em pudim estremecem, tentam recuperar suas formas originais, mas a magia os mantém presos em corpos ridículos e instáveis de pudins.

Um deles mira Jalin e dispara um foguete explosivo.

O artista gira no último segundo, como se estivesse dançando para uma plateia invisível, e o projétil explode onde ele estava instantes antes.

Outro goblin lança um míssil congelante contra Aric, mas a proteção persiste.

Zanzertein havia tecido uma lógica arcana sólida — e o frio simplesmente não encontra espaço para agir.

Jalin é atacado por uma garra longa mecânica; ele rebate o golpe com o próprio chifre, arrancando faíscas, visivelmente irritado por continuar sendo alvo. Saca sua pistola e dispara — o tiro acerta, mas a armadura tecnológica do goblin absorve quase todo o impacto.

Então Anastácia age.

Ela sussurra algo que não pertence ao mundo dos vivos.

A magia Rogar Maldição se crava em Belchior, corroendo sua mente e espírito. O hobgoblin sente o peso da morte iminente: amaldiçoado, esmorecido, enfraquecido.

Zanzertein redesenha a lógica do mundo com um gesto exato.

Outro goblin se contorce e é reduzido a um pudim amorfo, sua forma dissolvida pela Metamorfose.

Belchior tenta retaliar contra Anastácia — mas ela é apenas sombra e ausência, incorpórea sob o Manto das Sombras.

Um goblin tenta atingir Aric com sua garra mecânica, mas o parodista escapa com um passo exagerado, quase teatral.

Jalin encosta a mão na bainha mágica.

Ele sorri, como quem anuncia o próximo ato.

Sua pistola recebe Arma Mágica — agora eletricidade dança pelo cano.

Anastácia ergue a mão novamente.

Sombras se arrastam até seus dedos.

O Crânio Voador de Vladslav atravessa o ar e explode contra Belchior, deixando o hobgoblin abalado, o espírito vacilante.

A realidade aceita o argumento de Zanzertein.

Ele lança Velocidade em Aric.

Aric dispara para frente, rápido demais para olhos comuns.

Com Presa da Serpente Maciça, atravessa a defesa de Belchior e o derruba com um golpe devastador.

Aric se afasta, bebe uma poção e recupera o fôlego.

Os goblins-pudim ainda tentam voltar ao normal. Falham novamente.

Jalin não perde tempo: um tiro preciso atravessa um deles.

Anastácia impõe outra Maldição, afundando mais um na decadência.

Aric ataca outro, deixando-o cego, incapaz de reagir.

Jalin encosta o cano da pistola diretamente na massa trêmula de um pudim.

“Fim do espetáculo.”

O disparo o reduz a nada.

Anastácia aplica um bálsamo de drogadora, fechando seus próprios ferimentos com eficiência sombria.

Aric destrói outro pudim sem cerimônia.

Então Zanzertein dá um passo à frente.

Ele fala com a mente, não com a voz.

Conjura Súplica Mística, seu feitiço assinatura, invadindo os últimos ecos da consciência de Belchior e exigindo arrependimento — em troca, a magia residual do hobgoblin flui para o mago, restaurando parte de seu poder arcano.

Jalin finaliza mais um goblin-pudim com Adaga Mental, atordoando-o antes de um disparo certeiro de sua pistola de adamante.

Por fim, Anastácia profanar o terreno e, com um gesto frio, convoca Tentáculos de Trevas, que se erguem do chão e aprisionam o último goblin, encerrando o combate sob o domínio absoluto da necromante.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA pelo Copilot. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

❄️ Rumo às Montanhas Uivantes — O Encontro com Belchior





A jornada rumo às Montanhas Uivantes começou sob presságios de gelo e silêncio.

Antes de encarar o coração da cordilheira, os Cobra Véia fizeram uma última parada no sopé das montanhas, onde o vento já cortava como lâminas invisíveis. Ali, poções de suporte ambiental foram consumidas, envolvendo cada um em um calor artificial que lutava contra o frio sobrenatural da região.

Zanzertein, sentindo que forças além do mundo material observavam aquele caminho, conjurou Contato Extraplanar, rasgando o véu entre planos e invocando a orientação de um gênio do gelo — uma entidade ancestral, de voz como o estalar de geleiras antigas. Aric, sempre irreverente, replicou o feito em tom de paródia, arrancando um raro momento de leveza antes do pior.

Não demorou.

Uma nevasca colossal ergueu-se sem aviso, apagando o mundo em branco e rugido. O vento urrava como uma criatura viva, e o frio ameaçava congelar pensamentos. Com precisão arcana, Zanzertein conjurou Refúgio, criando um abrigo mágico onde o grupo escapou por um fio do abraço mortal da tempestade.

Quando o silêncio voltou…

não veio sozinho.

Sombras surgiram no céu.

Goblins emergiram do nada, cercando o grupo. Não eram saqueadores comuns: vestiam armaduras tecnológicas, cheias de engrenagens fumegantes, e montavam engenhocas voadoras que zumbiam como insetos metálicos. Um deles avançou e gritou, a voz distorcida por um modulador mecânico:

— “Quem ousa entrar nos territórios de Belchior?”

A resposta veio em fogo.

Um dos goblins disparou um foguete explosivo e, em seguida, um míssil congelante contra Bolgg. O bárbaro se lançou para o lado no último instante, sentindo o impacto rasgar o ar onde estivera segundos antes.

Outro goblin puxou um arco voltaico, disparando energia crepitante que atingiu Pitagoras e Zanzertein, fazendo a eletricidade dançar sobre seus corpos. Um novo míssil foi lançado contra Jalim, que escapou por pouco, rolando sobre a neve.

Então Jalim avançou.

Com uma apresentação impactante, teatral e ousada, ele quebrou o ritmo do combate, confundindo os inimigos, roubando sua atenção e transformando hostilidade em hesitação. Cada gesto, cada palavra, era calculado — e a vantagem se formava.

Anastacia envolveu-se no Manto das Sombras. Um simples estalar de dedos…

e um goblin foi reduzido a um inofensivo pudim de ameixa, caindo na neve com um som patético.

Zanzertein não ficou atrás. Outro inimigo foi transmutado em um pudim de coco, enquanto, com a Trama Célere, o mago ergueu uma Resistência à Energia avassaladora, protegendo os Cobra Véia contra todos os elementos — fogo, gelo, eletricidade e mais.

Agora preparados, avançaram.

Bolgg, envolto pela proteção arcana, investiu contra um dos goblins e desferiu um golpe devastador com sua espada executora. O ataque teria partido um goblin comum ao meio.

Mas não aquele.

A criatura apenas recuou um passo, ferida, mas longe de cair.

E então… ele apareceu.

Belchior.

Um hobgoblin imponente, vestindo uma armadura reforçada de tecnologia e guerra, montado sobre um lobo colossal, de olhos brilhando com fúria e inteligência. Sem dizer palavra, ele lançou sua montaria contra Bolgg, golpeando com força brutal.

O bárbaro ergueu sua defesa no último instante. O impacto ecoou pelas montanhas, e embora parte do dano atravessasse seu bloqueio brutal, Bolgg permaneceu de pé.

Respirando pesado.

Furioso.

Com o sangue fervendo e o orgulho ferido, Bolgg respondeu com um contra-ataque cheio de ódio e força primal, acertando Belchior e arrancando-lhe um grunhido de dor.

A neve ao redor foi manchada.

O verdadeiro combate…

estava apenas começando.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA pelo Copilot. 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O Olho e a Raposa



O elemental do veneno avançou com um silêncio ameaçador — uma massa fluida, grotesca, onde bolhas escuras se formavam e explodiam num sussurro tóxico. Então ele mergulhou sobre os heróis.

O corpo gelatinoso se espalhou como um manto assassino.

Glomer, feito apenas de ossos e magia, permaneceu impassível — o veneno simplesmente escorreu pelos vãos de seu corpo.

Sir Finley, engolido por inteiro, resistiu com teimosia e técnica, lutando para não respirar o vapor corrosivo.

Mas Zanzertein…

O velho elfo não teve a mesma sorte.

O veneno invadiu seus pulmões e veias como lâminas líquidas. Os olhos do mago turvaram. Suas pernas cederam. A morte se aproximou sem pressa — certa de seu prêmio.

E então Kobta se moveu.

Mais rápido que o pensamento, ele ergueu o Escudo da Fé, lançando-o diretamente sobre Zanzertein. Uma manta luminosa envolveu o elfo como um casulo, repelindo o veneno a centímetros da pele.

Zanzertein tossiu, ofegante, mas — vivo.

Os cinco kobolds do ventanista trocam olhares entre si. Nenhuma palavra era necessária.

Zanzertein devia sua vida a Kobta.

O elemental, indiferente ao heroísmo, avançou novamente. Kobta respondeu com uma chuva de disparos — bacamarte, pistolas, canhão portátil —, mas as balas atravessavam a criatura como se disparassem contra um pântano vivo.

Armas comuns não fariam nada ali.

A coisa era pura essência.

Apenas magia poderia feri-la.

Ferido, quase desmaiando, Zanzertein ainda encontra foco. Com esforço tremendo, lança Salto Dimensional, arrastando os Cobra Véia para longe — cem metros fora da masmorra.

O alívio dura pouco.

Ao longe, o céu se rasga com um rastro esverdeado.

O elemental voa, perseguindo-os, incansável, como um veneno que se recusa a sair do corpo.

Então reparam: o Olho de Sszzaas não está com ele.

Isso só significa uma coisa.

O artefato ficou na masmorra.

Sem hesitar, Zanzertein lança outro salto dimensional.

Eles retornam.

Entre respirações cautelosas, o mago recolhe o Olho de Sszzaas e toca o corpo sem vida de Tell Vaziri. O mundo parece silenciar quando ele encara o artefato — como alguém que encara um deus com quem já brigou demais.

E sussurra:

“Chega. Pare de atrapalhar.

Agora nos leve para um lugar seguro. — TELETRANSPORTE.”

A realidade se torce.

Os Cobra Véia surgem no sul do Deserto da Perdição.


...



O calor castiga. O mundo é areia e miragens — exceto por um toco de árvore seco… e uma raposa sentada sobre ele.

A raposa observa.

Sorri — e fala.

Pergunta se estão perdidos. Pergunta sobre o artefato.

O peso divino na presença dela é inconfundível.

Hyninn.

O deus da trapaça.

Zanzertein, ainda ofegante, explica o plano: o Olho será usado contra a Tormenta. E, com humildade calculada, pede ajuda.

Hyninn ri, divertido. Diz que pode guiar — mas quer ser lembrado quando a guerra chegar. E aponta um caminho com duas saídas:

Um portal leva ao caminho seguro.

O outro, ao caminho divertido.

Os Cobra Véia refletem por um instante.

E escolhem a diversão.

...

O mundo gira — e eles seguem para uma taverna acolhedora, cheia de luz, risadas e aromas deliciosos. Jardins verdes cercam o lugar. Hynnes sorridentes servem bebida, comida, descanso.

Mas Zanzertein sente.

Há algo errado.

Um peso invisível, doce, confortável — perigoso.

Um domínio de Marah.

Um lugar feito para receber viajantes… e nunca deixá-los sair.

Ele tenta alertar — mas já está sendo tomado pelas sutilezas da aura. A mente relaxa, o corpo afunda no banco.

— Talvez seja melhor ficar… — murmura.

Anastacia reconhece o feitiço na hora.

Com a ajuda de Kobta, Glomer e Sir Finley, ela o desperta — com firmeza, insistência e um toque de desespero.

O elfo respira fundo. Segura novamente o Olho.

E torce a própria sorte - TELETRANSPORTE.

Mais uma vez, o mundo se rasga.

Os Cobra Véia reaparecem próximos ao trajeto da cidade voadora — Vectora.

Exaustos. Vivos.

E, mais do que nunca, conscientes do peso que carregam.

O Olho observava.

E esperava.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Copilot. 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Sombras, Ossos e Traição

 



Das sombras da noite desértica, esqueletos armados com espadas enferrujadas emergem, rangendo ossos como portas de túmulos se abrindo. O silêncio pesado é quebrado quando Kobta executa sua firula inspiradora — o corpo impossível se desdobra em reflexos e poses exageradas, cinco kobolds agindo como um só, preparando o terreno para o massacre.

Zanzertein imbui o chicote de Sir Finley com luz sagrada, fazendo o couro brilhar como um sol espectral, enquanto o tabrachi espalha cuidadosamente sua peçonha alquímica — fórmulas pensadas não para carne, mas para ossos.

Os mortos avançam.

Kobta responde primeiro: um disparo de bazuca ecoa pelo salão, ativando sua Sentinela Implacável. Um esqueleto é lançado para trás como um boneco quebrado, ossos se espalhando pelo chão em estilhaços secos.

Antes que o combate escale, Anastacia estende sua vontade necromântica. Com palavras carregadas de poder sombrio, ela domina dois esqueletos, que cessam o ataque imediatamente e assumem posição de guarda, obedientes como cães ossudos.

O restante da horda não hesita.

Sir Finley avança, ativa sua tatuagem de concentração e chicoteia com precisão cirúrgica. Mesmo imunes a venenos comuns, os esqueletos estremecem — o tabrachi sabe exatamente onde a alquimia ainda dói, corroendo ligamentos arcanos que mantêm os mortos de pé.

Kobta alterna entre pistola e bacamarte, tiros precisos racham crânios, enquanto Zanzertein conjura Toque do Horizonte, elevando o potencial destrutivo das armas do ventanista.

Um a um, os esqueletos tombam.

Então, o chão treme.

Das profundezas da terra, uma Falange emerge, seguida por outra surgindo da parede oposta — construtos de ossos compactados, marchando como máquinas funerárias. Anastacia responde com Erupção Glacial, estacas de gelo rasgando o chão e derrubando uma das falanges, ossos congelados rangendo sob o peso do frio arcano.

Glomer entra em ação, arremessando estalinhos de guri. As explosões alquímicas fazem ossos voarem, fragmentos ricocheteando pelas paredes.

Zanzertein acelera Kobta com Velocidade e prende o campo de batalha com Teia, transformando o salão num emaranhado mortal. A falange tenta avançar — e é imediatamente empurrada de volta para a teia por mais um disparo brutal de Kobta, que a lança como um projétil de ossos.

No caos, um Selaco das Areias rompe o solo, investindo contra Kobta — mas atinge apenas um reflexo ilusório. Zanzertein reage rápido: Metamorfose. A criatura se contorce, encolhe… e vira um peixe inofensivo, debatendo-se no chão.

O silêncio dura um segundo.

Sir Finley assassina o peixe.

Um golpe perfeito. Um dano obsceno.

O peixe quase deixa de existir.

A falange restante tenta resistir, mas é dilacerada por explosões alquímicas, tiros de bacamarte e, por fim, aniquilada por um Miasma Mefítico conjurado por Anastacia, que dissolve a magia que a sustentava.

O Bulette, porém, resiste à metamorfose. Sua forma retorna em meio a uma aura cáustica, ácido queimando o ar. Kobta e Sir Finley se protegem, Anastacia permanece incorpórea. A criatura mergulha na areia, apenas para surgir novamente — e ser mais uma vez transformada em peixe.

Dessa vez, Glomer finca o florete, injetando alquimia diretamente na carne mutável.

Sir Finley finaliza.

O Bulette não volta.


A Traição Revelada

Horas depois, com as ruínas aparentemente seguras, Tell Vaziri e a professora Sheestella entram na sala, estudando os restos até o cair da noite.

Então, sem aviso…

Sheestella remove um cajado antigo da parede. Ele brilha em verde doentio.

Num piscar de olhos, ela teleporta para trás de Tell Vaziri e o atravessa com o cajado.

Morte instantânea.

Ela remove a máscara.

Uma Nagah.

Zanzertein empalidece. Ele sente a aura esmagadora do artefato — não é apenas um objeto sagrado.

É parte do corpo de um deus.


O Olho de Sszzaas.


Sheestella tenta dominar o poder… e falha.

O artefato se volta contra ela.

Um globo esverdeado a envolve. O Olho flutua sobre sua cabeça, ácido começa a pingar, queimando sua carne escamosa. A Nagah grita enquanto derrete, corpo se deformando, inflando, até se tornar uma bolha pulsante de veneno e ácido, respingando morte ao redor.

O chão sibila.

O ar queima os pulmões.

Um novo combate épico está prestes a começar.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Copilot. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

🌑 A Investida dos Ferani

 



A calmaria do deserto dura pouco:

Trogs da Tribo Ferani, empunhando alfanges irregulares lambuzados em veneno, irrompem das dunas com grunhidos guturais, o cheiro pútrido de seus corpos anunciando a emboscada antes mesmo que seus pés alcançassem o acampamento.


Abertura do Combate

Kobta reage primeiro.

Os cinco kobolds que compõem sua falsa persona se dispersam em um reflexo impossível — Imagem Espelhada. O ladino ventanista gira, faz uma firula inspiradora, sincroniza respiração e mira com precisão predatória. O combate começa antes mesmo de os trogs perceberem.

Zanzertein levanta o cajado e murmura as sílabas arcanas de Benção, envolvendo os aliados em uma luz mágica suave.

Sir Finley prepara uma peçonha espessa, revolvendo esporos de cogumelo com toxinas caseiras.


O Avanço dos Trogs

Um dos trogs investe contra Sir Finley. O alfange, tingido com um veneno esverdeado, rasga o ombro do tabrachi.

Finley cai, mas rola de forma defensiva, reduzindo o impacto do golpe — os ossos estalam, mas o assassino permanece consciente.

Kobta gira no ar e dispara o canhão portátil, usando sua técnica de Sentinela Implacável.

O impacto é monstruoso — o trog é arremessado vários metros, espirrando areia e sangue.

Outro trog se lança sobre Anastacia, mas encontra o Campo de Força dela firme como vidro arcano.


O Contra-Ataque Mágico

Anastacia tenta Amendontrar, mas aquelas bestas parecem incapazes de compreender medo ou dor — a necromancia ecoa em vão. Ela recua, envolvendo-se em seu Manto de Sombras.

Kobta dispara novamente seus canhões portáteis: outro trog voa como uma marionete cortada dos fios.

Zanzertein lança Adaga Mental, que falha contra a mente primitiva da criatura, e segue com Discrição conjurada de forma célere.

Sir Finley executa uma pirueta para se levantar e tenta golpear com o chicote… erra, mas seus movimentos denunciam: o próximo ataque será letal.


Retaliação Fétida

Um trog ergue os braços e expele seu odor pútrido — um miasma nojento que atinge Kobta e Zanzertein, deixando ambos nauseados.

Outro trog tenta atacar Kobta com mordida e alfange, mas os kobolds espelhados o confundem completamente.

Anastacia responde invocando o Crânio Voador de Vladslavi, cuja aura necromântica cintila no ar noturno. Mas de novo os trogs resistem ao efeito.

Glomer avança com seu florete defensivo.

Ao perfurar o trog, desencadeia um disparo químico: extrato de gelo eterno.

A criatura de sangue frio urra — seu corpo treme, congelando por dentro.


Reforços e Sinergia

Kobta coordena suas ações com Karameikos:

— “Velho, dá aquela força!”

O mago concede Velocidade ao ventanista e Curar Ferimentos a Sir Finley.

Agora dopado de precisão e adrenalina, Kobta dispara o canhão portátil, jogando mais um trog pelos ares. Um tiro de pistola engrena com o movimento e acerta outro alvo.

Glomer é cercado, mas o golpe destrói apenas uma de suas imagens espelhadas.

Kobta, como máquina de morte, dispara novamente o bacamarte atingindo dois trogs de uma só vez.


Algo Maior se Aproxima

O chão vibra.

Um verme de areia colossal rompe a superfície, aproximando-se em linha reta do combate.

Anastacia age rápido e conjura Névoa Sólida, reduzindo sua visão e velocidade.

Glomer lança bombas, que explodem entre os trogs restantes, queimando carne e quebrando ossos.

Zanzertein, em Oração, invoca as bênçãos de Wynna sobre o campo de batalha.

Com tiros precisos, Kobta elimina o último trog que ainda se debatia.


Contra o Verme de Areia

O verme surge com brutalidade, mas Kobta dispara um tiro instantâneo, usando a velocidade para devolvê-lo vários metros para trás — o suficiente para aproximá-lo do último trog agonizante.

Sir Finley, aproveitando a brecha, golpeia o verme com o chicote envenenado antes que ele seja arremessado.

O verme reage instintivamente: agarra o trog e devora-o inteiro.

Zanzertein conjura Amarras Etéreas, prendendo o monstro.

Glomer voa ao ativar sua engenhoca de asas artificiais e se posiciona melhor.

Sir Finley, segurando o canhão portátil de Kobta, dispara um tiro perfeito — um ataque furtivo devastador atinge um ponto vital do verme.

Glomer salta e rasga a carapaça da criatura com sua cimitarra, injetando mais extrato de gelo eterno direto na carne exposta.


O verme estremece.

Zanzertein lança uma Adaga Mental certeira — o monstro fica atordoado.

Kobta, por fim, ergue sua bazuca improvisada…

…e o impacto final parte o verme ao meio, espalhando vísceras e areia quente pelo campo.


Depois da Batalha

Zanzertein recupera sua mana com a Súplica Mística.

Glomer aciona sua engenhoca de farejar fortuna e encontra um tesouro enterrado pelos trogs — jóias roubadas, moedas corroídas e amuletos antigos.


O deserto volta ao silêncio.

E os Cobra Véia se preparam para o próximo perigo.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Copilot. 

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

📚 Três elfos, três cicatrizes





Raisenzan observou o Parvatar pulsar em nossa posse, agora carregado com três das quatro energias primordiais. Sua expressão, sempre severa, vacilou por um instante.

— O último vestígio  — repousa nas Montanhas Uivantes… — disse ele, com a voz pesada. — E para encontrá-lo, precisarão da orientação de alguém muito… especial. Procurem Beluhga.

O salão ficou em silêncio.

Até os aventureiros mais calejados se entreolharam, atônitos.

Alguns juravam que o Beluhga havia desaparecido séculos atrás. Outros diziam que ele morrera. Mas, segundo Raisenzan, algo de sua essência ainda vagava naquelas montanhas sombrias e ululantes.


⚙️ Preparativos e cirurgias improváveis

Enquanto os Cobra Véia se preparavam para a nova missão, Gyodai, de forma muito peciar, marchou até o Centro Médico dos Monstros.

Carregava consigo um braço de orc mutante, ainda rígido e marcado por veias escuras, e uma carta assinada por ninguém menos que Diamante Orihalcon.

O lefou exigiu — com a naturalidade de quem pede um polimento — uma cirurgia de enxerto. Os médicos apenas suspiraram, acostumados às suas excentricidades.

Enquanto isso, o resto do grupo comprava itens, reabastecia estoques, preparava bombas, pergaminhos, poções e engenhocas. Era a calmaria tensa antes da próxima tempestade.


🐡 A missão inesperada de Takifugo


Foi então que surgiu Takifugo, o misterioso tritão mensageiro de Ezequias Heldret.

— Antes das Uivantes, há algo que precisam fazer.

Seu tom indicava urgência — e quando Takifugo falava assim, era porque Ezequias tinha um interesse real.

Ele não nos deu tempo para discutir.

Em vez disso, apresentou-nos Professora Sheestella, da Academia Arcana.

Zanzertein a reconheceu imediatamente. Ambos haviam sido tutores da Academia em épocas diferentes.

Sheestella olhou demoradamente para o mago, tentando encaixar o rosto na memória.

Quando Anastacia se aproximou, uma estranha e triste sinergia tomou forma:

Os três elfos haviam passado por Tapista — haviam sentido o peso da escravidão — e todos carregavam as cicatrizes visíveis e invisíveis que apenas quem viveu em Lenórien realmente entenderia.

Foi um reencontro silencioso, mas poderoso.


🧪 A missão da professora

Sheestella explicou que precisava de escolta para uma pesquisa arcana — algo delicado, quase secreto.

O pagamento era baixo.

Muito baixo.

Mas Takifugo havia recomendado a missão pessoalmente.

E quando alguém tão influente recomenda algo… os Cobra Véia sabem que aquilo tem importância maior do que parece.

Aceitamos.


🐍 O guia nagah

Após atravessrem um portal para o Deserto da Perdição, Sheestella nos apresentou seu companheiro de viagem: um nagah, de fala calma e movimentos ondulantes.

Zanzertein imediatamente ficou tenso — nagahs costumam ser devotos de Sszzaas, deus dos mistérios e traições.

E Sszzaas tinha interferido no destino de Zanzertein no passado, roubando-lhe o que poderia ter sido uma vida inteira como arqueiro — desviando-o para o caminho da magia.

O mago ficou atento.

Desconfiado.

Sempre com uma mão próxima ao grimório.

Mas durante a viagem pelo deserto, o nagah se mostrou um guia hábil.

Desviou-nos de emboscadas, atalhos perigosos e tempestades de areia invisíveis.

Não demonstrou hostilidade, nem ocultou segundas intenções.

Ao cair da noite, paramos em um ponto de repouso natural.

Zanzertein ergueu um Refúgio Arcano, garantindo proteção para o descanso.

Foi então que percebemos a tatuagem do nagah.

Uma pena e um pergaminho.

Brilhando suavemente.

O símbolo de Tanna-Toh, deusa do conhecimento.

Zanzertein relaxou pela primeira vez desde que o vira.

O nagah não era servo de Sszzaas.

Era um estudioso, um buscador da verdade.

Dormimos tranquilos.


🐺 Chacais na noite

Ou melhor… tentamos.

No meio da madrugada, o uivo seco dos chacais ecoou do lado de fora.

As sombras bateram contra o campo arcano do Refúgio.

Kobta acordou primeiro — ou os Kobtas — sacando as três pistolas com a fluidez de um único movimento ensaiado.

Não eram pistolas, eram mini canhões!

Três tiros cortaram a noite.

Um chacal caiu antes de tocar o chão.

Sir Finley levantou-se com o chicote já estalando no ar.

Um golpe rápido entre chicotadas e linguaradas, preciso.

E o segundo chacal foi reduzido a silêncio.

A ameaça dissipou-se tão rápido quanto chegara.

Voltamos a dormir, embora com um olho meio aberto.


🌬 E agora?

Nas primeiras horas da manhã, quando o sol tocava o deserto com seu calor cruel, todos sentimos a mesma coisa:

O próximo passo seria perigoso. Muito perigoso.

Takifugo havia dito que ainda precisávamos de mais conhecimento, mais experiência…

Mas que tipo de desafio exigiria isso antes mesmo de chegarmos às Montanhas Uivantes?

Que forças se movem no deserto?

E o que a professora Sheestella realmente procura?


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA pelo Copilot. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

A Queda de Thalliathos



O ar tremia sob o rugido de Thalliathos. As chamas de seu hálito dracônico crepitavam contra o campo de força invisível que tremeluzia diante dos heróis, enquanto o medalhão rubro preso ao peito da criatura pulsava como um coração maligno.

Anastacia ergueu as mãos, os olhos brilhando em um azul necromântico. As palavras de Mente Divina ecoaram como um cântico sagrado invertido, elevando o raciocínio do grupo — e então ela tentou quebrar o foco arcano do medalhão. O poder dela colidiu com a energia do artefato, mas o dragão rugiu e resistiu. O medalhão permaneceu vivo, irradiando poder.

Gyodai, ainda envolto pela fúria arcana da Transformação em Guerra, desfez seu efeito e, num movimento fluido, invocou o Punho de Mitral. O chão rachou quando seus múltiplos braços golpearam em uníssono, martelando as escamas do dragão como o toque de um deus ferreiro.

Sir Finley avançou sem hesitar. A fé em Valkaria o blindava do medo ancestral. Seu chicote sibilou no ar, serpenteando com precisão até atingir os olhos do monstro. Um rugido ensurdecedor sacudiu as pedras — o dragão estava cego.

Kobta, o quinteto de kobolds oculto sob uma única máscara, girou sobre si com graça ventanista. Suas três pistolas cantaram juntas, cuspindo relâmpagos de pólvora e truque. Os tiros ricochetearam no campo de força do dragão, mas forçaram-no a recuar.

Glomer girou um frasco fumegante, riu com dentes de ossos e lançou uma bomba agitada. A explosão iluminou o salão, forçando Thalliathos a erguer outro escudo mágico — as chamas refletiram em suas escamas avermelhadas como se o mundo derretesse ao redor.

A cada feitiço do dragão, Anastacia o interceptava com contramágicas certeiras, desmanchando encantamentos no ar antes mesmo que se formassem.

Gyodai retornou à forma de guerra e desferiu um combo devastador com seus múltiplos membros — o som metálico dos impactos ecoou como sinos de destruição.

Furioso, Thalliathos contra-atacou. Suas garras falharam ao atingir o lefou, distorcidas pela aura de Desprezar Realidade, e ao morder, deixou a mandíbula vulnerável a um contragolpe titânico — o punho de Gyodai acertou em cheio, quebrando escamas.

O dragão, em um último ato de desespero, lançou seu sopro flamejante. O inferno se abriu. Gyodai escapou com um salto dimensional, desprezando a realidade, mas Anastacia, envolta em névoa sombria, ergueu um campo de força e sacrificou seu servo morto-vivo para conter parte das chamas.

As balas de Kobta e o chicote envenenado de Sir Finley rasgavam o ar — o veneno corroía, o ácido de Glomer fervia nas feridas abertas.

Anastacia invocou as trevas de Profanar, e o chão tremeu sob o peso da necromancia. Num gesto final, tocou o corpo de Thalliathos com Infligir Ferimentos, e o poder da morte percorreu as veias do dragão.

O medalhão rachou. O rubi no peito do monstro brilhou em chamas líquidas antes de se dissolver em fumaça incandescente. O corpo colossal tombou, e do coração queimado emergiu uma energia elemental do fogo, que o grupo canalizou para dentro do Parvatar.

Quando a luz cessou, Sidom, o profeta de Thyatis, surgiu entre as cinzas. Sua voz ressoou grave:

“Este feudo, agora livre, será restaurado.”

Schaven assentiu, e os heróis, exaustos mas vitoriosos, invocaram sua nuvem voadora. Partiram rumo a Vectora, onde seriam recebidos por Raisenzan — e onde novos ventos de guerra já aguardavam.


Raisenzan, surpreso, admite:

“Vocês sobreviveram ao impossível.” 


Gyodai é o primeiro a falar e diz que provou o seu valor. Raisenzan engole seco e está surpreso em ver que o Lefou voltou vivo. Ele nos parabeniza e prepara a próxima missão, para as Uivantes.

Gyodai apenas sorri.

A próxima missão — nas Uivantes — já os aguarda.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA pelo Copilot. 

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

O Banquete da Queda



No horizonte, erguia-se um castelo magnífico, como um trono esculpido para desafiar os céus. À sua frente, surge uma figura sagrada: um sacerdote de Thyatis, envolto em mantos brancos e dourados que ardiam com chamas divinas e símbolos de fênix. Seus olhos proféticos pareciam atravessar almas — não julgando, mas prevendo.

Suas palavras nos alcançam como brasa e consolo:

“Estamos em Tyros… e os olhos das divindades estão sobre vocês. Perseverem, e renascerão em glória.”

Sentimos uma força sagrada reforçar nosso espírito — como se cada fé ali fosse reconhecida e posta à prova sob o olhar dos deuses.


Fomos conduzidos ao coração do castelo de Thalliathos.

O salão de jantar mais parecia um templo arcano dedicado à supremacia dracônica:

Tapeçarias carmesim bordadas em ouro formando escamas vivas

Um lustre em forma de garra monstruosa segurando um rubi pulsante.

Estantes repletas de tomos proibidos, reagentes alquímicos e escamas verdadeiras.

Faíscas mágicas no ar, como ecos de rituais que jamais cessam.

O ar tinha cheiro de incenso e enxofre — poder e obsessão misturados.

Então ele entrou.

Thalliathos.

Meio-dragão. Meio-homem. Cem por cento ambição.

Escamas vermelhas e negras, olhos de tirano arcano, um rubi vivo cravado ao peito, pulsando com magia e destino. À sua sombra, seu guia espiritual — Varzokh, o clérigo de Megalokk, marcado em carne e espírito pela devoção aos monstros.

A tensão ruiu quando Schaven tomou a palavra:

“Vim cobrar os tributos. Ou pagará com a vida.”

Thalliathos sorriu com gelo e fogo nos olhos:

“Então será com a vida. E não a minha.”

As cadeiras arrastaram. O ar vibrou. O banquete tornou-se campo de batalha

Gyodai, tomado pelo sussurro da Tormenta, perde-se em visões. Anastacia o desperta — e naquele instante, o próprio Aharadak invade sua mente, sua voz como trovão engolido por carne:

“Sou o Deus da Tormenta. Não apenas use meu poder. Reverencie-me.”

O dom divino se derrama. Gyodai desperta — com fome de combate e diz que oferece esses inimigos como vitimas de Aharadak.

Sombras tomam parte do salão pela magia de Anastacia, cegando Varzokh. O chicote de Sir Finley pinga toxinas e esporos mortais; seu frasco alquímico explode contra o clérigo, paralisando-o.

Thalliathos ergue as mãos para conjurar — mas Anastacia rasga sua magia antes de nascer.

Então, o príncipe ruge um nome proibido:

“Edauros — me conceda o Talho Invisível!”

Um corte invisível atravessa o salão.

Glomer cambaleia, ossos expostos quase rompendo. Gyodai e Anastacia levantam campos de força. Finley esquiva como uma flecha de carne. Kobta, do outro lado da mesa, emerge já com sorrisos e pólvora.

Três pistolas, três braços, três disparos.

O cajado de Varzokh flutua, interceptando, e o sangue do clérigo jorra em sacrifício involuntário.

Glomer ergue sua engenhoca defensiva — engrenagens, luz arcana e coragem mecânica.

Varzokh tenta curar, mas Anastacia responde com trevas e velocidade: Gyodai torna-se meteoro de carne e Tormenta.

Ele rasga sua própria realidade, conjura Transformação em Guerra, asas de barata surgem como blasfêmia e ele investe.

Golpe após golpe — mas o dano se desvia, caindo sobre Varzokh, o receptáculo devoto.

Sir Finley chuta o destino: venenos raros, cogumelos assassinos, um golpe furtivo e uma lambida mortal. Carne rasgada, veneno infiltrado — e Varzokh cambaleia, prisioneiro do próprio dogma.

Thalliathos tenta subjugar Gyodai com amendontrar — mas novamente Anastacia corta o destino com contramágica afiada como ódio.

Kobta, invisível, dispara — e o sangue continua a cair do clérigo.

Glomer responde com fogo, óleo e engenho — explosões iluminam o salão.

Quando a fumaça se dissipa, Varzokh ergue o rosto ensanguentado, sorriso de fanático quebrado:

“O ritual… está pronto…”

E então cai morto.

...

...

O rubi no peito de Thalliathos pulsa como coração divino.

Rachaduras rubras.

Luz infernal.

Um grito que é fome, magia e legado.

O rubi se rompe.

O ar treme.

Carne e escamas se fundem, ossos se alongam, asas se rompem em labaredas.

Diante de nós, ergue-se não mais um príncipe.

Mas um Dragão Vermelho.

Gigantesco.

Colérico.

Coroado pela monstruosidade de Megalokk e pela ambição.

O combate… está longe de terminar...


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagem gerada por IA pelo Copilot, prompt pelo Claude.

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

🐉 As Serpes de Megalokk

 



As Serpes estavam diante de nós — sombras aladas recortando o horizonte abrasador, seus rugidos ecoando como trovões profanos. Gyodai permanecia imóvel por um instante, perdido nos devaneios da Tormenta, com os olhos tingidos de rubro e insanidade. O ar ao seu redor tremia.

Kobta — ou melhor, os Kobtas — se movem em perfeita sincronia. Um quinteto de sombras reptilianas, cada um empunhando uma pistola prateada. Ele engole uma poção de velocidade, e seu corpo parece dobrar o tempo ao redor. As vozes sussurram o mesmo feitiço, preparando uma firula inspiradora que mais parece um balé da morte. As pistolas disparam em sequência — PÁ! PÁ! PÁ! — e uma das Serpes ruge ao ser perfurada no ar, sua carne chamuscada por pólvora mágica.

De repente, o chão se rasga.

Surge Cerianthar, um monstro abissal com uma bocarra que mais parece um abismo vivo e tentáculos retorcidos como raízes infernais. Ele ataca Kobta com fúria, mas os kobolds ladinos se espalham como ecos. Um deles ergue o Escudo da Fé, e a explosão mística rebate os tentáculos, queimando-os com luz sagrada.



Outro Cerianthar emerge ao lado de Sir Finley, agarrando-o com um golpe que faz o ar escapar de seus pulmões. Um dos tentáculos crava na perna direita do tabrachi, rasgando carne e deixando um rastro de sangue escuro e escaldante. Finley, mesmo contorcendo-se de dor, reage — a língua dispara como um chicote vivo, perfurando o olho do monstro e espalhando um líquido espesso e fétido.

Enquanto isso, Anastásia ergue seu tomo necromântico, e o ar muda. Uma onda fria percorre o campo de batalha. Com um gesto, ela lança Amendontrar — e o medo se espalha como uma doença. As Serpes hesitam, tremendo sob o poder da necromante. Logo, uma névoa espessa envolve o grupo, ocultando aliados e confundindo os inimigos.

As Serpes atacam.

Uma delas crava o ferrão em Finley — o veneno escorre, mas o tabrachi range os dentes e resiste. Kobta gira entre disparos e fumaça. As balas mágicas cortam as asas de uma Serpe, e ela despenca em meio a gritos estridentes.

Glomer, sempre imprevisível, arremessa uma de suas bombas artesanais. A explosão consome uma das Serpes, que cai ardendo em chamas verdes.

Do alto, surge uma nova presença.

Uma Serpe Anciã — enorme, majestosa e hedionda. Suas escamas brilham com luz corrosiva, e seus olhos revelam a mente fria de uma fera criada por Megalokk.

Gyodai desperta.

O lefou rosna, as veias rubras pulsando com energia da Tormenta. Ele salta dimensionalmente, surgindo ao lado de Sir Finley e o arrastando para longe dos tentáculos do Cerianthar. Um campo de força se ergue, faiscando contra os golpes grotescos.

Kobta, sem hesitar, gira suas pistolas e dispara seu ataque especial. Três tiros ecoam em harmonia — um em cada coração que a Serpe possuía. O monstro se contorce e desaba.

Mas o campo de batalha continua vivo.

Tentáculos golpeiam, fogo cai do céu, e a névoa brilha com energia necromântica.

Finley, com a perna ferida, avança mancando e acerta o Cerianthar com um golpe preciso de seu chicote envenenado, quebrando um dos tentáculos.

Anastásia conjura Mente Divina em Massa, e a clareza invade nossas mentes. Em seguida, o Manto das Sombras cobre a conjuradora, a em silhuetas etéreas.

As Serpes rugem, despejando ácido sobre nós. Kobta salta e rola, escapando com a leveza de uma folha. As gotas que tocam o chão fumegam e derretem a pedra.

Gyodai, em fúria, ativa Velocidade e Armamento da Natureza. Seus múltiplos braços se movem como lâminas carmesim, golpeando o Cerianthar até atordoá-lo, rasgando-lhe a bocarra em duas.

Kobta dispara outra sequência — três tiros precisos, e mais uma Serpe despenca, quebrando as asas em queda.

Finley finaliza o Cerianthar atordoado com um estalo de chicote que o corta ao meio.

Então, a Serpe Anciã avança.

Anastásia ergue sua varinha e conjura Metamorfose. Num lampejo grotesco, a fera se retorce e se transforma — penas negras surgem onde havia escamas. Uma galinha preta gigante cacareja em desespero.

Outra Serpe é cegada pela Escuridão e ataca às cegas, errando Glomer por um fio.

Gyodai agarra a “galinha anciã”, e seus golpes caem como martelos, quebrando ossos, esmagando asas, e tingindo o chão de sangue. Kobta dispara, Sir Finley chicoteia com crueldade, e Anastásia invoca um Miasma Mefítico que apodrece o ar.

Com um último golpe, Gyodai derruba a galinha anciã inconsciente.

Kobta dispara uma última salva de tiros, e Sir Finley finaliza a Serpe restante com uma chicotada que ecoa como um trovão. Silêncio.



Mas o silêncio não dura.

A galinha anciã começa a brilhar, deformando-se de volta à sua forma dracônica. Com um rugido que sacode o solo, ela se liberta e voa aos céus, como se retornasse à vontade de Megalokk.

Uma luz brilha sobre nós — não de bênção, mas de recompensa brutal. A energia da fera se dispersa, restaurando nossa força e mana. Uma dádiva involuntária do deus dos monstros.

Enquanto removemos o veneno das feridas, Gyodai se aproxima de Schaven, observando-o de longe, mas com voz firme:

“Que tipo de habilidaddes tem o seu irmão, o barão de Tyros?”

Schaven o encara com um meio-sorriso.

“Um estudioso. Mas… um estudioso do tipo perigoso. Um arcanista muito dedicado.”

Gyodai fecha o punho, e as runas rubras brilham sob sua pele.

A próxima batalha — uma guerra de feitiços e poder arcano — já se anuncia no horizonte.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA por Rafael Soares. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Estrada das Crias de Megalokk

 



Seguimos pela estrada poeirenta rumo ao feudo de Tyros, sob o sol impiedoso de Sckarshantallas. O vento seco carregava o cheiro de ferro e enxofre — um presságio. As terras pareciam amaldiçoadas, pois a cada milha, novas crias de Megalokk, o Deus dos Monstros, emergiam do nada. Nenhum de nós cogitou recuar. A estrada era um campo de provação, e nós, os Cobra Véia, a lâmina que resistia ao caos.

O chão estremeceu. Do pó, ergueram-se os Oxxdon — aberrações de escamas e quitina, parte lagarto, parte gafanhoto, com antenas faiscantes e caudas bifurcadas que zumbiam com energia elétrica.

Gyodai avançou primeiro. Um rosnado gutural ecoou em sua garganta enquanto conjurava Névoa da Tormenta, obscurecendo o campo e confundindo os inimigos. Seu corpo pulsava com energia viva — a tatuagem de Armamento da Natureza brilhou como lava sob a pele. Um dos Oxxdon investiu contra ele, mas o lefou ergueu um escudo arcano que crepitou sob o impacto.

Sir Finley, com frieza de assassino, embebeu seu chicote em Peçonha Concentrada e essência de sombra. O som do couro cortando o ar foi seguido por um estalo seco — o golpe certeiro atingiu um ponto vital, e o monstro contorceu-se em dor enquanto sangue elétrico jorrava, faiscando no chão.

A resposta foi brutal: uma onda eletromagnética se espalhou em todas as direções. O ar cheirava a ozônio e carne queimada. Gyodai se protegeu com um novo campo de força, enquanto as faíscas carbonizavam o solo à sua volta.

Tomado pela fúria da Tormenta, Gyodai ativou Empunhadura Rubra e Visco Rubro. Suas veias brilharam em vermelho incandescente, e seus múltiplos braços se moveram em um frenesi impossível. O lefou lançou Concentração em Combate, depois Punho de Mitral — seu punho brilhou como aço vivo ao atravessar a carapaça do Oxxdon. O impacto fez a criatura tremer, cuspir sangue negro e cair em pedaços fumegantes. A manopla de Gyodai se desintegrou sob o esforço, reduzida a cinzas.

Kobta entrou na dança, disparando suas três pistolas em sequência. Cada tiro era uma nota em uma sinfonia de destruição. As balas perfuraram o abdômen do Oxxdon restante, arrancando-lhe jorros de líquido ácido.

Sir Finley continuou seu massacre, girando o chicote envenenado como uma serpente faminta. Ao lado dele, Gyodai conjurou mais uma vez o Punho de Mitral, enquanto o chão vibrava com a energia pulsante das ondas eletromagnéticas. O lefou riu, desprezando a realidade, ignorando o próprio sofrimento e o caos à sua volta.

Kobta manteve-se à distância, disparando metodicamente para evitar o campo elétrico. Quando uma descarga se aproximou, ergueu o Escudo da Fé, protegendo Gyodai em um lampejo de luz divina.

Sir Finley não hesitou — seu golpe Assassinar atingiu o pescoço de outro Oxxdon, arrancando-lhe a vida num espasmo convulsivo. O corpo caiu, e logo quatro novas criaturas emergiram do solo rachado, acompanhadas de um colosso: o Oxxdon Alfa, reluzindo como uma estátua viva de ferro e relâmpago.

Mas Anastásia interveio. Seus olhos brilharam com magia necromântica, e com um gesto frio ela lançou Metamorfose — o gigante tremeu, gritou... e diante de nós, restou uma ovelha. Uma ovelha monstruosa, desorientada, inofensiva em seu desespero.

Gyodai não perdeu tempo. Avançou como um furacão de membros e socos, esmagando ossos e carne. O chão se tingiu de sangue e peles carbonizadas. Kobta aproveitou a brecha, disparando contra os demais Oxxdon, enquanto Sir Finley chicoteou a pobre criatura transformada, o chicote doutrinador estalando com precisão cirúrgica. O golpe final arrancou-lhe um último grunhido de dor antes que o corpo tombasse inerte.

Anastásia ergueu as mãos novamente — Infligir Ferimentos — e a última criatura caiu, seu corpo retorcido e consumido por trevas.

O silêncio se fez. O cheiro de ozônio e carne queimada tomava o ar. Recuperamos as forças com poções, essências de mana e o viscoso muco revigorante de Gyodai. As feridas se fecharam com dor, as bolhas de queimadura ainda latejando.

Seguimos adiante, cambaleantes mas determinados. Ao longe, o horizonte tremeu — asas. As próximas crias de Megalokk se aproximavam. As Serpes haviam nos encontrado.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA por Rafael Soares.