terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Vila de Korm



Os Duyshidakk foram finalmente derrotados.

O campo de batalha silenciou… restando apenas os últimos membros do bando, ainda presos em formas grotescas de pudins instáveis, incapazes de recuperar sua identidade.

Então Zanzertein avança.

Ele ergue o Olho de Sszzaas, o artefato pulsando com mistério antigo.

“Wynna aceita toda magia — até a que nasce da dúvida.”

Canalizando o domínio da deusa sobre o artefato, o mago roga ao Senhor dos Mistérios que trace um Círculo de Restauração. A energia se expande como uma mandala invisível, fechando feridas, acalmando dores e devolvendo parte do vigor mágico aos Cobra Véia.

Revigorados, os heróis seguem adiante.


Vila de Korm

Por fim, as muralhas da Vila de Korm surgem sob o céu cinzento.

Alguns itens tomados dos Duyshidakk são vendidos — um ferreiro local e seu filho ajudam com honestidade e habilidade, aliviando peso e reforçando recursos.

Na taverna mais aconchegante da vila, o grupo decide buscar informações locais. Entre copos e murmúrios, surge um nome recorrente:

Kirima, o guia local, conhecedora dos caminhos e perigos da região.

Cansado, Zanzertein se recolhe a um quarto para descansar a mente exaurida.

Bolgg, por outro lado, resolve cuidar do corpo — chama uma acompanhante que oferece serviços de massagem, e ambos, após interagir na noite, desaparecem escada acima.


Canções, Segredos e Presságios

Na área comum da taverna, Lyraleimirandathariel se apresenta a Jalin.

Uma barda, olhar atento e voz treinada. Jalin convida Anastácia para a conversa.

Ela fala sobre o poder das notas musicais — como podem inspirar coragem, provocar medo ou arrancar verdades escondidas. Diz desejar acompanhar Jalin, reforçando suas performances e talentos bardos.

Então, ela canta.

A melodia cresce, acelera… e algo muda.

Lyraleimirandathariel entra em transe, e através da música revela o que sabe sobre o Santuário de Beluhga:

A caverna se volta contra aqueles que a adentram.

Há alguém esperando lá dentro.

E um nome ecoa entre os versos: Bhalorg.

O presságio paira no ar como gelo prestes a cair.


Sangue na Taverna

Apósuma noite tranquila,  sons de alvoroçochegam com o amanhecer.

Uma multidão se forma do lado de fora. Guardas tentam conter o povo.

Na parede, um símbolo pintado em vermelho — sangue fresco.

No chão, um cadáver, ainda quente.

A guarda Cassidy se aproxima. Os soldados dispersam a multidão enquanto ela explica:

estão ali para apagar o símbolo de Aharadak.

O morto era o ajudante do ferreiro que haviam visitado no dia anterior.


Vozes Além da Morte

Zanzertein dobra a luz e o olhar do mundo.

Ele conjura Invisibilidade sobre Anastácia — a realidade simplesmente se esquece dela.

Então, Anastácia se ajoelha ao lado do corpo.

Sua voz não ecoa no ar… ecoa no além.

Ela conjura Voz Divina, permitindo que os mortos respondam.

O cadáver desperta o último sopro de consciência.

Seu nome era Magnus.

Ele não viu seu assassino.

Mas afirma, com ódio ainda preso à alma, que os guardas eram seus inimigos — e aponta para o símbolo na parede.

Antes de silenciar de vez, Magnus deixa nomes… fios soltos de uma verdade maior:

Cassidy, guarda

Honório, guarda minotauro

Mallory, apotecária — sua irmã

Willy, o ferreiro

Kellon, juiz de Khalmyr


O espírito se dissipa.

E o mistério de Korm apenas começa.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Leonardo.IA.


domingo, 1 de fevereiro de 2026

Goblins Pudins.

 


Os goblins transformados em pudim estremecem, tentam recuperar suas formas originais, mas a magia os mantém presos em corpos ridículos e instáveis de pudins.

Um deles mira Jalin e dispara um foguete explosivo.

O artista gira no último segundo, como se estivesse dançando para uma plateia invisível, e o projétil explode onde ele estava instantes antes.

Outro goblin lança um míssil congelante contra Aric, mas a proteção persiste.

Zanzertein havia tecido uma lógica arcana sólida — e o frio simplesmente não encontra espaço para agir.

Jalin é atacado por uma garra longa mecânica; ele rebate o golpe com o próprio chifre, arrancando faíscas, visivelmente irritado por continuar sendo alvo. Saca sua pistola e dispara — o tiro acerta, mas a armadura tecnológica do goblin absorve quase todo o impacto.

Então Anastácia age.

Ela sussurra algo que não pertence ao mundo dos vivos.

A magia Rogar Maldição se crava em Belchior, corroendo sua mente e espírito. O hobgoblin sente o peso da morte iminente: amaldiçoado, esmorecido, enfraquecido.

Zanzertein redesenha a lógica do mundo com um gesto exato.

Outro goblin se contorce e é reduzido a um pudim amorfo, sua forma dissolvida pela Metamorfose.

Belchior tenta retaliar contra Anastácia — mas ela é apenas sombra e ausência, incorpórea sob o Manto das Sombras.

Um goblin tenta atingir Aric com sua garra mecânica, mas o parodista escapa com um passo exagerado, quase teatral.

Jalin encosta a mão na bainha mágica.

Ele sorri, como quem anuncia o próximo ato.

Sua pistola recebe Arma Mágica — agora eletricidade dança pelo cano.

Anastácia ergue a mão novamente.

Sombras se arrastam até seus dedos.

O Crânio Voador de Vladslav atravessa o ar e explode contra Belchior, deixando o hobgoblin abalado, o espírito vacilante.

A realidade aceita o argumento de Zanzertein.

Ele lança Velocidade em Aric.

Aric dispara para frente, rápido demais para olhos comuns.

Com Presa da Serpente Maciça, atravessa a defesa de Belchior e o derruba com um golpe devastador.

Aric se afasta, bebe uma poção e recupera o fôlego.

Os goblins-pudim ainda tentam voltar ao normal. Falham novamente.

Jalin não perde tempo: um tiro preciso atravessa um deles.

Anastácia impõe outra Maldição, afundando mais um na decadência.

Aric ataca outro, deixando-o cego, incapaz de reagir.

Jalin encosta o cano da pistola diretamente na massa trêmula de um pudim.

“Fim do espetáculo.”

O disparo o reduz a nada.

Anastácia aplica um bálsamo de drogadora, fechando seus próprios ferimentos com eficiência sombria.

Aric destrói outro pudim sem cerimônia.

Então Zanzertein dá um passo à frente.

Ele fala com a mente, não com a voz.

Conjura Súplica Mística, seu feitiço assinatura, invadindo os últimos ecos da consciência de Belchior e exigindo arrependimento — em troca, a magia residual do hobgoblin flui para o mago, restaurando parte de seu poder arcano.

Jalin finaliza mais um goblin-pudim com Adaga Mental, atordoando-o antes de um disparo certeiro de sua pistola de adamante.

Por fim, Anastácia profanar o terreno e, com um gesto frio, convoca Tentáculos de Trevas, que se erguem do chão e aprisionam o último goblin, encerrando o combate sob o domínio absoluto da necromante.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA pelo Copilot. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

❄️ Rumo às Montanhas Uivantes — O Encontro com Belchior





A jornada rumo às Montanhas Uivantes começou sob presságios de gelo e silêncio.

Antes de encarar o coração da cordilheira, os Cobra Véia fizeram uma última parada no sopé das montanhas, onde o vento já cortava como lâminas invisíveis. Ali, poções de suporte ambiental foram consumidas, envolvendo cada um em um calor artificial que lutava contra o frio sobrenatural da região.

Zanzertein, sentindo que forças além do mundo material observavam aquele caminho, conjurou Contato Extraplanar, rasgando o véu entre planos e invocando a orientação de um gênio do gelo — uma entidade ancestral, de voz como o estalar de geleiras antigas. Aric, sempre irreverente, replicou o feito em tom de paródia, arrancando um raro momento de leveza antes do pior.

Não demorou.

Uma nevasca colossal ergueu-se sem aviso, apagando o mundo em branco e rugido. O vento urrava como uma criatura viva, e o frio ameaçava congelar pensamentos. Com precisão arcana, Zanzertein conjurou Refúgio, criando um abrigo mágico onde o grupo escapou por um fio do abraço mortal da tempestade.

Quando o silêncio voltou…

não veio sozinho.

Sombras surgiram no céu.

Goblins emergiram do nada, cercando o grupo. Não eram saqueadores comuns: vestiam armaduras tecnológicas, cheias de engrenagens fumegantes, e montavam engenhocas voadoras que zumbiam como insetos metálicos. Um deles avançou e gritou, a voz distorcida por um modulador mecânico:

— “Quem ousa entrar nos territórios de Belchior?”

A resposta veio em fogo.

Um dos goblins disparou um foguete explosivo e, em seguida, um míssil congelante contra Bolgg. O bárbaro se lançou para o lado no último instante, sentindo o impacto rasgar o ar onde estivera segundos antes.

Outro goblin puxou um arco voltaico, disparando energia crepitante que atingiu Pitagoras e Zanzertein, fazendo a eletricidade dançar sobre seus corpos. Um novo míssil foi lançado contra Jalim, que escapou por pouco, rolando sobre a neve.

Então Jalim avançou.

Com uma apresentação impactante, teatral e ousada, ele quebrou o ritmo do combate, confundindo os inimigos, roubando sua atenção e transformando hostilidade em hesitação. Cada gesto, cada palavra, era calculado — e a vantagem se formava.

Anastacia envolveu-se no Manto das Sombras. Um simples estalar de dedos…

e um goblin foi reduzido a um inofensivo pudim de ameixa, caindo na neve com um som patético.

Zanzertein não ficou atrás. Outro inimigo foi transmutado em um pudim de coco, enquanto, com a Trama Célere, o mago ergueu uma Resistência à Energia avassaladora, protegendo os Cobra Véia contra todos os elementos — fogo, gelo, eletricidade e mais.

Agora preparados, avançaram.

Bolgg, envolto pela proteção arcana, investiu contra um dos goblins e desferiu um golpe devastador com sua espada executora. O ataque teria partido um goblin comum ao meio.

Mas não aquele.

A criatura apenas recuou um passo, ferida, mas longe de cair.

E então… ele apareceu.

Belchior.

Um hobgoblin imponente, vestindo uma armadura reforçada de tecnologia e guerra, montado sobre um lobo colossal, de olhos brilhando com fúria e inteligência. Sem dizer palavra, ele lançou sua montaria contra Bolgg, golpeando com força brutal.

O bárbaro ergueu sua defesa no último instante. O impacto ecoou pelas montanhas, e embora parte do dano atravessasse seu bloqueio brutal, Bolgg permaneceu de pé.

Respirando pesado.

Furioso.

Com o sangue fervendo e o orgulho ferido, Bolgg respondeu com um contra-ataque cheio de ódio e força primal, acertando Belchior e arrancando-lhe um grunhido de dor.

A neve ao redor foi manchada.

O verdadeiro combate…

estava apenas começando.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA pelo Copilot. 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O Olho e a Raposa



O elemental do veneno avançou com um silêncio ameaçador — uma massa fluida, grotesca, onde bolhas escuras se formavam e explodiam num sussurro tóxico. Então ele mergulhou sobre os heróis.

O corpo gelatinoso se espalhou como um manto assassino.

Glomer, feito apenas de ossos e magia, permaneceu impassível — o veneno simplesmente escorreu pelos vãos de seu corpo.

Sir Finley, engolido por inteiro, resistiu com teimosia e técnica, lutando para não respirar o vapor corrosivo.

Mas Zanzertein…

O velho elfo não teve a mesma sorte.

O veneno invadiu seus pulmões e veias como lâminas líquidas. Os olhos do mago turvaram. Suas pernas cederam. A morte se aproximou sem pressa — certa de seu prêmio.

E então Kobta se moveu.

Mais rápido que o pensamento, ele ergueu o Escudo da Fé, lançando-o diretamente sobre Zanzertein. Uma manta luminosa envolveu o elfo como um casulo, repelindo o veneno a centímetros da pele.

Zanzertein tossiu, ofegante, mas — vivo.

Os cinco kobolds do ventanista trocam olhares entre si. Nenhuma palavra era necessária.

Zanzertein devia sua vida a Kobta.

O elemental, indiferente ao heroísmo, avançou novamente. Kobta respondeu com uma chuva de disparos — bacamarte, pistolas, canhão portátil —, mas as balas atravessavam a criatura como se disparassem contra um pântano vivo.

Armas comuns não fariam nada ali.

A coisa era pura essência.

Apenas magia poderia feri-la.

Ferido, quase desmaiando, Zanzertein ainda encontra foco. Com esforço tremendo, lança Salto Dimensional, arrastando os Cobra Véia para longe — cem metros fora da masmorra.

O alívio dura pouco.

Ao longe, o céu se rasga com um rastro esverdeado.

O elemental voa, perseguindo-os, incansável, como um veneno que se recusa a sair do corpo.

Então reparam: o Olho de Sszzaas não está com ele.

Isso só significa uma coisa.

O artefato ficou na masmorra.

Sem hesitar, Zanzertein lança outro salto dimensional.

Eles retornam.

Entre respirações cautelosas, o mago recolhe o Olho de Sszzaas e toca o corpo sem vida de Tell Vaziri. O mundo parece silenciar quando ele encara o artefato — como alguém que encara um deus com quem já brigou demais.

E sussurra:

“Chega. Pare de atrapalhar.

Agora nos leve para um lugar seguro. — TELETRANSPORTE.”

A realidade se torce.

Os Cobra Véia surgem no sul do Deserto da Perdição.


...



O calor castiga. O mundo é areia e miragens — exceto por um toco de árvore seco… e uma raposa sentada sobre ele.

A raposa observa.

Sorri — e fala.

Pergunta se estão perdidos. Pergunta sobre o artefato.

O peso divino na presença dela é inconfundível.

Hyninn.

O deus da trapaça.

Zanzertein, ainda ofegante, explica o plano: o Olho será usado contra a Tormenta. E, com humildade calculada, pede ajuda.

Hyninn ri, divertido. Diz que pode guiar — mas quer ser lembrado quando a guerra chegar. E aponta um caminho com duas saídas:

Um portal leva ao caminho seguro.

O outro, ao caminho divertido.

Os Cobra Véia refletem por um instante.

E escolhem a diversão.

...

O mundo gira — e eles seguem para uma taverna acolhedora, cheia de luz, risadas e aromas deliciosos. Jardins verdes cercam o lugar. Hynnes sorridentes servem bebida, comida, descanso.

Mas Zanzertein sente.

Há algo errado.

Um peso invisível, doce, confortável — perigoso.

Um domínio de Marah.

Um lugar feito para receber viajantes… e nunca deixá-los sair.

Ele tenta alertar — mas já está sendo tomado pelas sutilezas da aura. A mente relaxa, o corpo afunda no banco.

— Talvez seja melhor ficar… — murmura.

Anastacia reconhece o feitiço na hora.

Com a ajuda de Kobta, Glomer e Sir Finley, ela o desperta — com firmeza, insistência e um toque de desespero.

O elfo respira fundo. Segura novamente o Olho.

E torce a própria sorte - TELETRANSPORTE.

Mais uma vez, o mundo se rasga.

Os Cobra Véia reaparecem próximos ao trajeto da cidade voadora — Vectora.

Exaustos. Vivos.

E, mais do que nunca, conscientes do peso que carregam.

O Olho observava.

E esperava.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Copilot. 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Sombras, Ossos e Traição

 



Das sombras da noite desértica, esqueletos armados com espadas enferrujadas emergem, rangendo ossos como portas de túmulos se abrindo. O silêncio pesado é quebrado quando Kobta executa sua firula inspiradora — o corpo impossível se desdobra em reflexos e poses exageradas, cinco kobolds agindo como um só, preparando o terreno para o massacre.

Zanzertein imbui o chicote de Sir Finley com luz sagrada, fazendo o couro brilhar como um sol espectral, enquanto o tabrachi espalha cuidadosamente sua peçonha alquímica — fórmulas pensadas não para carne, mas para ossos.

Os mortos avançam.

Kobta responde primeiro: um disparo de bazuca ecoa pelo salão, ativando sua Sentinela Implacável. Um esqueleto é lançado para trás como um boneco quebrado, ossos se espalhando pelo chão em estilhaços secos.

Antes que o combate escale, Anastacia estende sua vontade necromântica. Com palavras carregadas de poder sombrio, ela domina dois esqueletos, que cessam o ataque imediatamente e assumem posição de guarda, obedientes como cães ossudos.

O restante da horda não hesita.

Sir Finley avança, ativa sua tatuagem de concentração e chicoteia com precisão cirúrgica. Mesmo imunes a venenos comuns, os esqueletos estremecem — o tabrachi sabe exatamente onde a alquimia ainda dói, corroendo ligamentos arcanos que mantêm os mortos de pé.

Kobta alterna entre pistola e bacamarte, tiros precisos racham crânios, enquanto Zanzertein conjura Toque do Horizonte, elevando o potencial destrutivo das armas do ventanista.

Um a um, os esqueletos tombam.

Então, o chão treme.

Das profundezas da terra, uma Falange emerge, seguida por outra surgindo da parede oposta — construtos de ossos compactados, marchando como máquinas funerárias. Anastacia responde com Erupção Glacial, estacas de gelo rasgando o chão e derrubando uma das falanges, ossos congelados rangendo sob o peso do frio arcano.

Glomer entra em ação, arremessando estalinhos de guri. As explosões alquímicas fazem ossos voarem, fragmentos ricocheteando pelas paredes.

Zanzertein acelera Kobta com Velocidade e prende o campo de batalha com Teia, transformando o salão num emaranhado mortal. A falange tenta avançar — e é imediatamente empurrada de volta para a teia por mais um disparo brutal de Kobta, que a lança como um projétil de ossos.

No caos, um Selaco das Areias rompe o solo, investindo contra Kobta — mas atinge apenas um reflexo ilusório. Zanzertein reage rápido: Metamorfose. A criatura se contorce, encolhe… e vira um peixe inofensivo, debatendo-se no chão.

O silêncio dura um segundo.

Sir Finley assassina o peixe.

Um golpe perfeito. Um dano obsceno.

O peixe quase deixa de existir.

A falange restante tenta resistir, mas é dilacerada por explosões alquímicas, tiros de bacamarte e, por fim, aniquilada por um Miasma Mefítico conjurado por Anastacia, que dissolve a magia que a sustentava.

O Bulette, porém, resiste à metamorfose. Sua forma retorna em meio a uma aura cáustica, ácido queimando o ar. Kobta e Sir Finley se protegem, Anastacia permanece incorpórea. A criatura mergulha na areia, apenas para surgir novamente — e ser mais uma vez transformada em peixe.

Dessa vez, Glomer finca o florete, injetando alquimia diretamente na carne mutável.

Sir Finley finaliza.

O Bulette não volta.


A Traição Revelada

Horas depois, com as ruínas aparentemente seguras, Tell Vaziri e a professora Sheestella entram na sala, estudando os restos até o cair da noite.

Então, sem aviso…

Sheestella remove um cajado antigo da parede. Ele brilha em verde doentio.

Num piscar de olhos, ela teleporta para trás de Tell Vaziri e o atravessa com o cajado.

Morte instantânea.

Ela remove a máscara.

Uma Nagah.

Zanzertein empalidece. Ele sente a aura esmagadora do artefato — não é apenas um objeto sagrado.

É parte do corpo de um deus.


O Olho de Sszzaas.


Sheestella tenta dominar o poder… e falha.

O artefato se volta contra ela.

Um globo esverdeado a envolve. O Olho flutua sobre sua cabeça, ácido começa a pingar, queimando sua carne escamosa. A Nagah grita enquanto derrete, corpo se deformando, inflando, até se tornar uma bolha pulsante de veneno e ácido, respingando morte ao redor.

O chão sibila.

O ar queima os pulmões.

Um novo combate épico está prestes a começar.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Copilot. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

🌑 A Investida dos Ferani

 



A calmaria do deserto dura pouco:

Trogs da Tribo Ferani, empunhando alfanges irregulares lambuzados em veneno, irrompem das dunas com grunhidos guturais, o cheiro pútrido de seus corpos anunciando a emboscada antes mesmo que seus pés alcançassem o acampamento.


Abertura do Combate

Kobta reage primeiro.

Os cinco kobolds que compõem sua falsa persona se dispersam em um reflexo impossível — Imagem Espelhada. O ladino ventanista gira, faz uma firula inspiradora, sincroniza respiração e mira com precisão predatória. O combate começa antes mesmo de os trogs perceberem.

Zanzertein levanta o cajado e murmura as sílabas arcanas de Benção, envolvendo os aliados em uma luz mágica suave.

Sir Finley prepara uma peçonha espessa, revolvendo esporos de cogumelo com toxinas caseiras.


O Avanço dos Trogs

Um dos trogs investe contra Sir Finley. O alfange, tingido com um veneno esverdeado, rasga o ombro do tabrachi.

Finley cai, mas rola de forma defensiva, reduzindo o impacto do golpe — os ossos estalam, mas o assassino permanece consciente.

Kobta gira no ar e dispara o canhão portátil, usando sua técnica de Sentinela Implacável.

O impacto é monstruoso — o trog é arremessado vários metros, espirrando areia e sangue.

Outro trog se lança sobre Anastacia, mas encontra o Campo de Força dela firme como vidro arcano.


O Contra-Ataque Mágico

Anastacia tenta Amendontrar, mas aquelas bestas parecem incapazes de compreender medo ou dor — a necromancia ecoa em vão. Ela recua, envolvendo-se em seu Manto de Sombras.

Kobta dispara novamente seus canhões portáteis: outro trog voa como uma marionete cortada dos fios.

Zanzertein lança Adaga Mental, que falha contra a mente primitiva da criatura, e segue com Discrição conjurada de forma célere.

Sir Finley executa uma pirueta para se levantar e tenta golpear com o chicote… erra, mas seus movimentos denunciam: o próximo ataque será letal.


Retaliação Fétida

Um trog ergue os braços e expele seu odor pútrido — um miasma nojento que atinge Kobta e Zanzertein, deixando ambos nauseados.

Outro trog tenta atacar Kobta com mordida e alfange, mas os kobolds espelhados o confundem completamente.

Anastacia responde invocando o Crânio Voador de Vladslavi, cuja aura necromântica cintila no ar noturno. Mas de novo os trogs resistem ao efeito.

Glomer avança com seu florete defensivo.

Ao perfurar o trog, desencadeia um disparo químico: extrato de gelo eterno.

A criatura de sangue frio urra — seu corpo treme, congelando por dentro.


Reforços e Sinergia

Kobta coordena suas ações com Karameikos:

— “Velho, dá aquela força!”

O mago concede Velocidade ao ventanista e Curar Ferimentos a Sir Finley.

Agora dopado de precisão e adrenalina, Kobta dispara o canhão portátil, jogando mais um trog pelos ares. Um tiro de pistola engrena com o movimento e acerta outro alvo.

Glomer é cercado, mas o golpe destrói apenas uma de suas imagens espelhadas.

Kobta, como máquina de morte, dispara novamente o bacamarte atingindo dois trogs de uma só vez.


Algo Maior se Aproxima

O chão vibra.

Um verme de areia colossal rompe a superfície, aproximando-se em linha reta do combate.

Anastacia age rápido e conjura Névoa Sólida, reduzindo sua visão e velocidade.

Glomer lança bombas, que explodem entre os trogs restantes, queimando carne e quebrando ossos.

Zanzertein, em Oração, invoca as bênçãos de Wynna sobre o campo de batalha.

Com tiros precisos, Kobta elimina o último trog que ainda se debatia.


Contra o Verme de Areia

O verme surge com brutalidade, mas Kobta dispara um tiro instantâneo, usando a velocidade para devolvê-lo vários metros para trás — o suficiente para aproximá-lo do último trog agonizante.

Sir Finley, aproveitando a brecha, golpeia o verme com o chicote envenenado antes que ele seja arremessado.

O verme reage instintivamente: agarra o trog e devora-o inteiro.

Zanzertein conjura Amarras Etéreas, prendendo o monstro.

Glomer voa ao ativar sua engenhoca de asas artificiais e se posiciona melhor.

Sir Finley, segurando o canhão portátil de Kobta, dispara um tiro perfeito — um ataque furtivo devastador atinge um ponto vital do verme.

Glomer salta e rasga a carapaça da criatura com sua cimitarra, injetando mais extrato de gelo eterno direto na carne exposta.


O verme estremece.

Zanzertein lança uma Adaga Mental certeira — o monstro fica atordoado.

Kobta, por fim, ergue sua bazuca improvisada…

…e o impacto final parte o verme ao meio, espalhando vísceras e areia quente pelo campo.


Depois da Batalha

Zanzertein recupera sua mana com a Súplica Mística.

Glomer aciona sua engenhoca de farejar fortuna e encontra um tesouro enterrado pelos trogs — jóias roubadas, moedas corroídas e amuletos antigos.


O deserto volta ao silêncio.

E os Cobra Véia se preparam para o próximo perigo.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Copilot. 

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

📚 Três elfos, três cicatrizes





Raisenzan observou o Parvatar pulsar em nossa posse, agora carregado com três das quatro energias primordiais. Sua expressão, sempre severa, vacilou por um instante.

— O último vestígio  — repousa nas Montanhas Uivantes… — disse ele, com a voz pesada. — E para encontrá-lo, precisarão da orientação de alguém muito… especial. Procurem Beluhga.

O salão ficou em silêncio.

Até os aventureiros mais calejados se entreolharam, atônitos.

Alguns juravam que o Beluhga havia desaparecido séculos atrás. Outros diziam que ele morrera. Mas, segundo Raisenzan, algo de sua essência ainda vagava naquelas montanhas sombrias e ululantes.


⚙️ Preparativos e cirurgias improváveis

Enquanto os Cobra Véia se preparavam para a nova missão, Gyodai, de forma muito peciar, marchou até o Centro Médico dos Monstros.

Carregava consigo um braço de orc mutante, ainda rígido e marcado por veias escuras, e uma carta assinada por ninguém menos que Diamante Orihalcon.

O lefou exigiu — com a naturalidade de quem pede um polimento — uma cirurgia de enxerto. Os médicos apenas suspiraram, acostumados às suas excentricidades.

Enquanto isso, o resto do grupo comprava itens, reabastecia estoques, preparava bombas, pergaminhos, poções e engenhocas. Era a calmaria tensa antes da próxima tempestade.


🐡 A missão inesperada de Takifugo


Foi então que surgiu Takifugo, o misterioso tritão mensageiro de Ezequias Heldret.

— Antes das Uivantes, há algo que precisam fazer.

Seu tom indicava urgência — e quando Takifugo falava assim, era porque Ezequias tinha um interesse real.

Ele não nos deu tempo para discutir.

Em vez disso, apresentou-nos Professora Sheestella, da Academia Arcana.

Zanzertein a reconheceu imediatamente. Ambos haviam sido tutores da Academia em épocas diferentes.

Sheestella olhou demoradamente para o mago, tentando encaixar o rosto na memória.

Quando Anastacia se aproximou, uma estranha e triste sinergia tomou forma:

Os três elfos haviam passado por Tapista — haviam sentido o peso da escravidão — e todos carregavam as cicatrizes visíveis e invisíveis que apenas quem viveu em Lenórien realmente entenderia.

Foi um reencontro silencioso, mas poderoso.


🧪 A missão da professora

Sheestella explicou que precisava de escolta para uma pesquisa arcana — algo delicado, quase secreto.

O pagamento era baixo.

Muito baixo.

Mas Takifugo havia recomendado a missão pessoalmente.

E quando alguém tão influente recomenda algo… os Cobra Véia sabem que aquilo tem importância maior do que parece.

Aceitamos.


🐍 O guia nagah

Após atravessrem um portal para o Deserto da Perdição, Sheestella nos apresentou seu companheiro de viagem: um nagah, de fala calma e movimentos ondulantes.

Zanzertein imediatamente ficou tenso — nagahs costumam ser devotos de Sszzaas, deus dos mistérios e traições.

E Sszzaas tinha interferido no destino de Zanzertein no passado, roubando-lhe o que poderia ter sido uma vida inteira como arqueiro — desviando-o para o caminho da magia.

O mago ficou atento.

Desconfiado.

Sempre com uma mão próxima ao grimório.

Mas durante a viagem pelo deserto, o nagah se mostrou um guia hábil.

Desviou-nos de emboscadas, atalhos perigosos e tempestades de areia invisíveis.

Não demonstrou hostilidade, nem ocultou segundas intenções.

Ao cair da noite, paramos em um ponto de repouso natural.

Zanzertein ergueu um Refúgio Arcano, garantindo proteção para o descanso.

Foi então que percebemos a tatuagem do nagah.

Uma pena e um pergaminho.

Brilhando suavemente.

O símbolo de Tanna-Toh, deusa do conhecimento.

Zanzertein relaxou pela primeira vez desde que o vira.

O nagah não era servo de Sszzaas.

Era um estudioso, um buscador da verdade.

Dormimos tranquilos.


🐺 Chacais na noite

Ou melhor… tentamos.

No meio da madrugada, o uivo seco dos chacais ecoou do lado de fora.

As sombras bateram contra o campo arcano do Refúgio.

Kobta acordou primeiro — ou os Kobtas — sacando as três pistolas com a fluidez de um único movimento ensaiado.

Não eram pistolas, eram mini canhões!

Três tiros cortaram a noite.

Um chacal caiu antes de tocar o chão.

Sir Finley levantou-se com o chicote já estalando no ar.

Um golpe rápido entre chicotadas e linguaradas, preciso.

E o segundo chacal foi reduzido a silêncio.

A ameaça dissipou-se tão rápido quanto chegara.

Voltamos a dormir, embora com um olho meio aberto.


🌬 E agora?

Nas primeiras horas da manhã, quando o sol tocava o deserto com seu calor cruel, todos sentimos a mesma coisa:

O próximo passo seria perigoso. Muito perigoso.

Takifugo havia dito que ainda precisávamos de mais conhecimento, mais experiência…

Mas que tipo de desafio exigiria isso antes mesmo de chegarmos às Montanhas Uivantes?

Que forças se movem no deserto?

E o que a professora Sheestella realmente procura?


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA pelo Copilot. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

A Queda de Thalliathos



O ar tremia sob o rugido de Thalliathos. As chamas de seu hálito dracônico crepitavam contra o campo de força invisível que tremeluzia diante dos heróis, enquanto o medalhão rubro preso ao peito da criatura pulsava como um coração maligno.

Anastacia ergueu as mãos, os olhos brilhando em um azul necromântico. As palavras de Mente Divina ecoaram como um cântico sagrado invertido, elevando o raciocínio do grupo — e então ela tentou quebrar o foco arcano do medalhão. O poder dela colidiu com a energia do artefato, mas o dragão rugiu e resistiu. O medalhão permaneceu vivo, irradiando poder.

Gyodai, ainda envolto pela fúria arcana da Transformação em Guerra, desfez seu efeito e, num movimento fluido, invocou o Punho de Mitral. O chão rachou quando seus múltiplos braços golpearam em uníssono, martelando as escamas do dragão como o toque de um deus ferreiro.

Sir Finley avançou sem hesitar. A fé em Valkaria o blindava do medo ancestral. Seu chicote sibilou no ar, serpenteando com precisão até atingir os olhos do monstro. Um rugido ensurdecedor sacudiu as pedras — o dragão estava cego.

Kobta, o quinteto de kobolds oculto sob uma única máscara, girou sobre si com graça ventanista. Suas três pistolas cantaram juntas, cuspindo relâmpagos de pólvora e truque. Os tiros ricochetearam no campo de força do dragão, mas forçaram-no a recuar.

Glomer girou um frasco fumegante, riu com dentes de ossos e lançou uma bomba agitada. A explosão iluminou o salão, forçando Thalliathos a erguer outro escudo mágico — as chamas refletiram em suas escamas avermelhadas como se o mundo derretesse ao redor.

A cada feitiço do dragão, Anastacia o interceptava com contramágicas certeiras, desmanchando encantamentos no ar antes mesmo que se formassem.

Gyodai retornou à forma de guerra e desferiu um combo devastador com seus múltiplos membros — o som metálico dos impactos ecoou como sinos de destruição.

Furioso, Thalliathos contra-atacou. Suas garras falharam ao atingir o lefou, distorcidas pela aura de Desprezar Realidade, e ao morder, deixou a mandíbula vulnerável a um contragolpe titânico — o punho de Gyodai acertou em cheio, quebrando escamas.

O dragão, em um último ato de desespero, lançou seu sopro flamejante. O inferno se abriu. Gyodai escapou com um salto dimensional, desprezando a realidade, mas Anastacia, envolta em névoa sombria, ergueu um campo de força e sacrificou seu servo morto-vivo para conter parte das chamas.

As balas de Kobta e o chicote envenenado de Sir Finley rasgavam o ar — o veneno corroía, o ácido de Glomer fervia nas feridas abertas.

Anastacia invocou as trevas de Profanar, e o chão tremeu sob o peso da necromancia. Num gesto final, tocou o corpo de Thalliathos com Infligir Ferimentos, e o poder da morte percorreu as veias do dragão.

O medalhão rachou. O rubi no peito do monstro brilhou em chamas líquidas antes de se dissolver em fumaça incandescente. O corpo colossal tombou, e do coração queimado emergiu uma energia elemental do fogo, que o grupo canalizou para dentro do Parvatar.

Quando a luz cessou, Sidom, o profeta de Thyatis, surgiu entre as cinzas. Sua voz ressoou grave:

“Este feudo, agora livre, será restaurado.”

Schaven assentiu, e os heróis, exaustos mas vitoriosos, invocaram sua nuvem voadora. Partiram rumo a Vectora, onde seriam recebidos por Raisenzan — e onde novos ventos de guerra já aguardavam.


Raisenzan, surpreso, admite:

“Vocês sobreviveram ao impossível.” 


Gyodai é o primeiro a falar e diz que provou o seu valor. Raisenzan engole seco e está surpreso em ver que o Lefou voltou vivo. Ele nos parabeniza e prepara a próxima missão, para as Uivantes.

Gyodai apenas sorri.

A próxima missão — nas Uivantes — já os aguarda.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA pelo Copilot. 

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

O Banquete da Queda



No horizonte, erguia-se um castelo magnífico, como um trono esculpido para desafiar os céus. À sua frente, surge uma figura sagrada: um sacerdote de Thyatis, envolto em mantos brancos e dourados que ardiam com chamas divinas e símbolos de fênix. Seus olhos proféticos pareciam atravessar almas — não julgando, mas prevendo.

Suas palavras nos alcançam como brasa e consolo:

“Estamos em Tyros… e os olhos das divindades estão sobre vocês. Perseverem, e renascerão em glória.”

Sentimos uma força sagrada reforçar nosso espírito — como se cada fé ali fosse reconhecida e posta à prova sob o olhar dos deuses.


Fomos conduzidos ao coração do castelo de Thalliathos.

O salão de jantar mais parecia um templo arcano dedicado à supremacia dracônica:

Tapeçarias carmesim bordadas em ouro formando escamas vivas

Um lustre em forma de garra monstruosa segurando um rubi pulsante.

Estantes repletas de tomos proibidos, reagentes alquímicos e escamas verdadeiras.

Faíscas mágicas no ar, como ecos de rituais que jamais cessam.

O ar tinha cheiro de incenso e enxofre — poder e obsessão misturados.

Então ele entrou.

Thalliathos.

Meio-dragão. Meio-homem. Cem por cento ambição.

Escamas vermelhas e negras, olhos de tirano arcano, um rubi vivo cravado ao peito, pulsando com magia e destino. À sua sombra, seu guia espiritual — Varzokh, o clérigo de Megalokk, marcado em carne e espírito pela devoção aos monstros.

A tensão ruiu quando Schaven tomou a palavra:

“Vim cobrar os tributos. Ou pagará com a vida.”

Thalliathos sorriu com gelo e fogo nos olhos:

“Então será com a vida. E não a minha.”

As cadeiras arrastaram. O ar vibrou. O banquete tornou-se campo de batalha

Gyodai, tomado pelo sussurro da Tormenta, perde-se em visões. Anastacia o desperta — e naquele instante, o próprio Aharadak invade sua mente, sua voz como trovão engolido por carne:

“Sou o Deus da Tormenta. Não apenas use meu poder. Reverencie-me.”

O dom divino se derrama. Gyodai desperta — com fome de combate e diz que oferece esses inimigos como vitimas de Aharadak.

Sombras tomam parte do salão pela magia de Anastacia, cegando Varzokh. O chicote de Sir Finley pinga toxinas e esporos mortais; seu frasco alquímico explode contra o clérigo, paralisando-o.

Thalliathos ergue as mãos para conjurar — mas Anastacia rasga sua magia antes de nascer.

Então, o príncipe ruge um nome proibido:

“Edauros — me conceda o Talho Invisível!”

Um corte invisível atravessa o salão.

Glomer cambaleia, ossos expostos quase rompendo. Gyodai e Anastacia levantam campos de força. Finley esquiva como uma flecha de carne. Kobta, do outro lado da mesa, emerge já com sorrisos e pólvora.

Três pistolas, três braços, três disparos.

O cajado de Varzokh flutua, interceptando, e o sangue do clérigo jorra em sacrifício involuntário.

Glomer ergue sua engenhoca defensiva — engrenagens, luz arcana e coragem mecânica.

Varzokh tenta curar, mas Anastacia responde com trevas e velocidade: Gyodai torna-se meteoro de carne e Tormenta.

Ele rasga sua própria realidade, conjura Transformação em Guerra, asas de barata surgem como blasfêmia e ele investe.

Golpe após golpe — mas o dano se desvia, caindo sobre Varzokh, o receptáculo devoto.

Sir Finley chuta o destino: venenos raros, cogumelos assassinos, um golpe furtivo e uma lambida mortal. Carne rasgada, veneno infiltrado — e Varzokh cambaleia, prisioneiro do próprio dogma.

Thalliathos tenta subjugar Gyodai com amendontrar — mas novamente Anastacia corta o destino com contramágica afiada como ódio.

Kobta, invisível, dispara — e o sangue continua a cair do clérigo.

Glomer responde com fogo, óleo e engenho — explosões iluminam o salão.

Quando a fumaça se dissipa, Varzokh ergue o rosto ensanguentado, sorriso de fanático quebrado:

“O ritual… está pronto…”

E então cai morto.

...

...

O rubi no peito de Thalliathos pulsa como coração divino.

Rachaduras rubras.

Luz infernal.

Um grito que é fome, magia e legado.

O rubi se rompe.

O ar treme.

Carne e escamas se fundem, ossos se alongam, asas se rompem em labaredas.

Diante de nós, ergue-se não mais um príncipe.

Mas um Dragão Vermelho.

Gigantesco.

Colérico.

Coroado pela monstruosidade de Megalokk e pela ambição.

O combate… está longe de terminar...


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagem gerada por IA pelo Copilot, prompt pelo Claude.

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

🐉 As Serpes de Megalokk

 



As Serpes estavam diante de nós — sombras aladas recortando o horizonte abrasador, seus rugidos ecoando como trovões profanos. Gyodai permanecia imóvel por um instante, perdido nos devaneios da Tormenta, com os olhos tingidos de rubro e insanidade. O ar ao seu redor tremia.

Kobta — ou melhor, os Kobtas — se movem em perfeita sincronia. Um quinteto de sombras reptilianas, cada um empunhando uma pistola prateada. Ele engole uma poção de velocidade, e seu corpo parece dobrar o tempo ao redor. As vozes sussurram o mesmo feitiço, preparando uma firula inspiradora que mais parece um balé da morte. As pistolas disparam em sequência — PÁ! PÁ! PÁ! — e uma das Serpes ruge ao ser perfurada no ar, sua carne chamuscada por pólvora mágica.

De repente, o chão se rasga.

Surge Cerianthar, um monstro abissal com uma bocarra que mais parece um abismo vivo e tentáculos retorcidos como raízes infernais. Ele ataca Kobta com fúria, mas os kobolds ladinos se espalham como ecos. Um deles ergue o Escudo da Fé, e a explosão mística rebate os tentáculos, queimando-os com luz sagrada.



Outro Cerianthar emerge ao lado de Sir Finley, agarrando-o com um golpe que faz o ar escapar de seus pulmões. Um dos tentáculos crava na perna direita do tabrachi, rasgando carne e deixando um rastro de sangue escuro e escaldante. Finley, mesmo contorcendo-se de dor, reage — a língua dispara como um chicote vivo, perfurando o olho do monstro e espalhando um líquido espesso e fétido.

Enquanto isso, Anastásia ergue seu tomo necromântico, e o ar muda. Uma onda fria percorre o campo de batalha. Com um gesto, ela lança Amendontrar — e o medo se espalha como uma doença. As Serpes hesitam, tremendo sob o poder da necromante. Logo, uma névoa espessa envolve o grupo, ocultando aliados e confundindo os inimigos.

As Serpes atacam.

Uma delas crava o ferrão em Finley — o veneno escorre, mas o tabrachi range os dentes e resiste. Kobta gira entre disparos e fumaça. As balas mágicas cortam as asas de uma Serpe, e ela despenca em meio a gritos estridentes.

Glomer, sempre imprevisível, arremessa uma de suas bombas artesanais. A explosão consome uma das Serpes, que cai ardendo em chamas verdes.

Do alto, surge uma nova presença.

Uma Serpe Anciã — enorme, majestosa e hedionda. Suas escamas brilham com luz corrosiva, e seus olhos revelam a mente fria de uma fera criada por Megalokk.

Gyodai desperta.

O lefou rosna, as veias rubras pulsando com energia da Tormenta. Ele salta dimensionalmente, surgindo ao lado de Sir Finley e o arrastando para longe dos tentáculos do Cerianthar. Um campo de força se ergue, faiscando contra os golpes grotescos.

Kobta, sem hesitar, gira suas pistolas e dispara seu ataque especial. Três tiros ecoam em harmonia — um em cada coração que a Serpe possuía. O monstro se contorce e desaba.

Mas o campo de batalha continua vivo.

Tentáculos golpeiam, fogo cai do céu, e a névoa brilha com energia necromântica.

Finley, com a perna ferida, avança mancando e acerta o Cerianthar com um golpe preciso de seu chicote envenenado, quebrando um dos tentáculos.

Anastásia conjura Mente Divina em Massa, e a clareza invade nossas mentes. Em seguida, o Manto das Sombras cobre a conjuradora, a em silhuetas etéreas.

As Serpes rugem, despejando ácido sobre nós. Kobta salta e rola, escapando com a leveza de uma folha. As gotas que tocam o chão fumegam e derretem a pedra.

Gyodai, em fúria, ativa Velocidade e Armamento da Natureza. Seus múltiplos braços se movem como lâminas carmesim, golpeando o Cerianthar até atordoá-lo, rasgando-lhe a bocarra em duas.

Kobta dispara outra sequência — três tiros precisos, e mais uma Serpe despenca, quebrando as asas em queda.

Finley finaliza o Cerianthar atordoado com um estalo de chicote que o corta ao meio.

Então, a Serpe Anciã avança.

Anastásia ergue sua varinha e conjura Metamorfose. Num lampejo grotesco, a fera se retorce e se transforma — penas negras surgem onde havia escamas. Uma galinha preta gigante cacareja em desespero.

Outra Serpe é cegada pela Escuridão e ataca às cegas, errando Glomer por um fio.

Gyodai agarra a “galinha anciã”, e seus golpes caem como martelos, quebrando ossos, esmagando asas, e tingindo o chão de sangue. Kobta dispara, Sir Finley chicoteia com crueldade, e Anastásia invoca um Miasma Mefítico que apodrece o ar.

Com um último golpe, Gyodai derruba a galinha anciã inconsciente.

Kobta dispara uma última salva de tiros, e Sir Finley finaliza a Serpe restante com uma chicotada que ecoa como um trovão. Silêncio.



Mas o silêncio não dura.

A galinha anciã começa a brilhar, deformando-se de volta à sua forma dracônica. Com um rugido que sacode o solo, ela se liberta e voa aos céus, como se retornasse à vontade de Megalokk.

Uma luz brilha sobre nós — não de bênção, mas de recompensa brutal. A energia da fera se dispersa, restaurando nossa força e mana. Uma dádiva involuntária do deus dos monstros.

Enquanto removemos o veneno das feridas, Gyodai se aproxima de Schaven, observando-o de longe, mas com voz firme:

“Que tipo de habilidaddes tem o seu irmão, o barão de Tyros?”

Schaven o encara com um meio-sorriso.

“Um estudioso. Mas… um estudioso do tipo perigoso. Um arcanista muito dedicado.”

Gyodai fecha o punho, e as runas rubras brilham sob sua pele.

A próxima batalha — uma guerra de feitiços e poder arcano — já se anuncia no horizonte.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA por Rafael Soares. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Estrada das Crias de Megalokk

 



Seguimos pela estrada poeirenta rumo ao feudo de Tyros, sob o sol impiedoso de Sckarshantallas. O vento seco carregava o cheiro de ferro e enxofre — um presságio. As terras pareciam amaldiçoadas, pois a cada milha, novas crias de Megalokk, o Deus dos Monstros, emergiam do nada. Nenhum de nós cogitou recuar. A estrada era um campo de provação, e nós, os Cobra Véia, a lâmina que resistia ao caos.

O chão estremeceu. Do pó, ergueram-se os Oxxdon — aberrações de escamas e quitina, parte lagarto, parte gafanhoto, com antenas faiscantes e caudas bifurcadas que zumbiam com energia elétrica.

Gyodai avançou primeiro. Um rosnado gutural ecoou em sua garganta enquanto conjurava Névoa da Tormenta, obscurecendo o campo e confundindo os inimigos. Seu corpo pulsava com energia viva — a tatuagem de Armamento da Natureza brilhou como lava sob a pele. Um dos Oxxdon investiu contra ele, mas o lefou ergueu um escudo arcano que crepitou sob o impacto.

Sir Finley, com frieza de assassino, embebeu seu chicote em Peçonha Concentrada e essência de sombra. O som do couro cortando o ar foi seguido por um estalo seco — o golpe certeiro atingiu um ponto vital, e o monstro contorceu-se em dor enquanto sangue elétrico jorrava, faiscando no chão.

A resposta foi brutal: uma onda eletromagnética se espalhou em todas as direções. O ar cheirava a ozônio e carne queimada. Gyodai se protegeu com um novo campo de força, enquanto as faíscas carbonizavam o solo à sua volta.

Tomado pela fúria da Tormenta, Gyodai ativou Empunhadura Rubra e Visco Rubro. Suas veias brilharam em vermelho incandescente, e seus múltiplos braços se moveram em um frenesi impossível. O lefou lançou Concentração em Combate, depois Punho de Mitral — seu punho brilhou como aço vivo ao atravessar a carapaça do Oxxdon. O impacto fez a criatura tremer, cuspir sangue negro e cair em pedaços fumegantes. A manopla de Gyodai se desintegrou sob o esforço, reduzida a cinzas.

Kobta entrou na dança, disparando suas três pistolas em sequência. Cada tiro era uma nota em uma sinfonia de destruição. As balas perfuraram o abdômen do Oxxdon restante, arrancando-lhe jorros de líquido ácido.

Sir Finley continuou seu massacre, girando o chicote envenenado como uma serpente faminta. Ao lado dele, Gyodai conjurou mais uma vez o Punho de Mitral, enquanto o chão vibrava com a energia pulsante das ondas eletromagnéticas. O lefou riu, desprezando a realidade, ignorando o próprio sofrimento e o caos à sua volta.

Kobta manteve-se à distância, disparando metodicamente para evitar o campo elétrico. Quando uma descarga se aproximou, ergueu o Escudo da Fé, protegendo Gyodai em um lampejo de luz divina.

Sir Finley não hesitou — seu golpe Assassinar atingiu o pescoço de outro Oxxdon, arrancando-lhe a vida num espasmo convulsivo. O corpo caiu, e logo quatro novas criaturas emergiram do solo rachado, acompanhadas de um colosso: o Oxxdon Alfa, reluzindo como uma estátua viva de ferro e relâmpago.

Mas Anastásia interveio. Seus olhos brilharam com magia necromântica, e com um gesto frio ela lançou Metamorfose — o gigante tremeu, gritou... e diante de nós, restou uma ovelha. Uma ovelha monstruosa, desorientada, inofensiva em seu desespero.

Gyodai não perdeu tempo. Avançou como um furacão de membros e socos, esmagando ossos e carne. O chão se tingiu de sangue e peles carbonizadas. Kobta aproveitou a brecha, disparando contra os demais Oxxdon, enquanto Sir Finley chicoteou a pobre criatura transformada, o chicote doutrinador estalando com precisão cirúrgica. O golpe final arrancou-lhe um último grunhido de dor antes que o corpo tombasse inerte.

Anastásia ergueu as mãos novamente — Infligir Ferimentos — e a última criatura caiu, seu corpo retorcido e consumido por trevas.

O silêncio se fez. O cheiro de ozônio e carne queimada tomava o ar. Recuperamos as forças com poções, essências de mana e o viscoso muco revigorante de Gyodai. As feridas se fecharam com dor, as bolhas de queimadura ainda latejando.

Seguimos adiante, cambaleantes mas determinados. Ao longe, o horizonte tremeu — asas. As próximas crias de Megalokk se aproximavam. As Serpes haviam nos encontrado.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA por Rafael Soares. 

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Chamas de Uraghian




Sem conseguir a atenção dos nobres de Sckarshantallas — graças às interferências da maldita capitã Alurra — os Cobra Véia voltaram seus olhos a outra oportunidade. Um acordo foi fechado com Schaven: eles cobrariam as dívidas de Thalliathos, barão de Tyros e irmão do contratante. Missão aceita, marcharam por terras áridas e hostis, até que o chão começou a tremer. Das fendas rochosas, emergiram as abominações conhecidas como Uraghian, crias monstruosas de Megalokk, tão grandes quanto casas e com traseiros flamejantes que exalavam morte.

Anastásia ergueu sua névoa protetora como um véu sombrio sobre o grupo. Kobta, com um sorriso insano, puxou suas três novas pistolas e abriu fogo em sequência. O estampido ecoou no deserto e as balas trespassaram o exoesqueleto da formiga titânica, jorrando um fluido verde e quente no chão rachado.

Gyodai, envolto por energia rubra da Tormenta, concentrou seu poder em um único golpe — o Punho de Mitral — que cintilou como uma lâmina viva, pronto para dilacerar qualquer coisa em seu caminho.

A resposta veio em forma de inferno. O Uraghian ergueu o corpo colossal e, com um movimento grotesco, apontou o abdômen incandescente diretamente para os heróis. Um jato de fogo abrasador explodiu, engolindo o campo de batalha em um mar de chamas. Gyodai e Anastásia ergueram barreiras mágicas no último segundo; Finley e Kobta rolaram pelo chão para escapar do fogo, sentindo o calor arrancar-lhes a pele em bolhas ardentes. Glomer não teve tanta sorte — o fogo lambendo-lhe o flanco e deixando carne chamuscada e ossos à mostra.

Em resposta, Glomer, tomado pela dor, puxou suas bombas com mãos trêmulas e as lançou aos gritos. As explosões sacudiram a criatura, espalhando pedaços incandescentes de seu corpo no ar.

Sir Finley, com a frieza de um carrasco, mergulhou sua lâmina em essência sombria, bebeu uma poção de duplicação ilusória e começou a estudar os movimentos do inimigo, cada passo calculado para o golpe fatal.

Anastásia tentou transformar a fera com magia profana, mas a monstruosidade resistiu com pura força bruta. Kobta voltou ao ataque — tiros rasgaram o ar e perfuraram o abdômen flamejante — até que o Uraghian explodiu em várias aberrações menores, todas ardendo em fúria.

Gyodai, tomado por uma fúria primordial, invocou velocidade sobrenatural e, com seus múltiplos membros, esmagou o crânio de uma das criaturas, espalhando carapaça e sangue fervente ao redor.

As demais se fundiram novamente em um único bando colossal. O jato de fogo seguinte varreu o campo. Finley escapou por um triz, Kobta desviou com maestria — ainda que as chamas lhe arrancassem pedaços de couro —, e Glomer gritou de agonia ao sentir os ossos crepitarem sob o calor.

Sir Finley respondeu com um chicote cruel e uma estocada de língua que perfurou o corpo do monstro. Anastásia ergueu um manto de escuridão que engoliu a arena, dificultando os movimentos do inimigo. Kobta engoliu uma poção e sentiu a carne se recompor em meio ao cheiro nauseante de queimado.

Então, Gyodai invocou o poder da Tormenta e usou Desprezar a Realidade — movendo-se entre os planos como uma sombra viva. Seus golpes múltiplos cortaram o ar e rasgaram a carne da criatura, que tentou contra-atacar... mas só acertou o vazio. O fogo voltou a jorrar, chamuscando o grupo inteiro e deixando a pele de todos marcada por feridas abertas e bolhas fumegantes.

Glomer retaliou com ácido, derretendo parte de abdômen flamejantes. Finley chicoteou as feridas abertas, arrancando guinchos das critaturas. Kobta disparou rajadas incessantes com suas pistolas, abrindo crateras fumegantes nas carapaças.

Por fim, o bando de Uraghian soltou um grito horrendo — e explodiu em um mar de sangue fervente e fragmentos carbonizados. A poeira assentou, e o silêncio se fez.

Cobertos de cinzas e queimaduras, os heróis cambalearam. Gyodai estendeu suas mãos deformadas e liberou sua Secreção Cicatrizante — uma cura grotesca e viscosa que fechou feridas ao custo de ânsias violentas. Os Cobra Véia cuspiram bile e sangue… mas estavam vivos. E, naquele deserto queimado, sua vitória era absoluta.


Nota: a criatura expele um jato corrosivo pela boca e não por outras partes do corpo.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Copilot.

terça-feira, 30 de setembro de 2025

O Dia do Tributo




O grupo chegou a Gallistryx, capital de Sckharshantallas, o Reino do Dragão de Fogo. A cidade impressiona com sua arquitetura grandiosa em pedra vulcânica, toda dedicada ao soberano: esculturas dracônicas adornam os prédios públicos, enquanto comerciantes vendem estatuetas e artefatos temáticos. Sob um céu coberto de fuligem que tinge tudo de cinza-avermelhado, os habitantes vestem vermelho com orgulho e formam longas filas para entregar oferendas ao rei.

Vindos de Tyros — feudo protegido pela imponente Muralha e acostumado a conviver com monstros há gerações — os aventureiros descobriram que a entrada aérea no reino é proibida pela guarda de Sckhar, sendo necessário atravessar as fronteiras por terra.

Apresentando a Tiara de Beluhga como credencial, o grupo conquistou um convite para o jantar real. Durante três horas de festividades, os heróis causaram boa impressão na elite do reino, mas o destaque foi todo para a Capitã Alurra, que recebeu a graça especial do Dragão-Rei antes mesmo da festa.

Agora, o desafio é convencer algum aristocrata local a apoiar o plano de ativar o artefato Parvatar. 



Texto e revisão por Leandro Carvalho. 

Ferramenta utilizada, Claude IA.

Imagens geradas pelo Copilot.


quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Revoada de Serpes



Gyodai era um turbilhão de emoções — alegria, ódio e confusão se misturavam ao rever seu verdadeiro mentor: Anastásia. O disfarce de Piatagóras havia caído, revelando a necromante em toda sua glória macabra. As memórias enevoadas pela tormenta não o deixavam distinguir o passado do presente, mas uma coisa era clara: os Puristas haviam corrompido sua mestra, e por isso ele desejava sangue e vingança.

Glomer, após longo hiato e ocupar seu tempo em suas engenhocas, se coloca à disposição para viajar para Sckarshantallas.

Gyodai tentou barganhar com Raisenzan, sugerindo que, com a recompensa certa, poderia ocultar o fato de a tiara ter vindo do próprio dragão. Raisenzan, porém, riu com desdém e recusou, afirmando que não se importava se dissessem que ele a havia encontrado, contrariando o que ele disse mais cedo, que é um dragão muito jovem para morrer e não pode se apresentar em Sckarshantallas. Enfim... O dragão revelou ainda que vários artefatos da deusa Beluhga estavam espalhados por Arton. Diante disso, Gyodai declarou que marcharia para Sckarshantallas com coragem, disposto a provar seu valor. Agora, com Anastásia ao seu lado, sua determinação ardia ainda mais forte.

*Kobta conversa entre os kobolds para traçar suas próximas estratégias e revezam entre si, quem vai ficar por cima, quem fica por baixo, quem vai ser o braço que balança a espada... Entre olhares cúmplices e cutucões, cochichos, risadinhas eles completavam seu rodízio, digno da astúcia de seu povo*

Sir Finley eleva sua voz e diz que ele irá para o reino do dragão com eles. Carregando consigo diversos igredientes como ovos de Cocatriz, Anástácia consola seu filho Gyodai e diz que agora eles juntos são invencíveis. Ela mostra suas novas habilidades e como necromante, conjura servos mortas-vivos para seus aliados.

Quando o grupo chega às terras abrasadoras de Tyros, o sol de Azgher castiga todos, queimando suas forças e derretendo sua esperança. É então que a sombra toma o céu: uma revoada de Serpes — wyverns de escamas negras e ferrões venenosos — mergulha em direção ao grupo, liderada por dois ginetes armados até os dentes. O chão treme com o bater de asas. O cheiro de veneno e carne podre se espalha no ar.


*A batalha começa.*


Os Serpes mergulham como lanças vivas, e Sir Finley é o primeiro a sentir o impacto: presas se cravam em sua carne, rasgando sua pele e deixando-o ensanguentado. Ele é erguido no ar, debatendo-se como uma presa prestes a ser devorada. A cada ferrão que o atravessa, sua pele adquire tons de roxo, o veneno queimando suas veias por dentro.

Kobta se disfarça em ilusões espelhadas, dezenas de cópias rodopiando em meio à poeira e ao calor, confundindo os inimigos. Mas seu truque não o impede de sentir o cheiro ferroso do sangue de Finley escorrendo no chão.

Gyodai, após ficar perdido nos devaneios da tormenta, desperta em fúria. Seus olhos brilham com o poder caótico e seus membros se alongam grotescamente, como garras de um pesadelo vivo. Ele agarra os ginetes montados nos Serpes e os esmaga contra o ar, ossos estalando sob sua força desumana. *“Desprezar a Realidade”*, ele sibila, enquanto a tormenta se contorce ao seu redor como um manto de caos.

Anastásia ergue as mãos e uma névoa sufocante envolve a batalha. Sob seu comando, os mortos se erguem em meio às areias ardentes. Ossadas rangem, crânios flutuam, e o medo se espalha entre as feras aladas. Com uma voz gélida, ela lança *Amendrontar* — e até os Serpes, monstros predadores de sangue, recuam em terror.

Mas a revoada ainda ataca Sir Finley com selvageria, cravejando seu corpo de ferrões venenosos. *O homem-sapo urra de dor, escorrendo baba misturada a sangue, lutando para não ser rasgado em pedaços.*

Então, Kobta e Gyodai unem forças em um golpe devastador. *Kobta imitando o antigo aliado Travok cria um onda cortante de energia atravessa o céu através de seu ataque especial, dilacerando as asas de várias feras.* Sangue negro cai como chuva quente. Gyodai se lança sobre a revoada, braços múltiplos esmagando crânios e rasgando asas em pedaços*

Sir Finley, à beira da morte, reúne suas últimas forças. *Com um giro desesperado, ele escapa e ataca com seu chicote envenenado em mãos e língua disparada como uma lança, ele acerta um dos ginetes no pescoço, atingindo-lhe num estalo grotesco. Gyodai finaliza com seu Punho de Mitral, ossos e sangue explodindo em uma chuva carmesim.*

O último ginete tenta fugir, bem debilitado após o golpe de Kobta, mas Anastásia não permite: um Crânio Voador o atinge em cheio, seguido do miasma pútrito sem piedade que devora sua carne até que cai inerte ao chão.

A revoada foge com medo pois seus mestres haviam caído.

Por fim, o silêncio retorna. O ar cheira a carne queimada, veneno e morte. Gyodai e Sir Finley extraem dos cadáveres o precioso veneno das criaturas, enquanto Kobta limpa o suor e Anastásia absorve a energia necromântica dos corpos ainda quentes.

O grupo, exausto, procura abrigo sob o sol escaldante, carregando nos olhos o reflexo de uma batalha selvagem onde a vida esteve por um fio — e o sangue jorrou como chuva sobre Tyros.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagem gerada por IA pela MetaIA. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Raagorans Famintos

 


Das sombras da mata surgem os Raagorans, dinossauros famintos e de olhar assassino.

Beleg ergue o arco e dispara uma flecha certeira. O projétil perfura o olho de um dos monstros e atravessa até o cérebro, fazendo jorrar sangue quente pelo focinho escamoso.

Gyodai, impulsionado por asas grotescas, voa até as criaturas. Com a magia da velocidade pulsando em seus músculos, estende seus múltiplos braços e agarra os dois dinossauros, esmagando costelas sob a pressão titânica.

Jalin ergue a voz em uma apresentação brutal, incitando coragem e fúria em seus aliados.

Kobta gira sua arma em um espetáculo hipnótico, ergue espelhos ilusórios de si mesmo e invoca o Escudo da Fé sobre Gyodai.

Bolgg, a encarnação da fúria, finca sua espada executora contra o peito de um Raagoran, rasgando carne e expondo vísceras em um corte profundo.

Os dinossauros urram em desespero, tentando se libertar de Gyodai, mas falham. Um deles morde o guerreiro alado, rasgando apenas a superfície de sua pele — a magia de Kobta segura o impacto.

Beleg dispara mais flechas. Uma delas atravessa a garganta de um Raagoran, dilacerando a traqueia, mas outra, perdida no caos, crava no ombro de Gyodai.

Furioso, Gyodai explode em um soco remoto que quebra ossos e espalha sangue em um arco grotesco. Ainda assim, sua pressa abre uma brecha, e ele é forçado a erguer seu escudo arcano, reforçado pela fé de Kobta.

Jalin lança uma adaga mental que invade a mente de um dos répteis, deixando-o atordoado e babando espuma carmesim.

Kobta, em um salto giratório, finca sua lâmina no ponto fraco do pescoço da fera. O golpe atravessa a coluna vertebral e o Raagoran desaba morto, cuspindo jorros de sangue.

Bolgg avança como uma besta indomada, rasgando o flanco do outro dinossauro com sua espada — a lâmina arranca músculos e expõe o coração ainda pulsante.

Ensanguentado e debilitado, o Raagoran apenas aguarda a morte. Gyodai o despedaça com múltiplos socos, quebrando ossos em poeira. Beleg finca mais uma flecha que atravessa o abdômen da criatura, espalhando entranhas no chão. Jalin, sem hesitar, dispara sua pistola. O primeiro tiro explode parte da mandíbula do monstro. O segundo atravessa o crânio e espalha massa encefálica pelo campo.

O silêncio pesa. O grupo encontra uma macieira, e após o banquete de sangue, recupera forças para a próxima batalha.


O Grande Batham


Em campo aberto surge o colossal Batham, um brontossauro titânico.

Jalin ergue sua apresentação impactante, enquanto Gyodai, tomado por devaneios da tormenta, se prepara para o massacre.

Beleg some entre as sombras, enquanto Kobta evoca seus reflexos ilusórios.

A cauda monstruosa do Batham chicoteia o ar. Um golpe atravessa um reflexo de Kobta, outro é aparado pelos chifres de Jalin. Bolgg resiste com seu bloqueio brutal, e Gyodai ergue um campo de força para conter a fúria.

Jalin, com sede de vingança, dispara dois tiros contra a besta. Um abre um buraco sangrento na coxa do Batham, o outro estilhaça escamas e cartilagens.

Gyodai ativa a tatuagem de Pitágoras e seus músculos se deformam em armas vivas. Ele avança, pronto para despedaçar.

Beleg, oculto, bebe uma poção de velocidade.

Kobta espera o momento certo para cravar sua lâmina.

O Batham avança e acerta Jalin com a cauda. O impacto é devastador — ossos quase se partem, mas a capa rasgada e o Escudo da Fé de Kobta salvam sua vida.

Enquanto isso, Beleg só pensa em saquear os ovos do colosso.

Bolgg bebe uma poção divina, e seus músculos se dilatam como cordas prestes a explodir. Ele marcha como um carrasco em direção ao monstro.

Jalin, em vingança, lança uma adaga mental que penetra o cérebro do Batham e o deixa cambaleante.

Gyodai, tomado pela fúria da tormenta, o atinge com múltiplos socos — cada impacto racha costelas e faz o sangue jorrar como cachoeiras rubras.

Beleg dispara flechas que atravessam as juntas, rasgando tendões e perfurando órgãos internos.

Kobta, disfarçado de elfo, desfere seu ataque especial — a lâmina atravessa o estômago do monstro, que cospe um rio de sangue e bile.

Bolgg, máquina de matar, finca sua espada executora nas entranhas e rasga de baixo a cima, expondo vísceras como uma oferenda.

Jalin apavora a criatura com sua aura e a lança sono, debilitando a grande criatura.

Gyodai, voando com suas asas de inseto, esmurra as têmporas do Batham em um golpe chamado Orelhão, que estoura seus tímpanos e espalha sangue pelos ouvidos da besta.

Beleg prepara a flecha final. A Flecha da Morte atravessa o crânio do Batham, e o gigante desaba em meio a uma explosão de ossos e sangue.

E então, Thrak’Zul se aproxima calmamente, finca as mãos no corpo ainda quente e arranca o fígado do Batham com um estalo grotesco. Oferece o órgão ensanguentado a Bolgg, que, em um ritual druídico, devora a oferenda e cresce ainda mais em poder.

O campo de batalha se cala, coberto de sangue, ossos partidos e carne dilacerada.

Sob a nuvem voadora, voltamos para Vectora. Nos apresentamos até Raisenzan e ele diz que devemos partir para Sckarshantallas após descansar um pouco, repor e adquirir novos equipamentos. Ele avisa que Vectora não entra no reino de Sckhar e que a parada mais próxima fica em Tyros, um dos feudos de Trebuck. Entrar voando no reino do Dragão é punido com a morte.

Raisenzan apresenta um novo integrante que gostaria de entrar para os serviços do Cobra Véia. É Pitagoras, pai de Gyodai, porém agora está em forma de uma elfa e se apresenta como Anastásia. Ela diz que sua mãe havia lhe disfarçado para que não corresse risco de morte. Mas Gyodai não sabia disso e acredita que o que fizeram com ela foi culpa dos puristas. 


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagem gerada pelo MetaIA. 

domingo, 31 de agosto de 2025

Fígados, Lagartos e Trovões

 




Gyodai parecia distante, em transe, a mente fundida com o tormenta. Seus olhos ardiam com o reflexo da tempestade, como se estivesse prestes a devorar o próprio céu

Kobta, sempre bufão e cruel, saltava em acrobacias que mais lembravam um ritual macabro. Seus reflexos ilusórios se multiplicavam, como se várias sombras famintas rodeassem o campo, prontas para dilacerar.

Beleg, em silêncio, ergueu a garrafa. A poção de velocidade queimou suas entranhas, e a de concentração fez seus olhos arderem como carvões em brasa. Quando exalou, parecia um predador arqueando o corpo para disparar morte.

Jalin ergueu sua voz e cortou o ar como uma lâmina.

— O fígado do lagarto trovão será de Gyodai!

A sentença caiu sobre nós como maldição. Sua capa ondulou, viva, e a pistola rugiu. O projétil entrou no flanco colossal de Batham e explodiu sangue em jatos grossos, tingindo árvores próximas. A criatura rugiu, o som quebrando o ar, mas resistiu à adaga mental que tentou dilacerar sua mente.

Gyodai não esperou. Bebeu a poção, ativou a tatuagem. Seu corpo se dilatou, músculos inchando até as veias rasgarem a pele. O Punho de Mitral brilhou prateado, e quando atingiu Batham, não foi apenas um soco — foi um terremoto. Ossos imensos estalaram, dentes de marfim foram cuspidos junto de sangue viscoso.

Bolgg, tomado pela poção divina, se agigantou ainda mais. Veias saltavam como cordas sob sua pele monstruosa. Empunhando a espada executora, desceu o aço sobre Batham e abriu um sulco profundo no ombro da besta. O golpe cortou tendões, e a pata dianteira pendeu mole, quase arrancada. O brontossauro urrava, a carne se dilacerando em fitas.

O Grande Batham reagiu. Ergueu-se em duas patas e desabou sobre nós. O impacto abriu crateras no chão. Kobta foi esmagado contra o solo, ossos trincando com estrondo. Jalin voou pelos ares, cuspindo dentes misturados com sangue. A cauda varreu o campo como guilhotina, atingindo Bolgg no peito. O impacto foi tão violento que costelas se partiram, a carne abriu, mas ele se manteve de pé — um colosso ensanguentado que recusava cair.

Beleg disparava. Suas flechas cortavam o ar como estiletes, entrando no corpo da besta e saindo do outro lado em borrifos carmesins. Uma atingiu o olho do Batham, estourando-o em gosma quente que escorreu como lava.

Kobta, gemendo, levantou-se das sombras. Saltou sobre a pata ferida e afundou sua lâmina entre as juntas, rompendo ossos e rasgando veias grossas como cordas. O sangue jorrou, cobrindo-o da cabeça aos pés.

Jalin retomou o fôlego e sua adaga mental mergulhou na mente do colosso. O Batham cambaleou, ensandecido, olhos revirando-se nas órbitas enquanto sua consciência se despedaçava.

Era a brecha.

Gyodai, multiplicado em braços, socava como uma enxurrada de martelos. Cada golpe arrebentava escamas, triturava ossos e fazia a carne abrir em crateras sangrentas. O peito do Batham afundava sob o bombardeio, pulmões colapsando, costelas estourando para fora em lascas ensopadas.

Bolgg, arquejando, ergueu a espada executora mais uma vez. A lâmina brilhou na chuva e desceu num arco monstruoso. O golpe atravessou carne, nervos e metade do pescoço da criatura. O sangue jorrou como uma cachoeira rubra, encharcando todos nós. O brontossauro tentou rugir, mas a garganta aberta só deixou escapar um gorgolejo horrível.

O titã tombou. Seu corpo colossal sacudiu a terra, árvores se partiram com o impacto, e o silêncio só foi quebrado pelo som de seu sangue formando um rio vermelho.

Thrak’Zul não perdeu tempo. Como um açougueiro macabro, enfiou as mãos e lâminas nas entranhas. Rasgou a barriga de Batham de cima a baixo, e o vapor quente das vísceras encheu o ar. O coração pulsava ainda, cada batida cuspindo sangue grosso; o fígado reluzia com energia do trovão, faiscando como metal em brasa.

Gyodai espalhou sua secreção cicatrizante sobre os aliados, e a dor foi insuportável. A carne se fechava rangendo, os músculos queimavam, e todos vomitavam enquanto as feridas se fechavam à força.

No centro do círculo ensanguentado, Thrak’Zul ergueu os órgãos sagrados.

— Sangue pelo sangue. Carne pela força.

O coração latejante foi entregue a Bolgg, que o devorou com as mãos ainda sujas, o peito manchado até os cotovelos. O fígado faiscante foi dado a Gyodai, que o engoliu enquanto o trovão rugia, seu corpo tremendo como se fosse arrebentar.

O céu explodiu em clarões. E naquele momento, ficou claro: não eram mais apenas aventureiros. Eram monstros maiores que o próprio Batham.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo IA sob responsabilidade de Roberto Oliveira. 

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Espadas e Cervos




A Primeira Provação de Kobta – O Kobold Ventanista


Após a dura batalha contra os orcs (conforme relatado na sessão anterior no blog), o Grupo Cobra Véia recuperava suas forças quando notaram a aproximação de uma figura encapuzada.

Gyodai, surpreso, exclamou:

— Travoc?

Kobta, um tanto nervoso por nunca ter visto aquele grupo antes, respondeu de forma trêmula:

— Sim… sou eu.

Gyodai se aproximou, iniciando uma conversa sobre velhos tempos. Mas, conforme o diálogo avançava, a farsa de Kobta caiu por terra. Sem alternativa, ele revelou a verdade: contou como conheceu Travoc e explicou seu disfarce. Para sua sorte, o Grupo Cobra Véia compreendeu a situação e o acolheu como novo integrante.


Missões Paralelas e Reencontros


Logo depois, Gyodai partiu junto de Aric rumo ao acampamento dos orcs.

Aric, mantendo sua identidade de herói mascarado, decidiu retornar a Vectora para investigar um grupo de bandidos que lucrava com o tráfico de monstros. Antes de se despedir, entregou a Gyodai algumas poções de mana, dizendo que poderiam ser úteis.

Enquanto Gyodai seguiu sua missão, Kobta permaneceu com Beleg, Bolg e Jalim, avançando pelas florestas de Galrásia. Bolg, como líder, assumiu a dianteira, enquanto Kobta se ofereceu como batedor, verificando possíveis armadilhas.


O Encontro com os Espadas da Floresta


Nas profundezas traiçoeiras de Galrásia, Kobta enfrentou sua primeira provação. O grupo avistou uma criatura adiante e se preparou para o combate. Bolg tomou a frente, e Kobta, usando furtividade, se posicionou — mas, por ironia do destino, acabou escondendo-se ao lado de um inimigo: um Espada da Floresta, mestre em camuflagem no ambiente.

Quando a luta começou, um dos inimigos investiu violentamente contra Bolgg, que, experiente e resistente, absorveu grande parte do dano e permaneceu firme. Já Kobta viu-se ao lado de outro Espada da Floresta, pronto para surpreendê-lo. Mas um ventanista não pode ser pego de surpresa.

O inimigo desferiu dois ataques mortais: Kobta ergueu um Escudo Arcano, bloqueando o primeiro golpe, mas o segundo atravessou suas defesas, deixando-o com pouca vida.


A Batalha se Intensifica


O som metálico ecoou pela mata, revelando a presença de outros inimigos ocultos.

Jalim reforçou o grupo com sua música de bardo, Beleg disparou flechas certeiras (embora sem impacto decisivo) e Bolgg desferiu ataques devastadores. Mesmo assim, Kobta estava acuado e sem tempo para se recuperar.

No momento mais crítico, duas cobras mágicas — conjuradas por Zanzertain — surgiram e se sacrificaram para protegê-lo. Curiosamente, o mago nem conhecia Kobta pessoalmente ainda, mas mesmo à distância salvou sua vida.

Com a ameaça contida por instantes, Kobta conjurou magia de cura, recuperando boa parte de sua vitalidade, e voltou à furtividade para reposicionar-se.


A Estranha Energia Positiva de Galrásia 


O combate foi agravado por um fenômeno peculiar: ondas de energia positiva que, em excesso, causavam fadiga em todos, exceto Bolgg. Apesar disso, o grupo resistiu e, com esforço conjunto, derrotou os Espadas da Floresta.

Com Gyodai retornando do acampamento dos orcs e trazendo tesouros para venda, todos estavam cansados — inclusive ele, que também fora afetado pela energia positiva.


O Segredo dos Servos de Allihanna


Investigando a área, o grupo descobriu que os Espadas da Floresta protegiam Cervos, criaturas filhas de Allihanna, deusa da floresta. Esses Servos produziam uma seiva poderosa, capaz de curar diversas condições, inclusive a fadiga causada pela energia positiva.

Beleg, como caçador habilidoso, liderou uma operação precisa para derrubar um dos Cervos, permitindo que o grupo coletasse seiva suficiente para três doses. Jalim se prontificou a não tomar, permanecendo fatigado, enquanto os demais se recuperaram.


O Primeiro Passo de Kobta


Assim terminou a primeira jornada de Kobta no Grupo Cobra Véia:

sobreviveu, mostrou valor e deu o primeiro passo para se tornar um membro digno da lendária companhia. O kobold ventanista, antes um estranho encapuzado, agora fazia parte de algo muito maior.


Texto por Ivan Barbosa.

Revisão por Leandro Carvalho.

Imagem gerada por IA pelo Bing. 

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Orcs e carcajus




Atravessamos o riacho sob o murmúrio da correnteza, e, antes de mergulharmos novamente no caos, fizemos um breve piquenique. Não era um momento de paz — era a calmaria do predador antes do bote. Entre bálsamos e essências de mana, Jalin, como o bufão que é, retirou algumas garrafas de sua mochila. As bebidas não só aqueciam o corpo, mas incendiavam a alma; cada gole parecia afiar lâminas invisíveis dentro de nós. O álcool de Jalin transformava simples golpes em execuções.

Marchamos pela floresta, guiados por Thrak’Zul. As árvores cerradas guardavam o sussurro da morte que se aproximava. Num caminho estreito, vimos Orcs — não apenas perseguindo, mas caçando com selvageria uma ninhada de carcajus.

Thrak’Zul, com um brilho assassino no olhar, murmurou que eram da tribo rival. Bolgg, alheio à rixa, só pensava em domar um dos carcajus para a guerra. Um bárbaro e sua fera — era um pensamento tão perigoso quanto poético.

Foi o bastante. O combate começou.

Thrak’Zul atiçou Gyodai e Beleg, prometendo levá-los até a aldeia inimiga e aos tesouros que jazeriam sobre ossadas frescas.

Beleg, cujo ódio pelos Orcs rivalizava com o fogo de mil fornalhas, sentiu o sangue ferver. Os olhos se tornaram rubros como brasas, e a corda do arco gemeu sob a tensão. A Marca da Presa brilhou e a flecha partiu — cortando o ar como um grito. Atingiu o ponto fraco de um Orc, rasgando carne e osso. O monstro urrava, não de dor comum, mas de uma agonia que ecoaria no pós-vida.

Jalin ergueu a voz em canto, e sua música não era melodia — era uma marcha para a matança. Cada acorde inflamava músculos, cada verso transformava hesitação em sede de sangue.

Gyodai recordou as lições de Zanzertein e liberou uma névoa espessa que engoliu o campo de batalha, cegando inimigos e protegendo aliados. Seus punhos se cobriram com a fúria da tormenta; veios rubros pulsavam sob a pele, prometendo destruição.

Então Bolgg… Bolgg deixou a besta sair.

Ativou sua fúria bárbara e mergulhou na névoa, o rugido atravessando as almas dos Orcs. Guiado pelo Totem de Concentração, desferiu um golpe crítico que não matou — despedaçou. O corte partiu o inimigo em duas metades grotescas; vísceras e sangue espesso se espalharam como uma oferenda aos deuses da carnificina. Os Orcs, em vez de recuar, responderam com ódio renovado. A promessa de vingança foi cuspida com dentes cerrados.

Aric invocou um campo de força, transformando-se numa muralha viva.

Dentre os inimigos, surgiu Ghukk, o Vingativo. Rugiu que o Orc morto lhe devia uma dívida — e que agora cobraria em sangue. Avançou para perfurar o pescoço de Bolgg, mas uma das cobras mortas-vivas se arremessou diante da lâmina, morrendo outra vez para salvá-lo.

Rhol, o Desfigurado, vangloriou-se de treinar cortando cabeças de velociraptors e golpeou Bolgg na cintura — a lâmina ricocheteou contra a pele dura do bárbaro, mas deixou a promessa de mais dor.

Gon, o Cruel, auto-intitulado provador de caixões, investiu contra Aric. A armadura do mago refletiu o ataque com o brilho de um sol zombeteiro.

Jalin, rápido, ergueu a gema da iluminosidade, cegando Ghukk e acompanhando o ato com um discurso tão cortante que os próprios Orcs vacilaram.

Gyodai lançou magia de velocidade e agarrou dois Orcs pelo queixo,  impedindo que eles se apresentem com braços extras surgindo para esmagar rostos com uma fúria ritmada.

Bolgg não esperou — desferiu outro golpe colossal, transformando um dos Orcs presos em nada além de um lago de sangue e ossos pulverizados.

Aric, imitando a velocidade de Gyodai, sacou sua presa da serpente e atingiu Gon com um golpe harmonizado que perfurou a carne como manteiga.

A batalha se tornou uma dança macabra.

— Rhol tentou caçar Jalin na névoa… e acabou ferido na perna.

— Os Orcs presos tentaram se libertar para "se apresentar" antes de morrer. Gyodai riu. “Morrerão anônimos.”

— Outro caiu inconsciente sob seus múltiplos socos; Bolgg esmagou o último como quem apaga uma fogueira com o pé.

Aric matou Gon, o provador de caixões, deixando-o sem provar o próprio.

Foi quando surgiu um Orc de duas cabeças que se apresentava - Eu sou o Orcmutante — duas cabeças, o dobro da feiura. Avançou contra Jalin, que aparou um golpe e recebeu outro no corpo, o impacto sacudindo ossos. O bardo devolveu com uma chifrada brutal, antes de se curar com magia.

Os ataques seguintes foram uma carnificina encadeada:

— Rhol, o Desfigurado, morreu com uma flecha de Beleg atravessando seu pescoço.

— Gyodai prendeu mais dois Orcs, só para Bolgg matá-los como bonecos de pano.

— Aric perfurou o coração de Ghukk, o Vingativo.

— O próprio Orcmutante errou um ataque e atingiu sua própria cabeça num ricochete grotesco.

— Gyodai agarrou o monstro e esmagou suas duas mentes num abraço que virou massacre.

Quando a poeira e a névoa baixaram, o silêncio era pesado.

Bolgg, ainda com respingos de sangue no rosto, caminhou até um carcaju ferido. Ajoelhou-se, aplicou bálsamo e ofereceu comida. O animal, que minutos antes seria caça, olhou para o bárbaro com respeito instintivo. Talvez… um pacto tivesse sido selado.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagem gerada por IA pelo Bing.