segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

❄️ Rumo às Montanhas Uivantes — O Encontro com Belchior





A jornada rumo às Montanhas Uivantes começou sob presságios de gelo e silêncio.

Antes de encarar o coração da cordilheira, os Cobra Véia fizeram uma última parada no sopé das montanhas, onde o vento já cortava como lâminas invisíveis. Ali, poções de suporte ambiental foram consumidas, envolvendo cada um em um calor artificial que lutava contra o frio sobrenatural da região.

Zanzertein, sentindo que forças além do mundo material observavam aquele caminho, conjurou Contato Extraplanar, rasgando o véu entre planos e invocando a orientação de um gênio do gelo — uma entidade ancestral, de voz como o estalar de geleiras antigas. Aric, sempre irreverente, replicou o feito em tom de paródia, arrancando um raro momento de leveza antes do pior.

Não demorou.

Uma nevasca colossal ergueu-se sem aviso, apagando o mundo em branco e rugido. O vento urrava como uma criatura viva, e o frio ameaçava congelar pensamentos. Com precisão arcana, Zanzertein conjurou Refúgio, criando um abrigo mágico onde o grupo escapou por um fio do abraço mortal da tempestade.

Quando o silêncio voltou…

não veio sozinho.

Sombras surgiram no céu.

Goblins emergiram do nada, cercando o grupo. Não eram saqueadores comuns: vestiam armaduras tecnológicas, cheias de engrenagens fumegantes, e montavam engenhocas voadoras que zumbiam como insetos metálicos. Um deles avançou e gritou, a voz distorcida por um modulador mecânico:

— “Quem ousa entrar nos territórios de Belchior?”

A resposta veio em fogo.

Um dos goblins disparou um foguete explosivo e, em seguida, um míssil congelante contra Bolgg. O bárbaro se lançou para o lado no último instante, sentindo o impacto rasgar o ar onde estivera segundos antes.

Outro goblin puxou um arco voltaico, disparando energia crepitante que atingiu Pitagoras e Zanzertein, fazendo a eletricidade dançar sobre seus corpos. Um novo míssil foi lançado contra Jalim, que escapou por pouco, rolando sobre a neve.

Então Jalim avançou.

Com uma apresentação impactante, teatral e ousada, ele quebrou o ritmo do combate, confundindo os inimigos, roubando sua atenção e transformando hostilidade em hesitação. Cada gesto, cada palavra, era calculado — e a vantagem se formava.

Anastacia envolveu-se no Manto das Sombras. Um simples estalar de dedos…

e um goblin foi reduzido a um inofensivo pudim de ameixa, caindo na neve com um som patético.

Zanzertein não ficou atrás. Outro inimigo foi transmutado em um pudim de coco, enquanto, com a Trama Célere, o mago ergueu uma Resistência à Energia avassaladora, protegendo os Cobra Véia contra todos os elementos — fogo, gelo, eletricidade e mais.

Agora preparados, avançaram.

Bolgg, envolto pela proteção arcana, investiu contra um dos goblins e desferiu um golpe devastador com sua espada executora. O ataque teria partido um goblin comum ao meio.

Mas não aquele.

A criatura apenas recuou um passo, ferida, mas longe de cair.

E então… ele apareceu.

Belchior.

Um hobgoblin imponente, vestindo uma armadura reforçada de tecnologia e guerra, montado sobre um lobo colossal, de olhos brilhando com fúria e inteligência. Sem dizer palavra, ele lançou sua montaria contra Bolgg, golpeando com força brutal.

O bárbaro ergueu sua defesa no último instante. O impacto ecoou pelas montanhas, e embora parte do dano atravessasse seu bloqueio brutal, Bolgg permaneceu de pé.

Respirando pesado.

Furioso.

Com o sangue fervendo e o orgulho ferido, Bolgg respondeu com um contra-ataque cheio de ódio e força primal, acertando Belchior e arrancando-lhe um grunhido de dor.

A neve ao redor foi manchada.

O verdadeiro combate…

estava apenas começando.


Texto por Roberto Oliveira. 

Revisão por Leandro Carvalho. 

Imagens geradas por IA pelo Copilot.