terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O Olho e a Raposa



O elemental do veneno avançou com um silêncio ameaçador — uma massa fluida, grotesca, onde bolhas escuras se formavam e explodiam num sussurro tóxico. Então ele mergulhou sobre os heróis.

O corpo gelatinoso se espalhou como um manto assassino.

Glomer, feito apenas de ossos e magia, permaneceu impassível — o veneno simplesmente escorreu pelos vãos de seu corpo.

Sir Finley, engolido por inteiro, resistiu com teimosia e técnica, lutando para não respirar o vapor corrosivo.

Mas Zanzertein…

O velho elfo não teve a mesma sorte.

O veneno invadiu seus pulmões e veias como lâminas líquidas. Os olhos do mago turvaram. Suas pernas cederam. A morte se aproximou sem pressa — certa de seu prêmio.

E então Kobta se moveu.

Mais rápido que o pensamento, ele ergueu o Escudo da Fé, lançando-o diretamente sobre Zanzertein. Uma manta luminosa envolveu o elfo como um casulo, repelindo o veneno a centímetros da pele.

Zanzertein tossiu, ofegante, mas — vivo.

Os cinco kobolds do ventanista trocam olhares entre si. Nenhuma palavra era necessária.

Zanzertein devia sua vida a Kobta.

O elemental, indiferente ao heroísmo, avançou novamente. Kobta respondeu com uma chuva de disparos — bacamarte, pistolas, canhão portátil —, mas as balas atravessavam a criatura como se disparassem contra um pântano vivo.

Armas comuns não fariam nada ali.

A coisa era pura essência.

Apenas magia poderia feri-la.

Ferido, quase desmaiando, Zanzertein ainda encontra foco. Com esforço tremendo, lança Salto Dimensional, arrastando os Cobra Véia para longe — cem metros fora da masmorra.

O alívio dura pouco.

Ao longe, o céu se rasga com um rastro esverdeado.

O elemental voa, perseguindo-os, incansável, como um veneno que se recusa a sair do corpo.

Então reparam: o Olho de Sszzaas não está com ele.

Isso só significa uma coisa.

O artefato ficou na masmorra.

Sem hesitar, Zanzertein lança outro salto dimensional.

Eles retornam.

Entre respirações cautelosas, o mago recolhe o Olho de Sszzaas e toca o corpo sem vida de Tell Vaziri. O mundo parece silenciar quando ele encara o artefato — como alguém que encara um deus com quem já brigou demais.

E sussurra:

“Chega. Pare de atrapalhar.

Agora nos leve para um lugar seguro. — TELETRANSPORTE.”

A realidade se torce.

Os Cobra Véia surgem no sul do Deserto da Perdição.


...



O calor castiga. O mundo é areia e miragens — exceto por um toco de árvore seco… e uma raposa sentada sobre ele.

A raposa observa.

Sorri — e fala.

Pergunta se estão perdidos. Pergunta sobre o artefato.

O peso divino na presença dela é inconfundível.

Hyninn.

O deus da trapaça.

Zanzertein, ainda ofegante, explica o plano: o Olho será usado contra a Tormenta. E, com humildade calculada, pede ajuda.

Hyninn ri, divertido. Diz que pode guiar — mas quer ser lembrado quando a guerra chegar. E aponta um caminho com duas saídas:

Um portal leva ao caminho seguro.

O outro, ao caminho divertido.

Os Cobra Véia refletem por um instante.

E escolhem a diversão.

...

O mundo gira — e eles seguem para uma taverna acolhedora, cheia de luz, risadas e aromas deliciosos. Jardins verdes cercam o lugar. Hynnes sorridentes servem bebida, comida, descanso.

Mas Zanzertein sente.

Há algo errado.

Um peso invisível, doce, confortável — perigoso.

Um domínio de Marah.

Um lugar feito para receber viajantes… e nunca deixá-los sair.

Ele tenta alertar — mas já está sendo tomado pelas sutilezas da aura. A mente relaxa, o corpo afunda no banco.

— Talvez seja melhor ficar… — murmura.

Anastacia reconhece o feitiço na hora.

Com a ajuda de Kobta, Glomer e Sir Finley, ela o desperta — com firmeza, insistência e um toque de desespero.

O elfo respira fundo. Segura novamente o Olho.

E torce a própria sorte - TELETRANSPORTE.

Mais uma vez, o mundo se rasga.

Os Cobra Véia reaparecem próximos ao trajeto da cidade voadora — Vectora.

Exaustos. Vivos.

E, mais do que nunca, conscientes do peso que carregam.

O Olho observava.

E esperava.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Copilot. 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Sombras, Ossos e Traição

 



Das sombras da noite desértica, esqueletos armados com espadas enferrujadas emergem, rangendo ossos como portas de túmulos se abrindo. O silêncio pesado é quebrado quando Kobta executa sua firula inspiradora — o corpo impossível se desdobra em reflexos e poses exageradas, cinco kobolds agindo como um só, preparando o terreno para o massacre.

Zanzertein imbui o chicote de Sir Finley com luz sagrada, fazendo o couro brilhar como um sol espectral, enquanto o tabrachi espalha cuidadosamente sua peçonha alquímica — fórmulas pensadas não para carne, mas para ossos.

Os mortos avançam.

Kobta responde primeiro: um disparo de bazuca ecoa pelo salão, ativando sua Sentinela Implacável. Um esqueleto é lançado para trás como um boneco quebrado, ossos se espalhando pelo chão em estilhaços secos.

Antes que o combate escale, Anastacia estende sua vontade necromântica. Com palavras carregadas de poder sombrio, ela domina dois esqueletos, que cessam o ataque imediatamente e assumem posição de guarda, obedientes como cães ossudos.

O restante da horda não hesita.

Sir Finley avança, ativa sua tatuagem de concentração e chicoteia com precisão cirúrgica. Mesmo imunes a venenos comuns, os esqueletos estremecem — o tabrachi sabe exatamente onde a alquimia ainda dói, corroendo ligamentos arcanos que mantêm os mortos de pé.

Kobta alterna entre pistola e bacamarte, tiros precisos racham crânios, enquanto Zanzertein conjura Toque do Horizonte, elevando o potencial destrutivo das armas do ventanista.

Um a um, os esqueletos tombam.

Então, o chão treme.

Das profundezas da terra, uma Falange emerge, seguida por outra surgindo da parede oposta — construtos de ossos compactados, marchando como máquinas funerárias. Anastacia responde com Erupção Glacial, estacas de gelo rasgando o chão e derrubando uma das falanges, ossos congelados rangendo sob o peso do frio arcano.

Glomer entra em ação, arremessando estalinhos de guri. As explosões alquímicas fazem ossos voarem, fragmentos ricocheteando pelas paredes.

Zanzertein acelera Kobta com Velocidade e prende o campo de batalha com Teia, transformando o salão num emaranhado mortal. A falange tenta avançar — e é imediatamente empurrada de volta para a teia por mais um disparo brutal de Kobta, que a lança como um projétil de ossos.

No caos, um Selaco das Areias rompe o solo, investindo contra Kobta — mas atinge apenas um reflexo ilusório. Zanzertein reage rápido: Metamorfose. A criatura se contorce, encolhe… e vira um peixe inofensivo, debatendo-se no chão.

O silêncio dura um segundo.

Sir Finley assassina o peixe.

Um golpe perfeito. Um dano obsceno.

O peixe quase deixa de existir.

A falange restante tenta resistir, mas é dilacerada por explosões alquímicas, tiros de bacamarte e, por fim, aniquilada por um Miasma Mefítico conjurado por Anastacia, que dissolve a magia que a sustentava.

O Bulette, porém, resiste à metamorfose. Sua forma retorna em meio a uma aura cáustica, ácido queimando o ar. Kobta e Sir Finley se protegem, Anastacia permanece incorpórea. A criatura mergulha na areia, apenas para surgir novamente — e ser mais uma vez transformada em peixe.

Dessa vez, Glomer finca o florete, injetando alquimia diretamente na carne mutável.

Sir Finley finaliza.

O Bulette não volta.


A Traição Revelada

Horas depois, com as ruínas aparentemente seguras, Tell Vaziri e a professora Sheestella entram na sala, estudando os restos até o cair da noite.

Então, sem aviso…

Sheestella remove um cajado antigo da parede. Ele brilha em verde doentio.

Num piscar de olhos, ela teleporta para trás de Tell Vaziri e o atravessa com o cajado.

Morte instantânea.

Ela remove a máscara.

Uma Nagah.

Zanzertein empalidece. Ele sente a aura esmagadora do artefato — não é apenas um objeto sagrado.

É parte do corpo de um deus.


O Olho de Sszzaas.


Sheestella tenta dominar o poder… e falha.

O artefato se volta contra ela.

Um globo esverdeado a envolve. O Olho flutua sobre sua cabeça, ácido começa a pingar, queimando sua carne escamosa. A Nagah grita enquanto derrete, corpo se deformando, inflando, até se tornar uma bolha pulsante de veneno e ácido, respingando morte ao redor.

O chão sibila.

O ar queima os pulmões.

Um novo combate épico está prestes a começar.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Copilot. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

🌑 A Investida dos Ferani

 



A calmaria do deserto dura pouco:

Trogs da Tribo Ferani, empunhando alfanges irregulares lambuzados em veneno, irrompem das dunas com grunhidos guturais, o cheiro pútrido de seus corpos anunciando a emboscada antes mesmo que seus pés alcançassem o acampamento.


Abertura do Combate

Kobta reage primeiro.

Os cinco kobolds que compõem sua falsa persona se dispersam em um reflexo impossível — Imagem Espelhada. O ladino ventanista gira, faz uma firula inspiradora, sincroniza respiração e mira com precisão predatória. O combate começa antes mesmo de os trogs perceberem.

Zanzertein levanta o cajado e murmura as sílabas arcanas de Benção, envolvendo os aliados em uma luz mágica suave.

Sir Finley prepara uma peçonha espessa, revolvendo esporos de cogumelo com toxinas caseiras.


O Avanço dos Trogs

Um dos trogs investe contra Sir Finley. O alfange, tingido com um veneno esverdeado, rasga o ombro do tabrachi.

Finley cai, mas rola de forma defensiva, reduzindo o impacto do golpe — os ossos estalam, mas o assassino permanece consciente.

Kobta gira no ar e dispara o canhão portátil, usando sua técnica de Sentinela Implacável.

O impacto é monstruoso — o trog é arremessado vários metros, espirrando areia e sangue.

Outro trog se lança sobre Anastacia, mas encontra o Campo de Força dela firme como vidro arcano.


O Contra-Ataque Mágico

Anastacia tenta Amendontrar, mas aquelas bestas parecem incapazes de compreender medo ou dor — a necromancia ecoa em vão. Ela recua, envolvendo-se em seu Manto de Sombras.

Kobta dispara novamente seus canhões portáteis: outro trog voa como uma marionete cortada dos fios.

Zanzertein lança Adaga Mental, que falha contra a mente primitiva da criatura, e segue com Discrição conjurada de forma célere.

Sir Finley executa uma pirueta para se levantar e tenta golpear com o chicote… erra, mas seus movimentos denunciam: o próximo ataque será letal.


Retaliação Fétida

Um trog ergue os braços e expele seu odor pútrido — um miasma nojento que atinge Kobta e Zanzertein, deixando ambos nauseados.

Outro trog tenta atacar Kobta com mordida e alfange, mas os kobolds espelhados o confundem completamente.

Anastacia responde invocando o Crânio Voador de Vladslavi, cuja aura necromântica cintila no ar noturno. Mas de novo os trogs resistem ao efeito.

Glomer avança com seu florete defensivo.

Ao perfurar o trog, desencadeia um disparo químico: extrato de gelo eterno.

A criatura de sangue frio urra — seu corpo treme, congelando por dentro.


Reforços e Sinergia

Kobta coordena suas ações com Karameikos:

— “Velho, dá aquela força!”

O mago concede Velocidade ao ventanista e Curar Ferimentos a Sir Finley.

Agora dopado de precisão e adrenalina, Kobta dispara o canhão portátil, jogando mais um trog pelos ares. Um tiro de pistola engrena com o movimento e acerta outro alvo.

Glomer é cercado, mas o golpe destrói apenas uma de suas imagens espelhadas.

Kobta, como máquina de morte, dispara novamente o bacamarte atingindo dois trogs de uma só vez.


Algo Maior se Aproxima

O chão vibra.

Um verme de areia colossal rompe a superfície, aproximando-se em linha reta do combate.

Anastacia age rápido e conjura Névoa Sólida, reduzindo sua visão e velocidade.

Glomer lança bombas, que explodem entre os trogs restantes, queimando carne e quebrando ossos.

Zanzertein, em Oração, invoca as bênçãos de Wynna sobre o campo de batalha.

Com tiros precisos, Kobta elimina o último trog que ainda se debatia.


Contra o Verme de Areia

O verme surge com brutalidade, mas Kobta dispara um tiro instantâneo, usando a velocidade para devolvê-lo vários metros para trás — o suficiente para aproximá-lo do último trog agonizante.

Sir Finley, aproveitando a brecha, golpeia o verme com o chicote envenenado antes que ele seja arremessado.

O verme reage instintivamente: agarra o trog e devora-o inteiro.

Zanzertein conjura Amarras Etéreas, prendendo o monstro.

Glomer voa ao ativar sua engenhoca de asas artificiais e se posiciona melhor.

Sir Finley, segurando o canhão portátil de Kobta, dispara um tiro perfeito — um ataque furtivo devastador atinge um ponto vital do verme.

Glomer salta e rasga a carapaça da criatura com sua cimitarra, injetando mais extrato de gelo eterno direto na carne exposta.


O verme estremece.

Zanzertein lança uma Adaga Mental certeira — o monstro fica atordoado.

Kobta, por fim, ergue sua bazuca improvisada…

…e o impacto final parte o verme ao meio, espalhando vísceras e areia quente pelo campo.


Depois da Batalha

Zanzertein recupera sua mana com a Súplica Mística.

Glomer aciona sua engenhoca de farejar fortuna e encontra um tesouro enterrado pelos trogs — jóias roubadas, moedas corroídas e amuletos antigos.


O deserto volta ao silêncio.

E os Cobra Véia se preparam para o próximo perigo.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas pelo Copilot.